Farmácia de Ambulatório Central do CHULC entra em funcionamento

A Farmácia de Ambulatório Central do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), que concentra as atividades inerentes à dispensa presencial de medicamentos hospitalares aos utentes de todo o centro hospitalar, entrou em funcionamento, no Hospital de Curry Cabral, na primeira semana de novembro.

Na sequência da abertura deste novo espaço, encerraram, no dia 4 de novembro, os atuais ambulatórios farmacêuticos dispersos pelos vários hospitais, à exceção da farmácia de ambulatório do Hospital de Dona Estefânia, que continuará em funcionamento até ao final deste ano.

“Desta forma, pretende-se melhorar o serviço farmacêutico prestado ao doente, num espaço novo e com um sistema de agendamento que permitirá diminuir os tempos de espera para atendimento”, referiu o centro hospitalar em comunicado.

De acordo com o CHULC, com a entrada em funcionamento desta unidade técnica pretende-se ainda melhorar as condições de trabalho e a segurança dos profissionais de saúde envolvidos e melhorar a qualidade e eficiência dos atos farmacêuticos associados aos medicamentos de dispensa hospitalar.

Além deste serviço, mantém-se disponível o Programa de Dispensa em Proximidade, do qual beneficiam, atualmente, cerca de dez mil utentes.

1º HIA International Summit – “New Healthcare Challenges in Azores”

Decorreu nos dias 21 e 22 de outubro, o 1º HIA International Summit, sob o título, “New Healthcare Challenges in Azores”, organizado pelo Hospital Internacional dos Açores e que juntou um vasto conjunto de cidadãos, incluindo profissionais de saúde e organizações.

O Hospital Internacional dos Açores (HIA), em Lagoa, São Miguel, nos terrenos contíguos ao Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia, foi inaugurado em março de 2021, sendo o primeiro Hospital privado na Região, que irá cobrir as necessidades de pacientes locais, mas também internacionais, colocando os Açores como um destino de referência na esfera do Turismo Médico.

Todos os equipamentos do HIA são de tecnologia de ponta, recorrendo às versões topo de gama dos diversos fornecedores, com destaques, entre outros, para as áreas como a Imagiologia e o Bloco Operatório nas suas mais diversas vertentes, bem como, a área da Cirurgia Cardíaca, Urologia, Oftalmologia e Cardiologia.

Durante os dois dias da Cimeira, foram promovidos diversos debates sobre temas e técnicas relevantes para o setor da saúde e o bem-estar da comunidade, com a presença de especialistas nacionais e internacionais, como o Prof. Craig de Mello (Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2006).

Simpósios cirúrgicos tais como TAVI, Cirurgia Cardíaca e Cardiotorácica foram demonstrativos das novas áreas de diagnóstico, intervenção e cirurgia que o HIA disponibiliza para melhoria da saúde nos Açores.

Paralelamente ao 1st HIA International Summit, tivemos também um simpósio satélite, sobre concepção, projecto e execução, orientado para a área de Engenharia e equipamentos hospitalares, destinado a Engenheiros responsáveis pela manutenção, Gestores das áreas técnicas hospitalares, responsáveis por gabinetes de projeto e responsáveis pela gestão de investimentos na área hospitalar.

Pela empresa projetista “Electroeng”, foram apresentados os aspetos mais relevantes e as diversas áreas funcionais do empreendimento.

Pelas empresas de equipamentos e tecnologia médica, foram apresentados temas muito atuais e inovadores.

A Siemens Healthineers focou-se na mais moderna tecnologia de “Salas Híbridas” e todos os requisitos de projeto e execução.

A MCMedical (ex. Medicinália Cormédica) especialista nas áreas críticas (Bloco Operatório e U.C.I.), apontou caminhos novos, tais como a Integração Nivel II com Navegação Gestual nas salas operatórias e a Conectividade nos Cuidados Intensivos.

O programa do Simpósio Satélite concluiu-se com uma visita às instalações do HIA.

Correspondendo ao convite feito pela administração do Hospital Internacional dos Açores (HIA), a ATEHP fez-se representar, tendo participado nos eventos do auditório do espaço Nonagon bem como no evento satélite na Sala Apollo, nos dias 21 e 22 de outubro.

OMS publica manual para ajudar a definir melhores políticas públicas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Manual de Combate à Desinformação em Saúde, um documento que pretende ser um guia para a criação de nova legislação europeia sobre o tema e que foi redigido por três jovens portugueses.

Em comunicado enviado à agência Lusa, os autores do manual salientaram que o documento faz uma radiografia profunda ao problema da desinformação em saúde, “com o objetivo de ajudar legisladores a definir melhores políticas públicas para o combater”.

De acordo com a nota, o manual é o resultado final de três conferências organizadas pela OMS com especialistas da academia, Organizações Não Governamentais, bem como com representantes de plataformas digitais, imprensa tradicional e Estados-Membros europeus.

O diretor do escritório da OMS de qualidade em saúde de Atenas e responsável por esta iniciativa, João Breda, considerou que “a desinformação em saúde é um grande entrave à prestação de cuidados de saúde com qualidade e que é vital encontrar caminhos para a combater”.

O médico e gestor Francisco Goiana da Silva, outro dos autores do manual, salientou que “é um instrumento inovador de política pública de saúde nesta área, a nível mundial, que foi inteiramente idealizado por jovens portugueses”.

Para o advogado e outro dos autores João Marecos, espera-se que o documento “venha a ser uma ferramenta de trabalho importante para quem faz política pública nesta área.

“O combate à desinformação passa por muito mais do que fact-checking e moderação de conteúdos: é literacia mediática, é legislação apropriada, são mecanismos de responsabilização”, acrescentou.

O também autor do manual Francisco de Abreu Duarte referiu que “a solução do problema passa por uma triple entente entre sociedade civil, Estados e indústria”, considerando que “é impensável achar que a mudança se faz contra, ou sem, o compromisso firme destes três atores”.

O projeto do Manual de Combate à Desinformação em Saúde, que começou em 2019, vai ser apresentado nas próximas semanas ao público num evento da OMS em colaboração com a Google/Youtube.

Tecnologia de modelação de tumores pancreáticos alvo de patente internacional

A Universidade de Aveiro apresentou um pedido internacional de patente de uma nova tecnologia que permite a modelação 3D ‘in vitro’ de tumores pancreáticos.

Desenvolvida no Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), a nova tecnologia foi alvo de pedido internacional de patente com o apoio da UACOOPERA, estrutura de interface da Universidade de Aveiro com o exterior.

A invenção permite o desenvolvimento de minitecidos tumorais no laboratório para acelerar a descoberta e testagem de novas metodologias terapêuticas para este tipo de cancro.

“O adenocarcinoma ductal pancreático é o tipo de cancro pancreático mais fatal e mais comum, representando cerca de 95 por cento de todos os cancros pancreáticos diagnosticados”, refere uma nota da universidade.

Em Portugal, prossegue, “este tipo de cancro é atualmente também um dos mais mortíferos, prevendo-se que se torne a principal causa de morte por cancro no país em 2030”.

O grupo de investigação COMPASS, liderado por João Mano, professor do Departamento de Química da Universidade de Aveiro e membro do laboratório associado CICECO, desenvolveu um modelo de tecido tumoral pancreático tridimensional ‘in vitro’, com a morfologia encontrada nos tumores humanos.

A nova tecnologia permite “mimetizar diferentes morfologias de tumores pancreáticos em laboratório, podendo ser a base de um ‘kit’ para avaliação de terapias avançadas ou personalizadas, baseadas em imunoterapia ou nanomedicina, num contexto mais próximo do real no paciente”.

Segundo a nota de imprensa, a tecnologia agora desenvolvida “abre ainda novas linhas de investigação ao nível dos estudos fundamentais da biologia do cancro e do diagnóstico, incluindo o estudo e descoberta de novos biomarcadores ou mecanismos de resistência a fármacos, assim como abre portas para a modelação computacional do desenvolvimento do tumor”.

HVFX cria Centro de Desenvolvimento e Investigação

O Hospital de Vila Franca de Xira (HVFX) criou o Centro de Desenvolvimento e Investigação Professor Reynaldo dos Santos, uma unidade que tem como missão o desenvolvimento profissional, laboral e social dos profissionais do HVFX e a investigação clínica e não clínica.

Este centro tem como objetivos específicos a formação pré-graduada, a formação graduada, a formação contínua, a promoção e acompanhamento de investigação clínica, a simulação clínica e não clínica, a criação de uma biblioteca digital e repositório institucional e a dinamização de atividades team building.

O médico e diretor deste centro, David Lito, destacou a importância da investigação como fator de valorização dos profissionais de saúde, referindo que espera que o “Centro possa estimular a atividade de todos e também dar assistência e apoio logístico a todos aqueles que quiserem fazer formação e investigação”.

O responsável quer “desafiar os profissionais do hospital para se diferenciarem em áreas novas, na área da investigação”, e acredita que uma maior diferenciação vai “trazer mais motivação” e vai permitir ao HVFX avançar para áreas que ainda não são conhecidas.

David Lito espera, também, “que o Centro de Desenvolvimento e Investigação possa ser a alavanca para os profissionais sentirem que têm as ferramentas para continuarem a diferenciarem-se e a apostarem nas áreas que mais lhes interessam”.

ULSBA tem nova plataforma colaborativa para apoiar decisão clínica

Os profissionais da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) já têm à sua disposição uma plataforma nacional de ensino médico de apoio à decisão clínica e de suporte à área de formação e investigação.

Para a implementação da nova ferramenta, a ULSBA assinou um protocolo de colaboração com a Dioscope que pressupõe a participação dos profissionais da ULSBA no desenvolvimento de algoritmos adaptados à realidade da sua instituição, que ficarão disponíveis a todos os profissionais de saúde, permitindo uma normalização de procedimentos e uma importante assessoria clínica em tempo real.

Em comunicado, a ULSBA referiu que o recurso à plataforma Dioscope permite “reduzir assimetrias nos cuidados prestados entre diferentes profissionais, reduzir o consumo de exames complementares de diagnóstico inadequados, aumentar a celeridade da resposta e a comodidade dos utentes”.

A Dioscope é uma ferramenta que concentra todo o saber médico e, sendo colaborativa, vai evoluindo com a medicina à medida que os seus utilizadores introduzem informações de maneira a poder facultar aos médicos a melhor recomendação, baseada na evidência clínica e nas contribuições que os médicos vão introduzindo diariamente.

O objetivo desta plataforma é apoiar o exercício da prática médica através das diversas ferramentas concebidas para o efeito.

ISEC | Pós-Graduação de Sistemas Avançados de Gestão da Saúde

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra está a promover uma Pós-Graduação de Sistemas Avançados de Gestão da Saúde.

A Pós-Graduação em Sistemas Avançados de Gestão da Saúde é um curso avançado, destinado a profissionais de serviços de saúde, focando os desafios e oportunidades oferecidos pela disseminação de novas tecnologias.

O uso massivo de dados (big data), o surgimento de tecnologias como métodos de aprendizagem profunda (deep learning), a generalização de tecnologias de comunicação e serviços à distância (telesaúde, realidade virtual e aumentada, etc.) colocam desafios e oportunidades aos administradores, engenheiros hospitalares, médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais de saúde.

Neste curso abordam-se temas como a gestão do ciclo de vida dos dados; análise de dados, usando técnicas modernas de inteligência artificial; registo eletrónico de saúde, clinical pathways e modelação de processos; sistemas de apoio à decisão; governação de dados; normas aplicáveis e interoperabilidade de sistemas e gestão de ativos físicos.

Todas as informações sobre a Pós-Graduação estão disponíveis no site do ISEC – http://academiaengenharia.isec.pt/course/pos-graduacao-sistemas-avancados-de-gestao-da-saude/

As inscrições já se encontram abertas, bastando preencher o formulário: https://mightymind.pt/posgraduacaoemsistemasavancadosdegestaodasaude

Laboratório de Ortoprotesia do CHUA vai produzir próteses

O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) vai passar a contar com uma nova valência de Laboratório de Ortoprotesia, um projeto pioneiro que permitirá ao centro hospitalar produzir internamente próteses e ortóteses, bem como outras ajudas técnicas.

Dessa forma, serão disponibilizadas de forma mais célere e eficaz aos utentes que delas necessitam.

A criação desta nova valência resulta de um projeto de colaboração entre o CHUA e a Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve (ESSUAlg), cujo protocolo foi assinado no dia 11 de agosto.

Para a presidente do Conselho de Administração do CHUA, Ana Varges Gomes, trata-se de uma iniciativa que vai fazer com que o CHUA seja o primeiro centro hospitalar com este tipo de oferta.

“Podemos fazer aqui as próteses para os nossos doentes e termos a primeira resposta, quase imediata e feita à medida das suas necessidades. É uma melhoria na qualidade, uma forma de economia circular, porque acabamos por rentabilizar aquilo que temos e que nos vão entregando e assim podemos reutilizar, sendo mais céleres nesse apoio”, afirmou a responsável.

O diretor da ESSUAlg, Luís Ribeiro, explicou que esta entidade “promoveu nos últimos anos a oferta formativa da licenciatura em ortoprotesia” e que há “um conjunto de diplomados no terreno, há know-how científico por parte de docentes que a universidade tem e esta colaboração resultará na melhoria da prestação de cuidados de saúde no âmbito do desenvolvimento de ortóteses e próteses para os pacientes do CHUA”.

O atendimento, conceção e produção das próteses e outras ajudas técnicas, bem como a resposta aos utentes, passará a ser prestado nas instalações do Laboratório de Ortoprotesia, já a partir de setembro.