Adesão à higiene das mãos aproxima-se de níveis de 2020

Após uma subida significativa entre 2019 e 2020, ano em que chegou a 82,6 % a taxa de adesão à higiene das mãos havia registado uma ligeira descida após o ano do início da pandemia, mas tem vindo a aumentar paulatinamente e ficou em 82,2 % em 2025

 

De acordo com o relatório da DGS, em 2025 foram observadas 530 512 oportunidades de higiene das mãos, das quais 436 321 foram efetivamente realizadas, correspondendo a uma taxa de cumprimento global de 82,2 %. Contudo, o primeiro momento, ou seja, antes do contacto com o doente, continua a apresentar uma taxa de adesão mais baixa (ficou em 75,8 % em 2025), ainda que a tendência seja igualmente de melhoria face aos três anos anteriores. Os restantes momentos (antes de procedimentos asséticos, após risco de exposição a fluidos orgânicos, após contacto com o doente e após contacto com o ambiente envolvente do doente) apresentam melhores resultados.

Nas conclusões relativas a 2025, a DGS deixa também algumas mensagens-chave relativas ao uso de luvas:

  • o uso de luvas não substitui a higiene das mãos;
  • o uso desnecessário de luvas reduz o cumprimento da higiene das mãos;
  • higienizar as mãos antes de usar luvas e imediatamente após a sua remoção;
  • o uso excessivo de luvas apresenta um elevado impacto ambiental.

 

As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) constituem, ainda, uma ameaça potencial diária para os doentes em todos os sistemas de saúde, incluindo contextos de emergência em saúde pública. A monitorização da adesão à higiene das mãos e respetivo feedback, pelo menos em todos os hospitais de referência, até 2026, é um dos indicadores definidos pela Organização Mundial de Saúde a cumprir por todos os países.

A DGS lembra ainda que as estimativas indicam que em 2050 a mortalidade por infeções associadas aos cuidados de saúde e relacionadas com a resistências aos antibióticos será igual à mortalidade por cancro: 10 000 000 de pessoas em todo o mundo.

Estados-membros terão de diversificar cadeia de abastecimento de medicamentos

O Conselho e o Parlamento Europeu chegaram a acordo relativamente ao Regulamento de Medicamentos Críticos. Novo diploma obriga a diversificar cadeias de abastecimento e criar projetos estratégicos para diversificar capacidade de fabrico. Reservas de contingência não podem afetar o aprovisionamento de outros países

Com este acordo, os Estados-Membros passam a ter de diversificar e incentivar a resiliência nas cadeias de abastecimento de medicamentos durante os procedimentos de contratação pública. No caso dos medicamentos críticos, as entidades adjudicantes terão de apoiar a diversificação e a fiabilidade das fontes de abastecimento. Em caso de elevada dependência de um único país terceiro ou de um número limitado de países terceiros, o regulamento prevê a obrigação de as autoridades adjudicantes favorecerem o “fabrico na UE”. Está igualmente prevista a criação de projetos estratégicos para impulsionar, aumentar ou modernizar a capacidade de fabrico da UE de medicamentos críticos ou das suas substâncias ativas, através de um acesso mais fácil ao financiamento (dos Estados-Membros e da União), bem como de um apoio administrativo acelerado. Além disso, os projetos de fabrico de medicamentos órfãos também beneficiarão de um licenciamento mais rápido.

Quando os Estados-Membros exigirem que as empresas detenham reservas de contingência, terão de assegurar que isso não afeta negativamente o aprovisionamento de medicamentos críticos noutros países da União. Os Estados-Membros terão também de partilhar informações atualizadas sobre as reservas de contingência disponíveis para reafetação quando for lançado um apelo à solidariedade através do Mecanismo de Solidariedade Voluntária.

Os Estados-Membros passam ainda a dispor de contratos públicos colaborativos para fazer face às disparidades em matéria de disponibilidade e acesso a medicamentos críticos, medicamentos órfãos e outros medicamentos de interesse comum em toda a UE. Serão exploradas parcerias estratégicas com parceiros internacionais, com o objetivo de alargar a cadeia de abastecimento e reduzir as dependências em relação a um número único ou limitado de fornecedores.

Este regulamento foi inicialmente proposto em março de 2025 para dar resposta à escassez de medicamentos no espaço europeu.

O acordo fica agora sujeito á aprovação formal do Parlamento e do Conselho.

50 milhões de euros para a requalificação de urgências hospitalares

O Governo aprovou o Regulamento do Programa de Incentivo Financeiro à requalificação dos espaços dos Serviços de Urgência, Urgência Geral e Psiquiátrica, no âmbito do qual é atribuído um financiamento até 50 milhões de euros

Pretende-se a requalificação dos espaços dos serviços de urgência geral e de psiquiatria, através da realização de obras e do investimento em instalações e equipamentos nos serviços de urgência hospitalares, com prioridade para as urgências psiquiátricas, atendendo ao seu impacto no SNS.

No que respeita às tipologias, inclui-se quer a realização de intervenções de requalificação em infraestruturas, quer a aquisição de equipamentos médicos. O financiamento pode atingir até 100 % das despesas elegíveis.

A concessão dos incentivos financeiros é formalizada mediante adenda aos contratos-programa, celebrada em 15 dias após a aprovação da candidatura.

As candidaturas devem se remetidas à ACSS por correio eletrónico, acompanhadas do comprovativo da inscrição do investimento em Plano de Desenvolvimento Organizacional aprovado, da memória justificativa do projeto de intervenção, do programa funcional do projeto e layout do serviço, do cronograma previsto para a execução do projeto, de uma declaração de compromisso de inexistência de duplo financiamento, e da declaração de cabimento orçamental referente à parte do projeto não financiada (para projetos cofinanciados).

A ACSS será responsável pela avaliação das candidaturas e também pela monitorização dos projetos.

Hospitais privados de Portugal e Espanha debatem telemedicina e cobertura

A V Cimeira Ibérica de Hospitais Privados vai reunir, a 18 de junho, no Auditório do BPI All in One, em Lisboa, responsáveis do setor da saúde privada de Portugal e Espanha para debaterem os desafios futuros. Telemedicina e segundas coberturas entre os temas

Coorganizado pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e pela sua congénere Alianza de la Sanidad Privada Española (ASPE), o encontro vai juntar os representantes de topo dos principais grupos privados de saúde, assim como especialistas do setor dos países ibéricos. Nesta quinta edição da cimeira ibérica estará, igualmente, presente, e como convidada, a Federação Brasileira dos Hospitais, organização que reúne mais de 4 500 unidades de saúde privada do Brasil.

A “Telemedicina no mundo atual”, “Segundas Coberturas em Saúde” e “Recursos Humanos” são os temas de debate desta cimeira, que se realiza alternadamente em Portugal e Espanha em cada dois anos. O programa deste encontro ibérico será divulgado brevemente e toda a informação será atualizada através do site do evento.

A V Cimeira Ibérica de Hospitais Privados é um encontro dos responsáveis pelos grupos privados de saúde em Portugal e Espanha, que tem como principal objetivo a promoção do debate estratégico sobre o setor, com foco na inovação, sustentabilidade e cooperação ibérica em saúde.

 

Contratualização no SNS: termos de referência incorporam financiamento das ULS

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) publicou os Termos de Referência para a Contratualização de Cuidados de Saúde no SNS para 2026 e Operacionalização da Contratualização Interna 2026

O primeiro documento estabelece o enquadramento da relação entre a entidade financiadora e as entidades prestadoras de cuidados de saúde, concretizada através da contratualização e do compromisso assumido no Contrato-Programa (CP) 2024-2026. Para 2026, os Termos de Referência incorporam explicitamente o financiamento atribuído às Unidades Locais de Saúde (ULS) e aos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO), no âmbito do Acordo Modificativo 2026, como adenda ao contrato em vigor.

Conforme explica a ACSS em comunicado, a negociação dos contratos-programa, que será feita pela Direção executiva do SNS, assentará num quadro de produção a estabelecer com cada ULS e IPO para o ano de 2026, determinando um compromisso orientado para resultados em saúde, qualidade, eficiência e integração de cuidados, reforçando uma abordagem populacional, integrada e centrada no percurso do cidadão. A contratualização com as ULS e IPO decorre em quatro fases: preparação, negociação, acompanhamento e avaliação, em que o segundo documento “Operacionalização da Contratualização Interna 2026” define a estrutura de contratualização interna das instituições EPE, envolvendo equipas, serviços e unidades funcionais, com responsabilização pelos resultados a alcançar na ULS.

Dispositivos médicos: novas regras para avaliação da conformidade

Foram publicadas novas regras de execução relativas às atividades de avaliação da conformidade realizadas pelos organismos notificados, no âmbito dos Regulamentos dos Dispositivos Médicos. O objetivo destas medidas de execução é promover uma maior harmonização, previsibilidade e eficiência em todo o quadro regulamentar da União Europeia

 

A medida é mais um passo para simplificar e racionalizar as regras estabelecidas pelos Regulamentos dos Dispositivos Médicos. O objetivo é apoiar a disponibilidade de dispositivos médicos no mercado da UE e promover a competitividade e a capacidade de inovação do setor, assegurando simultaneamente o mais elevado nível de segurança dos doentes.

Os organismos notificados avaliam a segurança e o desempenho dos dispositivos antes da sua colocação no mercado e asseguram uma supervisão contínua posteriormente.

O Regulamento de Execução (UE) 2026/977 da Comissão, publicado no Jornal Oficial da União Europeia (JOUE) em 5 de maio de 2026, especifica determinados requisitos uniformes para as atividades de avaliação da conformidade realizadas pelos organismos notificados designados ao abrigo dos Regulamentos dos Dispositivos Médicos.

Aqui incluem-se requisitos para a emissão de propostas aos fabricantes, de forma a fornecer uma estimativa fiável dos serviços solicitados e dos respetivos custos; prazos máximos e períodos de suspensão (“clock-stops”) para etapas essenciais, tais como a análise do pedido e a assinatura do contrato, auditorias ao sistema de gestão da qualidade, verificação de produtos, decisão e emissão de certificados, bem como avaliação de alterações; requisitos para que os organismos notificados estabeleçam um sistema de monitorização da duração e dos custos das suas atividades de avaliação da conformidade e publiquem essas informações anualmente, e também procedimentos e prazos clarificados para as atividades de recertificação, reduzindo a incerteza para os organismos notificados e os fabricantes.

O Regulamento de Execução será aplicável a partir de 25 de fevereiro de 2027, com exceção do relatório anual relativo aos prazos e custos das atividades de avaliação da conformidade, que será aplicável a partir de 1 de janeiro de 2028.

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Solução de gestão da alimentação hospitalar

A Glintt Life, empresa de tecnologia de saúde, anunciou que o Hospital Regional Universitario de Málaga concluiu a entrada em funcionamento do DietTools, uma solução integrada para a gestão da alimentação hospitalar, após finalizar a sua implementação

Com a substituição do sistema anterior, o centro consolida um modelo de gestão alimentar mais integrado, com especial enfoque na segurança do doente, rastreabilidade, segurança e eficiência na coordenação entre serviços.

O Hospital Regional Universitario de Málaga gere a alimentação dos seus doentes a partir de uma cozinha central situada junto ao Hospital Materno Infantil. A partir desta instalação são preparados mais de mil menus diários em cada refeição, distribuídos pelos diferentes centros do complexo: o próprio Hospital Materno Infantil, o Hospital General Carlos Haya e o Hospital Civil. Com a incorporação do DietTools, todo o planeamento dietético, a produção e a logística de distribuição ficam unificados numa única plataforma, melhorando o controlo, a coordenação entre serviços e a precisão dos processos, explica a Glintt Life em comunicado.

O projeto permite a integração completa com o Diraya, o sistema corporativo de informação hospitalar do Serviço Andaluz de Saúde. Esta ligação garante que a prescrição dietética fica incluída no circuito assistencial e registada no historial clínico do doente. A equipa de enfermagem prescreve a dieta a partir do ambiente web do DietTools, enviando automaticamente a informação para os serviços de Dietética e Cozinha. Este circuito reduz intervenções manuais, limita o risco de erros e contribui para que a dieta servida esteja permanentemente alinhada com a situação clínica e as indicações terapêuticas.

O DietTools incorpora também ferramentas para gerir substituições de pratos motivadas por preferências pessoais ou crenças religiosas, respeitando a prescrição médica, reforçando a coordenação entre profissionais e garantindo a segurança alimentar. A solução inclui funcionalidades para qualidade e rastreabilidade, como definição de menus, fichas técnicas com ingredientes, valores nutricionais, alergénios e intolerâncias, bem como a gestão de pedidos das enfermarias e a etiquetagem detalhada de cada tabuleiro servido.

O projeto exigiu a coordenação das equipas de enfermagem, dietética, cozinha, informática e gestão para adaptar o sistema à realidade operacional dos diferentes centros envolvidos, bem como para garantir a continuidade do serviço durante a mudança de plataforma.

Iniciativa europeia para reforçar preparação para ameaças sanitárias

A Comissão Europeia adotou a Iniciativa Global de Resiliência em Saúde, uma estratégia que procura posicionar a UE como um ator fiável e de primeira linha na saúde global, reforçando a prevenção, a preparação e a resposta globais a futuras ameaças sanitárias, além de abordar lacunas de resiliência nos sistemas de saúde

 

A iniciativa estabelece o quadro estratégico para a futura ação da UE, permitindo que a Europa responda mais rapidamente a ameaças e crises sanitárias num mundo interligado, com base num sistema multilateral sólido e na cooperação com parceiros.

A Iniciativa Global de Resiliência em Saúde apresenta cinco áreas prioritárias:

– Promover uma arquitetura global de saúde mais eficaz e menos fragmentada, enfrentando desafios como as lacunas de financiamento. Um maior nível de coordenação dentro da UE em matéria de saúde global será um foco central, e a UE promete, em comunicado, continuar “a honrar o seu compromisso de longa data com a agenda global de saúde, contribuindo para esforços conjuntos”.

– Apoiar sistemas de saúde resilientes e liderados pelos próprios países, tendo em conta que países capazes de financiar, gerir e prestar os seus próprios serviços essenciais de saúde estão preparados para responder a crises, proteger as suas populações e manter a continuidade dos cuidados durante situações de choque. A UE apoiará, por isso, a transição dos países parceiros para a soberania em saúde através de investimentos concretos e da partilha de conhecimentos especializados, com especial enfoque nos cuidados de saúde primários.

– Reforçar a prevenção, preparação e resposta a ameaças e crises sanitárias globais ao nível internacional. A UE reforçará as redes globais para melhorar a deteção, preparação e resposta a ameaças epidémicas, e procurará fortalecer a sua capacidade de resposta a crises, garantindo uma maior disponibilidade de contramedidas médicas — incluindo terapêuticas, vacinas e diagnósticos. A UE apoiará igualmente um mecanismo global de monitorização da saúde e da resiliência para mapear os gastos globais em saúde.

– Diversificar as cadeias globais de abastecimento e a produção de produtos de saúde essenciais. A UE apoiará a diversificação das cadeias globais de abastecimento, o desenvolvimento de produtos de saúde essenciais e a cooperação internacional na troca de conhecimentos relacionados com contramedidas médicas e capacidades de resposta rápida. A UE acelerará igualmente a implementação dos seus instrumentos de investimento (como a Iniciativa Team Europe para a produção e acesso a vacinas, medicamentos e tecnologias da saúde — MAV+) e procurará cooperar com o setor privado para apoiar investimentos em países parceiros.

– Reforçar a resiliência social através da promoção da confiança na ciência e do combate à desinformação e informação enganosa em saúde, garantindo que a formulação de políticas globais de saúde continue ancorada em evidência científica e cooperação. Concretamente, a iniciativa ajudará a melhorar o acesso a dados científicos fiáveis, reforçar a cooperação com países parceiros na comunicação em saúde pública e apoiar esforços para combater informações falsas e enganosas sobre saúde.

Para transformar estas prioridades em ações concretas, a Iniciativa Global de Resiliência em Saúde inclui nove medidas emblemáticas aos níveis nacional, regional e global, com o objetivo de reforçar a preparação, melhorar a coordenação e construir sistemas resilientes em todo o mundo. A sua implementação terá início entre 2026 e 2027.

Esta iniciativa baseia-se na União Europeia da Saúde, na Estratégia da União para a Preparação, na Estratégia Global de Saúde da UE e nos investimentos da Global Gateway em países parceiros.

Através da Global Gateway e da abordagem Team Europe, complementadas pela Estratégia da União para a Preparação, a UE mobiliza instrumentos de financiamento inovadores e reúne recursos públicos e privados para ajudar os parceiros a colmatar lacunas de investimento em áreas de interesse mútuo, reforçando a capacidade de antecipar, prevenir, detetar e responder a ameaças sanitárias transfronteiriças.

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Inscrições abertas para o Health Parliament Portugal

Estão abertas as candidaturas para a 3ª edição do Health Parliament Portugal. Jovens entre os 21 e 40 anos, que pretendam fazer parte da próxima geração da saúde, poderão candidatar-se até 15 de junho, e fazer parte deste parlamento dedicado à saúde

Durante seis meses, 60 parlamentares vão debater temas como Acesso e Integração de Cuidados; Dados e Inteligência Artificial em Saúde; Inovação e Valor da Saúde; Oncologia; Prevenção e Diagnóstico e Saúde Mental.

Esta terceira edição tem como mote: A Próxima Geração da Saúde. Procuram-se jovens que tenham a motivação para trazer novas ideias e a vontade de contribuir ativamente para a construção de um setor da saúde mais próspero, colaborativo e preparado para o futuro — capaz de responder aos desafios atuais com inovação, visão e impacto real nas pessoas.

O Health Parliament conta já com duas edições, onde um total de 120 jovens diagnosticaram e propuseram mais de 100 recomendações para o futuro da saúde em Portugal.

As candidaturas devem ser feitas online.

Ensino: criada ferramenta para avaliar doentes simulados

Seis professores, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP) desenvolveram uma escala para avaliar o desempenho de doentes simulados no ensino médico

O estudo, recentemente publicado na Medical Teacher, introduz a escala Lisbon Assessment of Simulated Patients (LASP), uma ferramenta que avalia a qualidade da representação dos doentes simulados durante os encontros clínicos e do feedback fornecido aos estudantes de medicina. Em Portugal, a Faculdade de Medicina da Universidade Católica é a única a empregar esta metodologia de forma sistematizada no currículo.

“A nova escala LASP vem reforçar um dos pilares da formação médica: a comunicação com os doentes. O resultado será um treino ainda mais eficaz de competências como a empatia, a escuta ativa e a clareza na comunicação – as chamadas soft skills -, contribuindo para a formação de uma nova geração de médicos mais preparada para uma prática centrada no doente”, afirma Paulo Oom, coordenador do Skillslab, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, citado em comunicado. “Sendo uma ferramenta validada, a LASP apresenta forte potencial de aplicação noutras faculdades, dentro e fora de Portugal, contribuindo para elevar os padrões de ensino médico a nível global. Inclusive, foi-nos já solicitada autorização para a tradução em mandarim, para aplicação na Universidade de Guangzhou, na China”, conclui.

Com início logo nas primeiras semanas do curso de Medicina da Universidade Católica, e por meio da realização de entrevistas com doentes simulados, os alunos treinam e desenvolvem a sua capacidade de comunicar-se com os doentes e de estabelecer uma boa relação médico-doente. O ensino está focado não apenas no que dizer, mas principalmente em como dizer (ou perguntar). Ao mesmo tempo, os alunos podem treinar a observação de doentes com instrumentos como estetoscópio, oftalmoscópio, otoscópio e martelo de reflexos, entre outros.

A nova escala LASP permite identificar, com 10 itens organizados em dois domínios – Role Play e Feedback -, pontos fortes e áreas de melhoria no desempenho dos doentes simulados. A ferramenta demonstrou elevada validade e fiabilidade, com base em 629 avaliações realizadas por 180 estudantes de medicina e 15 tutores, que avaliaram 25 doentes simulados. O estudo foi desenvolvido pelos docentes Paulo Oom, Sandra Oliveira, Leonor Bacelar-Nicolau, João Pereira, Rita Oom e Rodrigo Sousa.