Guidelines latino-americanas para a abordagem da asma agora em português

Tradução da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) do GEMA (Guía Española para el Manejo del Asma) pretende tornar o instrumento acessível aos profissionais de saúde

O projeto GEMA resulta do trabalho colaborativo de especialistas de 18 sociedades médicas científicas da Espanha, América Latina e Portugal (nas quais se incluem a SPP e a SPAIC) e tem como propósito disponibilizar aos profissionais de saúde um guia prático, baseado em evidência científica, para o diagnóstico, tratamento e seguimento da asma.

Agora, perante a vontade conjunta da SPP e da SPAIC – as duas especialidades médicas mais diretamente envolvidas na abordagem dos doentes asmáticos – e após um rigoroso processo de tradução, adaptação e validação do texto, encontra-se disponível a versão portuguesa do documento GEMA 5.5: Guia Especializado para o Manejo da Asma.

Em comunicado, Jorge Ferreira, presidente da SPP e coordenador do GEMA em representação desta sociedade, e Ana Morête, coordenadora do GEMA em representação da SPAIC, afirmam que “a tradução e adaptação desta versão para português representa um passo decisivo para tornar este instrumento acessível aos profissionais de saúde em Portugal e em toda a comunidade lusófona”. De acordo com os especialistas, esta iniciativa foi acolhida com entusiasmo pelo Comité Executivo do GEMA.

“Mais do que uma versão linguística, este guia pretende ser uma ponte entre comunidades científicas, promovendo a partilha de conhecimento e boas práticas clínicas. Esperamos que esta edição contribua para a melhoria da qualidade assistencial prestada aos doentes com asma nos países de língua portuguesa”, concluem.

Segundo Pedro Carreiro Martins, presidente da SPAIC, “as orientações GEMA constituem um importante instrumento para a prática clínica em Imunoalergologia, ao permitirem otimizar a abordagem da asma, à luz da evidência científica mais recente. A disponibilização de um manual devidamente traduzido e adaptado à realidade nacional elimina eventuais barreiras linguísticas e facilita a utilização desta ferramenta”.

Os dados mais recentes apontam para uma prevalência da asma em 7,1 % na população portuguesa, o que significa que cerca de 570.000 portugueses adultos sofrem desta patologia, tornando-a numa das doenças crónicas mais comuns na nossa população.

O GEMA 5.5 em língua portuguesa está disponível aqui.

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Portugal deu início à partilha de dados de saúde com a Noruega

Esta partilha, que passa a acontecer no contexto da infraestrutura europeia A Minha Saúde @ UE (MyHealth@EU), só pode acontecer mediante autorização do cidadão

Desde 13 de janeiro que os profissionais de saúde noruegueses podem consultar, mediante consentimento, o Resumo de Saúde eletrónico de cidadãos portugueses, sempre que tal seja clinicamente necessário.

A infraestrutura A Minha Saúde @ UE foi concebida para facilitar uma partilha segura e estruturada de informação clínica entre Estados-Membros. O objetivo é contribuir para respostas mais rápidas, redução de erros médicos e melhoria da qualidade dos serviços de saúde transfronteiriços, conforme realça a SPMS no seu portal.

Com a adesão da Noruega, Portugal passa a operar, em diferentes serviços digitais de saúde, com a totalidade dos 16 países atualmente ligados à infraestrutura MyHealth@EU: Malta, Croácia, Luxemburgo, França, Estónia, Finlândia, Países Baixos, Espanha, República Checa, Polónia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Chipre, Grécia e Noruega. Desta rede, resultam as seguintes possibilidades:

  • Cidadãos portugueses podem obter cuidados médicos em Malta, Croácia, Luxemburgo, França, República Checa, Espanha, Países Baixos, Estónia, Letónia, Irlanda, Chipre, Grécia e Noruega.
  • Cidadãos malteses, croatas, checos, espanhóis, estónios, luxemburgueses e letões, caso necessitem, podem usufruir de cuidados médicos em Portugal.
  • Cidadãos portugueses podem levantar medicamentos em farmácias na Estónia, Finlândia, Croácia, Espanha, Polónia, República Checa, Letónia, Lituânia, Chipre e Grécia.
  • Cidadãos finlandeses, croatas, espanhóis, estónios, polacos e lituanos podem levantar medicamentos nas farmácias de Portugal.

 

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Prémio para biossensor que monitoriza saúde renal

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa anunciou os vencedores da 14.ª edição do Programa de Empreendedorismo, que incentiva os estudantes a desenvolver projetos inovadores nas áreas das Ciências, Engenharia e Tecnologia para responder a desafios concretos da sociedade. Foram premiados projetos nas áreas da energia, isolamento térmico e saúde renal

 

Ao longo do mês de fevereiro, os alunos inscritos na Unidade Curricular de Empreendedorismo desenvolveram as competências para apresentarem um negócio original de âmbito tecnológico. Agora, as 12 equipas finalistas da competição, que reuniu mais de 900 alunos da Faculdade, apresentaram os projetos originais a um júri composto por representantes das empresas Axians, Deloitte, Jerónimo Martins e NOS.

Em primeiro lugar ficou o projeto VENTUS, uma turbina eólica de eixo vertical fixada em postes de iluminação para gerar energia descentralizada em ambientes urbanos, o que permite uma produção de energia limpa e local a baixo custo. A equipa de estudantes venceu o maior prémio do certame, no valor de 1000 euros.

A equipa do FungiFoam venceu o segundo lugar com a criação de um projeto que responde aos desafios da pobreza energética nas casas portuguesas com uma solução sustentável, através dos fungos: a equipa apresentou um novo material de isolamento produzido a partir de micélio, uma propriedade dos fungos, que, integrado com outros materiais, como serradura e cortiça portuguesa, dá origem a painéis de elevado desempenho térmico, com maior eficiência energética e um custo altamente competitivo.   Em paralelo, o Prémio IMPACTO, que destaca a inovação sustentável, no valor de 750€ euros, foi também entregue à FungiFoam.

Em terceiro lugar ficou o Celumetrics Exams – RenalNow, dispositivo biossensor que analisa biomarcadores comuns na Doença Renal Crónica e envia os dados para a app, permitindo assim que sejam partilhados com o médico.

“Este ano, os projetos distinguidos evidenciam uma maturidade crescente, com muitos alunos já envolvidos no desenvolvimento de protótipos físicos e tecnologias validadas ao nível da prova de conceito. Trata-se de um passo decisivo na mitigação do risco tecnológico. O próximo desafio centra-se no mercado, onde a capacidade de adaptação e a rapidez na tomada de decisão assumem um papel determinante — competências cada vez mais valorizadas no contexto profissional”, afirma, em comunicado, Fernanda Llussá, uma das coordenadoras do Programa de Empreendedorismo da NOVA FCT, juntamente com os professores Aneesh Zutshi e Virgílio Cruz Machado.

Nos prémios atribuídos pelas empresas, também com valor monetário, os vencedores foram: PetPulse venceu o Prémio Jerónimo Martins; Amaize o Prémio Deloitte; Chitofoil o Prémio Axians; e Clear View o Prémio NOS.

A entrega dos prémios assinala o final do Programa de Empreendedorismo da NOVA FCT. Este programa académico insere-se no Perfil Curricular da Faculdade, uma abordagem pedagógica que foi pioneira no ensino superior português. A NOVA FCT integra, desde 2012, disciplinas focadas no desenvolvimento de soft skills, combinando ensino experimental e contínuo com a proximidade ao mercado laboral.

Portugal com redução do risco de morte por tumores malignos abaixo dos 75 anos

A melhoria na intervenção em saúde e na prevenção, associada a melhorias nos programas de rastreio do cancro, ao diagnóstico mais precoce e aos progressos na efetividade dos tratamentos, contribuíram para a redução do risco de morte por tumores malignos em Portugal abaixo dos 75 anos, no período de 2019 a 2023

De acordo com o Relatório “PNDO: Desafios e Estratégias”, publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), a taxa de mortalidade padronizada por tumores malignos continua a diminuir em Portugal. Embora se tenha verificado um ligeiro aumento do número absoluto de óbitos, este está associado ao envelhecimento da população.

Em 2024 atingiu-se o maior número de sempre de mulheres convidadas (365 978; 61%) e rastreadas (344 405; 94%) no âmbito do Rastreio do Cancro do Colo do Útero (RCCU), de acordo com o mais recente Relatório de “Avaliação e Monitorização dos Rastreios Oncológicos de Base Populacional”, igualmente publicado pela DGS.

No Rastreio do Cancro da Mama (RCM), registou-se uma taxa de cobertura populacional superior a 90 %, com 877 377 mulheres convidadas, ultrapassando a meta definida na Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro para 2030, em alinhamento com a estratégia europeia. Ainda assim, a cobertura populacional do Rastreio do Cancro do Colo do Útero (61 %) e do Rastreio do Cancro do Cólon e Reto (RCCR) (32,5 %) mantém-se ainda abaixo da meta de 90 % prevista para 2030.

Ao nível do tratamento, registou-se um aumento de 10 % no número de doentes tratados com radioterapia e no número de doentes tratados com quimioterapia/imunoterapia. Verificou-se, igualmente, um aumento do número de doentes com acesso a tratamentos inovadores, nomeadamente com terapias com células CAR-T.

Relativamente à sobrevivência a 5 anos após o diagnóstico de doença oncológica, Portugal apresenta resultados acima da média europeia, com cerca de 240 óbitos por 100 mil habitantes, face a aproximadamente 250 óbitos por 100 000 habitantes na União Europeia.

Destacam-se as elevadas taxas de sobrevivência a 5 anos no cancro da próstata (96 %) e no cancro da mama (90 %), que correspondem aos cancros mais incidentes nos homens e nas mulheres, respetivamente.

O número de cirurgias oncológicas a doentes com neoplasias malignas aumentou, com mais cerca de 10 000 doentes operados em 2024 face a 2023. A percentagem de doentes operados acima do tempo máximo de resposta garantido reduziu de 26,4 % em 2023 para 25,8 % em 2024.

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Trás-os-Montes reforça capacidade de radioterapia

O Serviço de Radioncologia da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) tem em funcionamento os dois aceleradores lineares desde janeiro

Com estes dois aceleradores lineares em pleno funcionamento, o serviço de Radioncologia da ULSTMAD aumenta a capacidade de resposta e reduz os tempos de espera, estimando-se uma capacidade instalada global de 100 tratamentos por dia, até um máximo anual de aproximadamente 24.000 sessões de Radioterapia, fez saber o portal do SNS.

Além das melhorias clínica e operacional, a combinação de dois aceleradores permite uma maior resiliência do serviço, assegurando continuidade assistencial e criando condições para reforçar a implementação futura de técnicas ainda mais diferenciadas, tais como as estereotáxicas, quando clinicamente indicadas.

upgrade deste equipamento reforça, assim, a capacidade de resposta desta Unidade Local de Saúde que trata doentes oncológicos da área de influência de Trás-os-Montes e Alto Douro, e de outras zonas geográficas do país.

ATEHP presente na apresentação do livro “Como a Anestesia Mudou o Mundo”

Recentemente a ATEHP esteve presente na apresentação do último livro da autoria do Dr. José Martins Nunes, intitulado “Como a Anestesia Mudou o Mundo”, tendo estado representada pelo Presidente da Direção, Eng. João Barranca e pelo Presidente da Assembleia Geral, Eng.º Abraão Ribeiro. A Sessão realizou-se no dia 4 de fevereiro, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, tendo a apresentação estado a cargo dos ilustres Professores Francisco Maio Matos e José Pedro Figueiredo.

Esta obra é, como refere o autor, um testemunho de quem viveu intensamente as transformações da anestesiologia nas últimas décadas, e um convite à reflexão para os que hoje exercem esta especialidade e para os que colaboram com ela no quotidiano hospitalar, sendo também um tributo e uma proposta de diálogo entre ciência, filosofia, religião, história e cidadania.

Um livro que aborda as múltiplas dimensões da anestesia e nos transporta para a forma como a anestesiologia evoluiu muito significativamente, ao longo dos últimos dois séculos, impulsionada pelo desenvolvimento de novas tecnologias, fármacos e sistemas de monitorização, tornando os procedimentos cirúrgicos progressivamente mais seguros e controlados.

Antes do século XIX, a ausência de anestesia eficaz limitava a prática cirúrgica, sendo utilizados métodos empíricos para o relativo controlo da dor, com elevada morbimortalidade associada.

Entretanto, o advento dos anestésicos gerais inalados marcou o início da anestesia moderna, permitindo a indução de inconsciência e analgesia adequadas para procedimentos cirúrgicos. Posteriormente, o desenvolvimento de anestésicos intravenosos possibilitou uma indução mais rápida, previsível e segura, ao mesmo tempo que os agentes inalados evoluíram para compostos halogenados com melhor perfil farmacocinético e menor toxicidade.

Paralelamente, no campo da engenharia, a evolução tecnológica dos equipamentos de anestesia acompanhou de mãos dadas e foi determinante para a segurança anestésica. Temos presente que os sistemas atuais integram ventilação mecânica controlada, vaporizadores de precisão, alarmes de segurança e mecanismos de prevenção de erros, permitindo um controlo rigoroso da administração de anestésicos e da oxigenação do paciente, sendo que estes avanços reduziram significativamente a incidência de eventos adversos intraoperatórios.

Outro pilar fundamental foi o progresso dos sistemas de monitorização. A introdução do eletrocardiograma contínuo, da oximetria de pulso e da monitorização invasiva e não invasiva da pressão arterial permitiu a deteção precoce de alterações hemodinâmicas e respiratórias. Adicionalmente, a anestesia beneficiou do uso do ultrassom, aumentando a precisão na identificação de estruturas anatómicas e reduzindo complicações sendo que, atualmente, a integração de sistemas informatizados, registos eletrónicos e ferramentas baseadas em inteligência artificial representa uma nova etapa na evolução da anestesiologia, promovendo uma prática mais segura, eficiente e orientada para o paciente.

USF A Ribeirinha recebe certificação de qualidade sanitária

A Unidade de Saúde Familiar A Ribeirinha, integrada na Unidade Local de Saúde da Guarda, obteve o nível “Bom” na Certificação atribuída pela Agência de Qualidade Sanitária da Andaluzia (ACSA)

Esta é a primeira USF da ULS da Guarda a atingir este nível de certificação de qualidade. Em comunicado citado pelo portal do SNS, trata-se de um reconhecimento do “compromisso com a qualidade, segurança e melhoria contínua”.

De acordo com o mesmo comunicado, esta distinção traz consigo benefícios para os utentes, pois garante cuidados de saúde “mais seguros, organizados e centrados nas suas necessidades”, bem como para os profissionais, uma vez que valoriza o “trabalho em equipa, boas práticas e desenvolvimento profissional com reconhecimento do esforço, aumentando a motivação”.

A instituição reforça, assim, o seu compromisso de continuar a “trabalhar todos os dias para prestar cuidados de saúde de excelência à comunidade”.

Portugal assume presidência da Global Digital Health Partnership

A SPMS participou, no final de janeiro, na ICT&Health World Conference 2026, iniciativa que marcou o início da presidência portuguesa da Global Digital Health Partnership (GDHP)

Em comunicado, a SPMS assinalou o início do mandato de Portugal com a presença no evento, que serviu também para Portugal reforçar “o seu compromisso com a cooperação internacional em matéria de saúde digital, bem como com a promoção de políticas públicas orientadas para a inovação, a interoperabilidade e a transformação dos sistemas de saúde”.

Durante o congresso, teve lugar uma breve sessão de transição da presidência e uma reflexão sobre os dois anos da presidência neerlandesa. Foram ainda apresentadas a visão e as prioridades do mandato português para a GDHP.

Cátia Pinto, gestora do Núcleo de Saúde Digital Global e Relações Internacionais da SPMS, representou Portugal e a GDHP, assegurando a articulação institucional e o acompanhamento dos trabalhos no arranque da presidência portuguesa.

Princípios para o recurso à IA no desenvolvimento de medicamentos

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e a congénere norte-americana, a Food and Drug Administration (FDA), acordaram dez princípios comuns de boas práticas na utilização de inteligência artificial (IA) ao longo do ciclo de vida do medicamento

 

A iniciativa visa promover uma utilização segura, ética e alinhada da IA, desde a investigação inicial e ensaios clínicos até à produção, monitorização da segurança e tomada de decisões regulamentares.

Conforme destaca o Infarmed em comunicado, os princípios agora definidos fornecem orientações de carácter transversal sobre a aplicação da IA na geração de evidência científica e na monitorização dos medicamentos em todas as suas fases. São dirigidos a promotores de investigação, fabricantes, bem como a requerentes e titulares de autorizações de introdução no mercado.

Este enquadramento conjunto servirá de base para o desenvolvimento de futuras orientações específicas em diferentes jurisdições e reforça a cooperação internacional entre autoridades reguladoras, entidades responsáveis por normas técnicas e outros intervenientes.

A iniciativa conjunta da EMA e da FDA resulta do trabalho colaborativo desenvolvido após a reunião bilateral UE–EUA realizada em abril de 2024. Está também alinhada com a missão da EMA de promover uma utilização segura e responsável da IA, conforme definido na Estratégia da Rede Europeia de Agências do Medicamento (EMANS, na sigla em inglês) até 2028, bem como no plano de trabalho plurianual sobre Dados e IA da EMA e dos Chefes das Agências do Medicamento (HMA), em particular no âmbito do grupo conjunto sobre dados (NDSG-Network data Steering Group).

 

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Realidade Virtual na formação de dentistas

A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa (FMD-UCP) passou a integrar simuladores SimToCare no seu modelo de ensino, uma tecnologia de realidade virtual com feedback háptico, que permite aos futuros dentistas treinar num ambiente imersivo e realista

Os dois simuladores são utilizados por cerca de 140 alunos do segundo e terceiro anos, permitindo treinar procedimentos como remoção de cárie, anestesia e extração de dentes. A tecnologia possibilita ainda a introdução de casos clínicos reais no sistema, com visualização de diferentes cenários e potenciais resultados, apoiando a tomada de decisão clínica. A metodologia está também disponível para estudantes do 4.º e 5.º anos do curso de Mestrado Integrado em Medicina Dentária (MIMD). Em paralelo, o treino em ambiente virtual reduz a necessidade de recorrer a materiais físicos, como dentes de plástico.

“Estes simuladores são uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas em ambiente controlado, permitindo aos nossos estudantes praticar procedimentos médico-dentários com elevado grau de precisão e segurança antes de passarem à prática em pacientes reais”, explica Nuno Rosa, docente e membro da direção da FMD-UCP, citado em comunicado da instituição de ensino. “Com estes simuladores, consolidamos a nossa estratégia de inovação no ensino da saúde, disponibilizando aos alunos ferramentas tecnológicas que revolucionam a sua preparação para a prática clínica e que estão em linha com as melhores práticas internacionais,” conclui.

“A realidade virtual permite aos nossos alunos repetir procedimentos complexos quantas vezes forem necessárias, sem pressão ou risco para pacientes reais. Esta prática intensiva traduz-se numa maior confiança e competência quando iniciam o contacto clínico”, afirma Pedro Campos Lopes, médico dentista e docente da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa.

Os simuladores foram adquiridos com o apoio do Projeto Digital4Health Portugal – D4H-PT, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) – Programa Impulso Mais Digital, Submedida: Reforma e Modernização da Medicina.