Assinados 90 contratos para alargar rede de cuidados continuados integrados

O Ministério da Saúde e o Ministério da Coesão Territorial assinaram 90 contratos de financiamento, no valor de 88 milhões de euros, com os setores privado e social, que vão criar mais 3.300 lugares na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)

A informação avançada pelo portal do SNS adianta tratar-se de um projeto financiado no âmbito do PRR, que vai permitir a criação de mais camas de cuidados continuados, camas de saúde mental e respostas domiciliárias.

De acordo com a informação prestada pela Secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, há ainda “espaço para abrir mais candidaturas e, portanto, vamos tentar, junto de operadores que têm capacidade para dar essa resposta na região de Lisboa e Vale do Tejo”.

Acordo de resposta a pandemias reúne consenso preliminar

Depois de três anos de intensas negociações, os estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram, a 16 de abril, a um consenso sobre uma proposta de acordo que reforça a colaboração na prevenção, preparação e resposta a futuras ameaças pandémicas

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, fez-se história, com um acordo que demonstra que ainda é possível trabalhar em conjunto.

Em dezembro de 2021, no auge da pandemia de Covid-19, os Estados-membros da OMS estabeleceram o Órgão Intergovernamental de Negociação, INB, para redigir e negociar uma convenção, acordo ou outro instrumento internacional, nos termos da Constituição da OMS, para melhorar a forma de fazer face a pandemias.

As medidas acordadas envolvem diversificar geograficamente capacidades de pesquisa e desenvolvimento; facilitar a transferência de tecnologia para a produção de vacinas, diagnósticos e medicamentos; criar um mecanismo financeiro e estabelecer uma cadeia de abastecimento global e uma rede logística.

Citada pelo portal UN News, a co-presidente do Órgão Intergovernamental de Negociação, Precious Matsoso, reconheceu a dificuldade das negociações, mas saudou o consenso de que “os vírus não respeitam fronteiras e que ninguém está a salvo de pandemias até que todos estejam seguros”.

Também a Comissão Europeia saudou o consenso preliminar, classificando-o como “um passo decisivo em direção a uma abordagem global mais equitativa e proativa para prevenir e gerir futuras pandemias”.

Compreender o movimento celular para melhorar compreensão de doenças

O estudo “Evidence of universal conformal invariance in living biological matter” permitiu perceber que as células investigadas se comportam, em conjunto, de forma semelhante, o que pode ajudar a compreender melhor a evolução de doenças oncológicas e a engenharia de tecidos

 

O estudo, que conta com a participação de Nuno Araújo, do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi publicado na revista Nature Physics, e abre portas a novos entendimentos sobre a evolução das doenças oncológicas ou sobre o processo de criação de um órgão.

A dúvida acerca da forma como as células interagem sem terem a consciência de que fazem parte de um conjunto maior foi o mote para o estudo focado na matéria biológica e no comportamento das células, centrado na Física e na Biologia. “Enquanto na Física somos capazes de encontrar sistematicamente padrões iguais em sistemas diferentes, na Biologia há sempre tendência a pensar que cada sistema é um sistema”, explica Nuno Araújo, citado em comunicado da faculdade.

Em concreto, é demonstrado que “o movimento coletivo de células – para sistemas tão variados como células do rim de um cão às células de cancro da mama humano ou de dois tipos diferentes de bactérias patogénicas – exibem uma robusta invariância”, explica o investigador e docente.

Quatro tipos de células foram o foco dos investigadores: duas procarióticas e duas eucarióticas. Apesar de muito diferentes a nível estrutural, concluiu-se que em grupo se comportam de forma semelhante. As portas que se abrem são para um maior e melhor entendimento sobre esta matéria fundamental que constitui a vida, por isso as possíveis aplicações também são várias: as conclusões poderão ajudar a compreender melhor as doenças oncológicas e a forma como evoluem (também no que às metástases diz respeito), mas também poderão ser importantes para a engenharia de tecidos, para entender o processo de criação de um órgão ou, ainda, para um maior entendimento sobre a propagação das infeções bacterianas (e, por consequência, conduzir a uma melhor preparação dos ambientes hospitalares).

A descoberta pode apoiar a orientação de robôs de uma forma mais precisa ou até para os videojogos e para sistemas de inteligência artificial.

O estudo conta também com a participação de académicos de universidades da Dinamarca, Suíça e Reino Unido.

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Análogos GLP1 e sensor de glicose intersticial comparticipados

Os medicamentos pertencentes à classe terapêutica dos análogos GLP 1 e o dispositivo médico sensor para determinação de glicose intersticial passam a estar abrangidos pelo regime excecional de comparticipação publicado a 10 de abril

 

A Secretaria de Estado da Saúde publicou, a 10 de abril, a portaria que define o regime excecional de comparticipação de tecnologias de saúde para a automonitorização da glicemia e controlo da diabetes mellitus, que inclui os medicamentos pertencentes à classe terapêutica dos análogos GLP 1 e o dispositivo médico sensor para determinação de glicose intersticial.

No preâmbulo, é apontado o acesso e utilização indevida de tecnologias de saúde destinadas à monitorização da diabetes e a necessidade de “garantir o acesso equitativo, justo e seguro a esses recursos essenciais”. Deste modo, limita-se a prescrição às especialidades de endocrinologia e nutrição, medicina interna, pediatria e medicina geral e familiar. A prescrição é feita através dos meios eletrónicos previstos na lei.

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Carreira especial médica passa a estar abrangida pela dedicação plena

Regime passa a ser aplicável a médicos da emergência pré-hospitalar e aos que exercem funções no Sistema de Saúde Militar e nos estabelecimentos prisionais da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais

 

Foi hoje publicada a alteração ao regime de dedicação plena que permite a adesão aos médicos de emergência pré-hospitalar e aos trabalhadores da carreira especial médica que exerçam funções no Sistema de Saúde Militar e nos estabelecimentos prisionais da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Podem ainda aderir individualmente ao regime de dedicação plena os trabalhadores médicos da especialidade de medicina geral e familiar que prestem atividade assistencial em unidades orgânicas integradas no SNS que não correspondam a USF ou Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).

Também podem aderir os médicos de medicina geral e familiar que exerçam funções em unidades orgânicas distinta de uma USF ou de uma unidade de cuidados de saúde personalizados, como é o caso dos que exercem funções na área das dependências e comportamentos aditivos.

 

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ULS Médio Tejo passa a ter CRI de diabetes e obesidade

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo formalizou a criação de um novo Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) dedicado ao tratamento e controlo da Diabetes e Obesidade

A notícia, divulgada a 2 de abril, especifica que o objetivo é “obter ganhos em saúde, colocando o utente na centralidade de cuidados abrangentes, desde o diagnóstico até à prevenção e tratamento de complicações. Este modelo organizativo inovador permitirá um acompanhamento multidisciplinar periódico, garantindo um acesso mais facilitado a cuidados de saúde especializados e um atendimento personalizado aos utentes com diabetes e/ou obesidade”, de acordo com o portal do SNS.

A diabetes apresenta uma elevada prevalência na população entre os 20 e os 79 anos, enquanto os casos de obesidade continuam a aumentar. Perante esta perspetiva, o projeto aposta numa abordagem integrada, combinando a prevenção, o diagnóstico precoce, o tratamento eficaz e o acompanhamento contínuo.

Entre as medidas previstas estão o aumento significativo da colocação de Sistemas Perfusão Continua de Insulina (“bombas de insulina” de última geração) e a criação de teleconsultas/ soluções de telemedicina para resposta e acompanhamento regular dos doentes. O CRI pretende ainda avançar para a constituição de um Centro de Tratamento à Obesidade Mórbida.

 

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Assembleia Geral Ordinária 2025 e Assembleia Geral Eleitoral

 

Estimados(as) Associados(as):

Como já anunciado pela Direção a ATEHP irá proceder em sede de Assembleia Geral, prevista realizar no dia 21 de abril, à apreciação e deliberação do Relatório e Contas da Direção, após parecer do Conselho Fiscal.

Por economia processual, seguindo proposta da Direção, na tarde da mesma data e em Assembleia subsequente, proceder-se-á também à eleição e posse dos novos elementos dos órgãos diretivos.

Apelamos à participação de todos.

Com as saudações associativas

A Direção da ATEHP

Loulé vai ter PET para melhorar resposta oncológica

Equipamento estará disponível em 2026, por via de uma parceria que envolve a Câmara Municipal de Loulé, a ULS – Unidade Local de Saúde do Algarve e o ABC – Algarve Biomedical Center

As três entidades anunciaram este investimento integrado no Serviço Nacional de Saúde, que evitará que os doentes tenham que percorrer cerca de 600 kms (viagem de ida e volta a Lisboa) para realizar um exame de diagnóstico. Citado em comunicado do município de Loulé, o responsável da ULS, Tiago Botelho, referiu que atualmente são cerca de 2000 os exames anualmente “adquiridos ao exterior neste âmbito”. Era a única resposta oncológica ainda indisponível no Algarve.

O município irá disponibilizar o terreno contíguo ao edifício do ABC Outreach (laboratório de genética médica), para a instalação do equipamento, suportando ainda a contrapartida nacional do projeto. O investimento previsto de 3,5 milhões de euros, respeitante à construção do edifício e aquisição de equipamento, terá financiamento de fundos comunitários, através do PO Algarve 2030 (60%).

Caberá à Câmara Municipal de Loulé a comparticipação da restante verba, explicita o comunicado. Por seu turno, a ULS garantirá, através do seu Centro Académico – ABC, as condições necessárias para a realização de todas as PET do Algarve no novo equipamento, até ao início do funcionamento do Hospital Central do Algarve.

Quando essa obra estiver concluída, “seguramente o Algarve já vai necessitar de dois equipamentos a funcionar”, projeta Tiago Botelho, pelo que o Hospital Central irá integrar um outro PET, mantendo-se, no entanto, este em Loulé.

A parceria que o ABC mantém com o ICNAS – Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, em Coimbra, permitirá agilizar a operacionalização do PET.

Nova licenciatura em Gestão de Dados e Tecnologias em Saúde

O Instituto Superior de Educação e Ciência (ISEC Lisboa) anuncia o lançamento da Licenciatura em Gestão de Dados e Tecnologias em Saúde, numa parceria com o ISLA de Santarém, a Escola Superior de Santa Maria, localizada no Porto, e a empresa What If

 

A nova licenciatura vai conferir competências de administração de sistemas de informação em hospitais, centros de saúde e laboratórios, e também de apoio à gestão de instituições do setor da saúde, gestão e tratamento de dados em entidades reguladoras, desenvolvimento de soluções em tecnologias digitais, incluindo Inteligência Artificial e desenvolvimento de software para a saúde, bem como apoio à investigação científica através da ciência dos dados.

 

O novo curso, detalha o ISEC Lisboa em comunicado, “aposta na formação de especialistas capazes de utilizar ferramentas de inteligência empresarial para otimizar processos e melhorar serviços de assistência médica. Neste âmbito, a What If enquanto especialista em Business Intelligence, entrega a sua expertise na estruturação de unidades curriculares, como “Experimental Data Analysis Using Business Intelligence” e “Clinical Data Analysis Using Business Intelligence”.”

Conceitos de saúde, como anatomia, fisiologia, patologias e epidemiologia; estatística e matemática aplicadas à análise de dados em saúde; técnicas de visualização de dados e storytelling; computação e ciência dos dados aplicadas ao apoio à decisão no setor da saúde; bem como pensamento crítico, criatividade, trabalho colaborativo e consciência sobre os princípios éticos e legais na gestão de dados em saúde, são algumas das competências com que a licenciatura dotará os seus alunos.

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Ameaças à saúde global: CDC europeu e africano aprofundam colaboração

Responsáveis dos Centros de Controlo de Doenças da Europa e da África reuniram-se em Estocolmo para discutir o aprofundamento da colaboração em matéria de saúde global. Abordagem One Health (Uma Só Saúde) considerada essencial no combate à “pandemia silenciosa” da resistência aos antimicrobianos

A reunião, ocorrida em março, que juntou os líderes das duas agências (Pamela Rendi-Wagner do ECDC e Jean Kaseya, do CDC Africa) foi uma oportunidade para o ECDC e o CDC Africa fazerem um ponto de situação relativamente às áreas de cooperação e estudarem futuros esforços em prol da saúde global. As duas agências trabalham em conjunto desde 2021, ao abrigo de uma parceria financiada pela Comissão Europeia, no sentido de contribuir para a segurança em saúde em África e a nível global através do reforço da preparação e resposta a emergências e vigilância epidemiológica.

Em comunicado, o ECDC compromete-se a colaborar com o Africa CDC no desenvolvimento de uma força de trabalho ancorada no One Health (a estratégia europeia que reconhece a interligação entre saúde humana, animal e ambiente e apela a uma ação integrada em prol de melhores resultados), que entende ser uma abordagem essencial no combate à resistência aos antimicrobianos, fenómeno que a organização apelida de “pandemia silenciosa”, e que reconhece ser uma ameaça significativa á saúde e ao funcionamento dos sistemas de saúde nos dois continentes.

Para além das discussões sobre as colaborações técnicas, também se abordaram os surtos no continente africano e as ações que as duas agências estão a levar a cabo para reconstruir a confiança pública nas autoridades de saúde a seguir à pandemia de Covid-19.