Dados em saúde: criado grupo de trabalho para implementar regras europeias

Despacho de 20 de março cria grupo de trabalho coordenado pelos SPMS para implementar medidas relativas ao cumprimento do Regulamento Europeu do Espaço de Dados em Saúde. Relatório final deve ser apresentado dentro de um ano

 

O grupo de trabalho, constituído por representantes dos SPMS, ACSS, Direção Executiva, DGS, Infarmed, Governos Regionais e NOVA IMS vai propor o modelo de governação e as medidas necessárias a adotar, em território nacional, o regulamento europeu.

No despacho, o gabinete da Secretária de Estado da gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, salienta a importância de acautelar “uma transição eficiente e estruturada para o cumprimento das disposições do Regulamento, o que implica a adaptação de sistemas nacionais, procedimentos e normas às novas regras e exigências, assim como um mapeamento rigoroso das responsabilidades daí decorrentes”.

Pretende-se promover a digitalização da saúde através da implementação da Plataforma Nacional de Partilha de Dados de Saúde e dos seus serviços, onde se inclui o Registo de Saúde Eletrónico Único, e simultaneamente garantir “a interoperabilidade nacional e transfronteiriça de dados de saúde, bem como a implementação de mecanismos tecnológicos que permitam o tratamento de dados, incluindo a sua recolha e partilha, para fins de utilização secundária dos mesmos, ao abrigo do Regulamento”.

ULS da Cova da Beira inicia serviço de Hospitalização Domiciliária

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Cova da Beira iniciou oficialmente o serviço de Hospitalização Domiciliária, permitindo que doentes elegíveis recebam cuidados hospitalares no conforto dos seus lares.

Este novo serviço visa oferecer cuidados com a mesma segurança e qualidade de um internamento hospitalar convencional.

A Hospitalização Domiciliária traz benefícios para os doentes, como menor risco de infeções hospitalares e maior conforto em ambiente familiar. Para o sistema de saúde, contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos, liberando camas para casos mais complexos.

A equipa de saúde acompanha os doentes através de visitas regulares, monitorização contínua e assistência sempre que necessário, assegurando a estabilidade clínica. Para ser admitido neste serviço, o doente deve cumprir critérios específicos, como aceitação voluntária do internamento em casa, autonomia ou presença de cuidador, estabilidade clínica e comorbilidades controláveis no domicílio, além de condições adequadas de habitabilidade.

Rui Santos Ivo é eleito Presidente do Conselho de Administração da EMA

Rui Santos Ivo, atual Presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), foi eleito Presidente do Conselho de Administração da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em reunião do organismo, realizada a 13 de março.

A eleição ocorre após ter sido nomeado vice-presidente do Conselho em outubro de 2024.

O Conselho de Administração da EMA é responsável pela supervisão geral da Agência, incluindo a aprovação do orçamento e do plano de atividades anual, bem como pela cooperação institucional a nível europeu e internacional. Como Presidente, Rui Santos Ivo irá colaborar com a Diretora Executiva da EMA, Emer Cooke, e com os membros do Conselho, que incluem representantes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, dos Estados-Membros da União Europeia e do Espaço Económico Europeu, e da sociedade civil.

Rui Santos Ivo já representava Portugal no Conselho de Administração da EMA desde 2016 e preside o Grupo de Chefes das Agências de Avaliação de Tecnologias de Saúde (HAG), desde setembro de 2021. Sucede a Lorraine Nolan, que concluirá o seu mandato como presidente do Conselho a 21 de março de 2025.

A nomeação de Rui Santos Ivo reforça a posição de Portugal e do Infarmed no contexto europeu da regulação de medicamentos.

UC desenvolve novas abordagens para melhorar clima interior em hospitais

A Universidade de Coimbra (UC) está a participar num projeto internacional que visa melhorar o clima interior em unidades de saúde, reduzindo o risco de transmissão de infeções hospitalares.

O projeto “Human-Centric Indoor Climate for Healthcare Facilities (HumanIC)” é uma iniciativa financiada pelo programa Horizonte Europa e envolve oito universidades europeias.

A abordagem do projeto vai além dos métodos tradicionais de ventilação e climatização, integrando as interações entre fontes de contaminação, fluxos de ar e as necessidades clínicas e energéticas dos hospitais. A investigação abrange onze teses de doutoramento e pretende desenvolver soluções eficazes para minimizar a propagação de agentes patogénicos transportados pelo ar.

Manuel Gameiro da Silva, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC e coordenador do projeto na instituição, explica que o objetivo é otimizar o design de soluções técnicas e implementar métodos inovadores de controlo do clima interior nos hospitais, garantindo conforto térmico e segurança. «Este tipo de clima interno desempenha um papel crucial em locais como salas de operações, unidades de isolamento e laboratórios, onde a segurança depende de condições ambientais altamente controladas”, realça o especialista, em comunicado de imprensa.

O consórcio HumanIC visa criar uma nova geração de cientistas e engenheiros que compreendam as implicações destas interfaces no futuro design hospitalar.

O projeto HumanIC, com um financiamento total de 2,7 milhões de euros, decorre até 2027 e conta com a participação de vários parceiros académicos e tecnológicos de uma dezena de países.

Carlos Sá nomeado para a administração do Amadora-Sintra

Ex-presidente do Hospital da Cruz Vermelha transita para a ULS Amadora/Sintra

O Governo nomeou, por resolução do Conselho de Ministros publicada a 3 de março, o gestor de Saúde e antigo presidente do Hospital da Cruz Vermelha Carlos Sá para presidente do Conselho de Administração da ULS Amadora/Sintra. A decisão vem na sequência da renúncia do anterior Conselho de Administração.

Mestre em Gestão da Saúde com especialização em Gestão de Organizações de Saúde, Carlos Sá foi também CEO da Clínica de Santo António (atual Hospital Lusíadas da Amadora) entre 2018 e 2021, e também diretor corporativo e de logística do Grupo Lusíadas Saúde. Foi ainda docente e técnico de análises clínicas e saúde pública.

Carlos Sá será acompanhado pelos vogais executivos Diana Mendes (que será também a diretora clínica para a área dos cuidados de saúde hospitalares), Mário Rui Cruz, também diretor clínico para a área dos cuidados de saúde primários, Maria Luísa Ximenes, que será também enfermeira-diretora, e ainda Carlos Araújo Ribeiro e Dália Oliveira.

Portugal e Angola assinam protocolo de formação de profissionais de saúde

Documento assinado no final de fevereiro visa capacitar 630 profissionais angolanos e fortalecer a cobertura universal de saúde em Angola

O acordo de capacitação entre os dois países foi formalizado pelas ministras da Saúde de ambos os países, Ana Paula Martins e Sílvia Paula Valentim Lutucuta, no âmbito do “Projeto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde em Angola”.

Conforme noticiou o Portal do SNS, o projeto abrange a formação de 200 médicos, 200 enfermeiros, 200 técnicos de diagnóstico e terapêutica, além de 30 técnicos de apoio hospitalar, nas áreas de saúde pública e cuidados assistenciais. Esta iniciativa, que se estenderá até 2028, faz parte da Estratégia de Cooperação Portuguesa 2030 e abrangerá as 21 províncias de Angola.

A colaboração entre os dois países incluirá programas de formação tanto em Angola, com o apoio de formadores portugueses, como em Portugal, onde os profissionais angolanos terão a oportunidade de aprimorar as suas competências em instituições de saúde de referência.

Este esforço conjunto simboliza a solidariedade e a cooperação entre os dois países, reforçando os laços históricos e culturais entre Portugal e Angola, enquanto contribui para o fortalecimento do sistema de saúde angolano e o desenvolvimento dos seus recursos humanos.

Hospital de Braga inaugura nova unidade de angiografia

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga abriu esta semana uma nova unidade de angiografia no Hospital de Braga.

A nova instalação, com uma área de cerca de 200 m², encontra-se no quarto piso do hospital, estrategicamente posicionada perto da Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos e da Enfermaria de Cardiologia.

Esta unidade está equipada com duas salas de angiografia de última geração e uma sala de recobro projetada para acomodar sete utentes e especialmente concebida para dar resposta aos doentes de ambulatório.

O novo espaço concentra as áreas de arritmologia e hemodinâmica num ambiente integrado, promovendo uma maior eficiência no atendimento e cuidados prestados aos pacientes.

Jorge Marques, Diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, sublinhou a importância deste desenvolvimento, afirmando em comunicado que “O desenvolvimento desta área é crucial para incrementar a atividade na intervenção cardiovascular percutânea, tanto na hemodinâmica como na arritmologia. Em paralelo com o início das atividades de Cirurgia cardiotorácica, esperamos em breve iniciar procedimentos de implantação de válvulas cardíacas via catéter, elevando o nosso Serviço de Cardiologia para o estatuto de centro de atendimento terciário”.

Este projeto representou um investimento de 2 milhões de euros, incluindo a construção e o equipamento da unidade. A inauguração formal da nova unidade está prevista para as próximas semanas.

ULS Médio Tejo envolvida na colheita de 14 órgãos para transplantação

A Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) esteve envolvida, em 2024, na colheita de 14 órgãos – oito fígados e seis rins

A colheita de 14 órgãos em doentes em morte cerebral na ULS Médio tejo é um resultado que supera a média nacional de doação de órgãos de dadores falecidos. Com uma taxa de 53,14 dadores por milhão de habitantes em 2024, os resultados da ULS Médio Tejo ultrapassam significativamente a média nacional de 35,8 dadores por milhão de habitantes (dados oficiais do IPST referentes a 2023, os últimos que se encontram publicados). De notar que se trata de uma ULS distante dos grandes centros, como Lisboa, Porto e Coimbra, que concentram hospitais centrais e universitários, com valências inexistentes no Hospital de Abrantes da ULS Médio Tejo.

Citado em comunicado daquela unidade de saúde, Nuno Catorze, Diretor da Unidade de Cuidados Intensivos, insiste que “a doação e transplantação de órgãos é um tema que precisa de ser amplamente divulgado e debatido”.

Agregados carenciados sem acesso a cuidados de saúde pagos

Um inquérito do INE, revelou que, em 2024, 6,1 % dos agregados familiares em Portugal, cerca de 272 mil, enfrentam a falta de acesso a cuidados de saúde e apoio domiciliário pagos, com 48,3 % a conseguir recorrer a serviços profissionais pagos. A principal barreira é a dificuldade financeira.

De acordo com os dados mais recentes do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), em 2024, 6,1% dos agregados familiares portugueses, o que equivale a cerca de 272 mil, tinham pelo menos um membro do agregado com necessidades de cuidados de saúde e apoio domiciliário devido a doenças físicas ou mentais prolongadas, incapacidade ou idade avançada. Este número afeta especialmente as famílias com pelo menos um idoso, representando 81,5 % dos casos.

Dos cerca de 272 mil agregados, apenas 48,3 % tiveram acesso a serviços profissionais pagos de cuidados de saúde e apoio domiciliário. Entre estes, 48,5 % assumiram o pagamento integral dos serviços, enquanto 28,1 % contribuíram com uma parte do custo. Para 23,4 % dos casos, as despesas foram cobertas por sistemas de proteção social ou seguros de saúde. Contudo, 68,7 % daqueles que pagaram total ou parcialmente os serviços, enfrentaram dificuldades financeiras para suportar as despesas.

Para os agregados que não tiveram acesso aos cuidados de saúde e apoio domiciliário, e representam perto de 291 mil famílias, a principal razão foi a impossibilidade financeira (55,9 %), seguida pela indisponibilidade dos serviços, que afetou 17,5 % dos casos.

PAMDAS 2025 International Conference on Physical Asset Management and Data Science (Jul 17 – 18, 2025)

 

 * Prazo para submissão de artigos: 30 de abril de 2025
* Desconto na inscrição para membros da Ordem dos Engenheiros

A Ordem dos Engenheiros associou-se, como apoiante institucional, à PAMDAS 2025 – Physical Asset Management and Data Analysis Conference, organizada pelo Centro de Investigação RCM2+ e pela Associação Portuguesa de Data Science (DSPA), em parceria com diversas instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras.

O evento decorrerá nos próximos dias 17 e 18 de julho, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) e os membros da Ordem dos Engenheiros beneficiam de um desconto na inscrição.

Numa época em que a Transição Digital se manifesta em todas as áreas da indústria e da sociedade, o PAMDAS 2025 é um fórum para profissionais e investigadores se encontrarem, darem a conhecer o seu trabalho, trocarem experiências, discutirem desafios e oportunidades na área de Gestão de Ativos Físicos, Ciência de dados e áreas afins.

O evento vai decorrer dias 17 e 18 de julho, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), e conta com intervenções plenárias, sessões temáticas e workshops interactivos.

Os trabalhos serão publicados em formato digital, em documento electrónico com ISSN. Trabalhos seleccionados serão também convidados a submeter versões estendidas à edição especial de algoritmos da revista Algorithms https://www.mdpi.com/journal/algorithms/special_issues/D5RSIVP8W

Serão também atribuídos Best Paper, Best Student Paper e Certificate of Merit.

O PAMDAS 2025 aceita artigos nas áreas seguintes e áreas afins:

* Análise De Dados
* Aplicações De Inteligência Artificial
* Aprendizagem De Máquina
* Aprendizagem Profunda
* Ciência Da Informação
* Ciências De Dados
* Controlo De Qualidade
* Deteção de Falhas
* Detecção e previsão de falhas
* Engenharia De Dados
* Extração De Conhecimento
* Fiabilidade
* Filtragem De Dados
* Gemeos Digitais
* Gestão De Ativos
* Gestão De Dados
* Governação De Dados
* Lógica Difusa
* Manutenção Industrial e Hospitalar
* Manutenção Preditiva
* Mineração De Dados
* Otimização De Processos
* Recolha De Dados
* Simulação
* Sistemas de informação para manutenção
* Sistemas Periciais
* Transição Digital
* Tratamento De Dados
* Visualização De Dados

Prazo para submissão de artigos: 30 de abril de 2025

Mais informações e submissão: https://pamdas.rcm2.pt/event/1/