USF A Ribeirinha recebe certificação de qualidade sanitária

A Unidade de Saúde Familiar A Ribeirinha, integrada na Unidade Local de Saúde da Guarda, obteve o nível “Bom” na Certificação atribuída pela Agência de Qualidade Sanitária da Andaluzia (ACSA)

Esta é a primeira USF da ULS da Guarda a atingir este nível de certificação de qualidade. Em comunicado citado pelo portal do SNS, trata-se de um reconhecimento do “compromisso com a qualidade, segurança e melhoria contínua”.

De acordo com o mesmo comunicado, esta distinção traz consigo benefícios para os utentes, pois garante cuidados de saúde “mais seguros, organizados e centrados nas suas necessidades”, bem como para os profissionais, uma vez que valoriza o “trabalho em equipa, boas práticas e desenvolvimento profissional com reconhecimento do esforço, aumentando a motivação”.

A instituição reforça, assim, o seu compromisso de continuar a “trabalhar todos os dias para prestar cuidados de saúde de excelência à comunidade”.

Portugal assume presidência da Global Digital Health Partnership

A SPMS participou, no final de janeiro, na ICT&Health World Conference 2026, iniciativa que marcou o início da presidência portuguesa da Global Digital Health Partnership (GDHP)

Em comunicado, a SPMS assinalou o início do mandato de Portugal com a presença no evento, que serviu também para Portugal reforçar “o seu compromisso com a cooperação internacional em matéria de saúde digital, bem como com a promoção de políticas públicas orientadas para a inovação, a interoperabilidade e a transformação dos sistemas de saúde”.

Durante o congresso, teve lugar uma breve sessão de transição da presidência e uma reflexão sobre os dois anos da presidência neerlandesa. Foram ainda apresentadas a visão e as prioridades do mandato português para a GDHP.

Cátia Pinto, gestora do Núcleo de Saúde Digital Global e Relações Internacionais da SPMS, representou Portugal e a GDHP, assegurando a articulação institucional e o acompanhamento dos trabalhos no arranque da presidência portuguesa.

Princípios para o recurso à IA no desenvolvimento de medicamentos

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e a congénere norte-americana, a Food and Drug Administration (FDA), acordaram dez princípios comuns de boas práticas na utilização de inteligência artificial (IA) ao longo do ciclo de vida do medicamento

 

A iniciativa visa promover uma utilização segura, ética e alinhada da IA, desde a investigação inicial e ensaios clínicos até à produção, monitorização da segurança e tomada de decisões regulamentares.

Conforme destaca o Infarmed em comunicado, os princípios agora definidos fornecem orientações de carácter transversal sobre a aplicação da IA na geração de evidência científica e na monitorização dos medicamentos em todas as suas fases. São dirigidos a promotores de investigação, fabricantes, bem como a requerentes e titulares de autorizações de introdução no mercado.

Este enquadramento conjunto servirá de base para o desenvolvimento de futuras orientações específicas em diferentes jurisdições e reforça a cooperação internacional entre autoridades reguladoras, entidades responsáveis por normas técnicas e outros intervenientes.

A iniciativa conjunta da EMA e da FDA resulta do trabalho colaborativo desenvolvido após a reunião bilateral UE–EUA realizada em abril de 2024. Está também alinhada com a missão da EMA de promover uma utilização segura e responsável da IA, conforme definido na Estratégia da Rede Europeia de Agências do Medicamento (EMANS, na sigla em inglês) até 2028, bem como no plano de trabalho plurianual sobre Dados e IA da EMA e dos Chefes das Agências do Medicamento (HMA), em particular no âmbito do grupo conjunto sobre dados (NDSG-Network data Steering Group).

 

FOTO: PEXELS/ PIXABAY

Realidade Virtual na formação de dentistas

A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa (FMD-UCP) passou a integrar simuladores SimToCare no seu modelo de ensino, uma tecnologia de realidade virtual com feedback háptico, que permite aos futuros dentistas treinar num ambiente imersivo e realista

Os dois simuladores são utilizados por cerca de 140 alunos do segundo e terceiro anos, permitindo treinar procedimentos como remoção de cárie, anestesia e extração de dentes. A tecnologia possibilita ainda a introdução de casos clínicos reais no sistema, com visualização de diferentes cenários e potenciais resultados, apoiando a tomada de decisão clínica. A metodologia está também disponível para estudantes do 4.º e 5.º anos do curso de Mestrado Integrado em Medicina Dentária (MIMD). Em paralelo, o treino em ambiente virtual reduz a necessidade de recorrer a materiais físicos, como dentes de plástico.

“Estes simuladores são uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas em ambiente controlado, permitindo aos nossos estudantes praticar procedimentos médico-dentários com elevado grau de precisão e segurança antes de passarem à prática em pacientes reais”, explica Nuno Rosa, docente e membro da direção da FMD-UCP, citado em comunicado da instituição de ensino. “Com estes simuladores, consolidamos a nossa estratégia de inovação no ensino da saúde, disponibilizando aos alunos ferramentas tecnológicas que revolucionam a sua preparação para a prática clínica e que estão em linha com as melhores práticas internacionais,” conclui.

“A realidade virtual permite aos nossos alunos repetir procedimentos complexos quantas vezes forem necessárias, sem pressão ou risco para pacientes reais. Esta prática intensiva traduz-se numa maior confiança e competência quando iniciam o contacto clínico”, afirma Pedro Campos Lopes, médico dentista e docente da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa.

Os simuladores foram adquiridos com o apoio do Projeto Digital4Health Portugal – D4H-PT, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) – Programa Impulso Mais Digital, Submedida: Reforma e Modernização da Medicina.

Leiria inicia programa de cirurgia robótica

A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) iniciou o seu programa de cirurgia robótica, com as primeiras cirurgias robóticas a decorrerem no dia 5 de janeiro, no Hospital de Santo André, realizadas pela Unidade de Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática

“A intervenção inaugural correspondeu a uma resseção hepática (bi-segmentectomia) e, no mesmo dia, foi efetuado o tratamento de um tumor do pâncreas, através de uma espleno-pancreatectomia distal. Tratou-se, em ambos os casos, de cirurgias de elevada complexidade, que exigem um elevado grau de precisão técnica e diferenciação clínica”, destaca a instituição em comunicado.

O primeiro doente teve alta 48 horas após a cirurgia e o segundo ao quarto dia de internamento. Na segunda semana de janeiro foi realizada a terceira intervenção robótica, consolidando os resultados positivos associados a esta tecnologia.

A cirurgia robótica acrescenta à cirurgia minimamente invasiva um elevado potencial tecnológico, incluindo imagem 3D imersiva de alta definição, realidade aumentada e a possibilidade de utilização de corantes para identificação precisa de estruturas anatómicas como artérias, veias, vias biliares e sistema urinário. Esta tecnologia potencia ainda a comunicação, o ensino, a partilha em tempo real e a recolha de dados clínicos.

O Centro de Referência de que faz parte a Unidade de Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática, integrada no Serviço de Cirurgia Geral, dispõe de capacidade para realizar cirurgia robótica pelo menos um dia por semana. Está igualmente preparado para receber doentes de outras áreas geográficas, nomeadamente Santarém, Baixo Mondego, Médio Tejo e Oeste, reforçando o papel da ULSRL enquanto centro de referência oncológico regional.

 

SNS ensaia centros de elevado desempenho de ginecologia e obstetrícia

Foi publicado a 14 de janeiro o Decreto-Lei que cria os centros de elevado desempenho na área de obstetrícia e ginecologia (CED-ObGin), no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

A constituição de cada centro depende de despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da saúde, mediante proposta do estabelecimento interessado e parecer favorável do Diretor Executivo do SNS. O objetivo destes centros passa por contribuir para a estabilidade da resposta assistencial em áreas críticas, nomeadamente nos serviços de urgência, promover a eficiência e inovação organizacional, estimular o desempenho individual e o compromisso assistencial e contribuir para a retenção de profissionais.

A sua coordenação cabe ao diretor do departamento de obstetrícia e ginecologia ou ao diretor do serviço de obstetrícia e ginecologia e o seu plano de ação deve incluir a definição dos objetivos estratégicos e operacionais, as principais medidas a executar e os resultados assistenciais, formativos e científicos a alcançar.

Haverá incentivos calculados com base nos resultados de qualidade e em critérios de produtividade: para médicos especialistas, até 50 % da respetiva remuneração base. Para médicos internos de formação especializada, até 15 % ou 30 % da respetiva remuneração base, respetivamente, para médicos internos do 1.º ao 3.º anos da formação especializada e do 4.º ano e seguintes; para enfermeiros, até 30 %, para assistentes técnicos, até 15 % e para técnicos auxiliares de saúde, até 20 %.

A implementação faseada destas estruturas começará com projetos-piloto, criados por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da saúde, sob proposta da Direção Executiva.

 

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ISEC – 3ª fase de candidaturas aberta – Mestrado em Sistemas Avançados de Gestão da Saúde (SAGS)

 

A 3ª fase de candidaturas ao Mestrado em Sistemas Avançados de Gestão da Saúde está aberta, no portal do IPC, até 27 de janeirohttps://www.isec.pt/pt/estudar/formas-de-ingresso/mestrados/#MestradosCandidaturas

 

Mais informações: https://www.isec.pt/PT/estudar/mestrados/MestSistAvGestSaude/

 

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra lançou em 2024 este curso de mestrado inovador em Portugal, dedicado a profissionais da área da saúde com pelo menos 5 anos de experiência profissional, e com duração de apenas 1 ano.  Esta formação, orientada para a investigação, aborda principalmente os desafios e oportunidades decorrentes da transição digital na saúde.

 

A 2ª edição deste curso deve ter início já no próximo mês de fevereiro.

 

Neste curso abordam-se algumas das técnicas modernas de Inteligência Artificial que estão neste momento a penetrar em diferentes serviços e áreas da saúde. Fala-se de oportunidades, desafios e limitações, com exemplos concretos em unidades de saúde.  Focam-se também alguns dos desafios e oportunidades na gestão dos novos equipamentos e dos dados por eles gerados.

 

 

 

 

 

Investigadores portugueses desenvolvem sistema para prevenir perda auditiva provocada pela quimioterapia

Projeto que integra investigadores de Coimbra e Porto pretende desenvolver e validar um sistema de telemedicina que permita a monitorização auditiva domiciliária de doentes submetidos a quimioterapia com cisplatina

 

Um grupo de investigadores do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e do IPO do Porto integram o consórcio europeu CHAFT – Monitorização domiciliária para identificar riscos de deficiência auditiva causada pela cisplatina, financiado pelo programa EU-INTERREG-SUDOE.

O projeto é coordenado pelo Centro Hospitalar Universitário de Montpellier (CHUM), e reúne instituições de Espanha e França, para além de Portugal.

De acordo com Joel P. Arrais, docente do DEI e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), este projeto pretende desenvolver e validar um sistema de telemedicina que permita a monitorização auditiva domiciliária de doentes submetidos a quimioterapia com cisplatina, um fármaco amplamente utilizado em oncologia, mas frequentemente associado a toxicidade auditiva irreversível.

“Através de uma aplicação instalada num tablet com auscultadores de redução ativa de ruído, os doentes poderão realizar testes audiométricos em casa, eliminando deslocações desnecessárias e garantindo um acompanhamento mais equitativo, especialmente em zonas rurais ou com menor acesso a cuidados especializados”, explica o coordenador do projeto na FCTUC em comunicado.

“Para além de propor uma solução tecnológica inovadora de monitorização e prevenção, o CHAFT pretende ainda reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e contribuir para a sustentabilidade ambiental, ao diminuir deslocações e otimizar recursos hospitalares”, sublinha o especialista.

O papel da FCTUC é central na componente de Inteligência Artificial do projeto. A equipa será responsável pelo desenvolvimento de modelos de aprendizagem automática e de análise de dados de sequenciação genómica. O objetivo é identificar novos padrões farmacogenómicos que permitam prever quais os doentes com maior predisposição genética para a perda auditiva induzida pela cisplatina, contribuindo assim para tratamentos personalizados e mais seguros.

“A integração de dados clínicos, audiométricos e genómicos através de IA permitirá antecipar o risco de toxicidade auditiva antes que esta se manifeste, abrindo caminho a uma medicina verdadeiramente personalizada”, conclui Joel P. Arrais.

Estratégias de combate ao cancro em debate a 4 de fevereiro

Situação epidemiológica do cancro em Portugal, novos rastreios de base populacional e desafios da oncologia pediátrica são alguns dos temas do evento que a DGS leva a cabo no IPO de Lisboa

No âmbito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, assinalado a 4 de fevereiro, a Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), organiza uma sessão comemorativa no Anfiteatro do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa. O evento decorre a partir das 9h, reunindo especialistas, profissionais de saúde e representantes de instituições nacionais.

Sob o tema “Oncologia em Rede: Uma Estratégia Nacional”, a iniciativa pretende promover um espaço de diálogo sobre a situação epidemiológica do cancro em Portugal, os novos rastreios de base populacional e os desafios da oncologia pediátrica, destacando o papel do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na prestação de cuidados clínicos aos doentes oncológicos.

O programa completo pode ser consultado AQUI

Arranca em março a quarta edição do Global Pharma

Foi lançada a quarta edição do curso executivo Global Pharma, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, que decorrerá entre março e maio de 2026, na Faculdade de Medicina da Universidade Católica e no Hospital da Luz Lisboa. Destinatários são profissionais com diferentes níveis de experiência no setor farmacêutico

O programa foi concebido para profissionais que pretendem aprofundar conhecimentos e desenvolver uma visão estratégica, global e integrada da indústria. O plano curricular abrange áreas que moldam o presente e o futuro do setor, incluindo investigação e desenvolvimento (I&D), operações e supply chain, market access, modelos de negócio, tecnologia e inovação, tendências futuras em saúde, sustentabilidade e estratégias centradas no doente.

O Global Pharma tem uma forte componente prática e interativa, assente na análise de casos reais da indústria farmacêutica e no contacto direto com executivos de topo (C-level) e especialistas com vasta experiência nacional e internacional. O objetivo desta abordagem, segundo explica a Católica em comunicado, é permitir aos participantes aprofundar o conhecimento das dinâmicas do setor e desenvolver competências estratégicas essenciais para a tomada de decisão em contextos complexos.

A quarta edição deste curso executivo conta com oradores como Paulo Teixeira, Country Manager da Pfizer Portugal; Paula Martins de Jesus, Medical Director da MSD; Filipa Mota e Costa, Managing Director da J&J Innovative Medicine Portugal; Ana Cadete, CMS Project Leader da Sanofi; Hugo Barbosa, EU Customer Omnichannel Director da ViiV Healthcare; Paula Rosa, Senior Director Product Strategy da Roche; Paulo Barradas Rebelo, Chairman da Bluepharma, entre outros.

Para Ana Rita Constante, diretora executiva do Centro Académico Clínico Católica Luz (CAC-CL), este curso executivo distingue-se pela sua relevância transversal e impacto no desenvolvimento de talento: “O Curso Executivo Global Pharma é uma formação líder no setor, criando valor para qualquer profissional com interesse e ambição na indústria farmacêutica. Independentemente do background – seja em Saúde, Ciências Farmacêuticas, Gestão ou Direito – este curso proporciona acesso a temas atuais e críticos, lecionados por uma equipa internacional de excelência, preparando os participantes para responder aos desafios presentes e futuros do setor”, frisa a responsável, também citada no comunicado.

O Global Pharma é organizado pela GenH e pelo Centro Académico Clínico Católica- Luz, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, do Hospital da Luz Learning Health e da União das Misericórdias Portuguesas.

Mais informações e inscrições AQUI