Hospital do Montijo abre espaço renovado no Departamento de Psiquiatria

O Hospital do Montijo conta, a partir desta segunda-feira, com uma nova área do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. Com as obras de beneficiação das antigas instalações do Serviço de Medicina Interna finalizadas, tem início esta semana a atividade de Hospital de Dia de Pedopsiquiatria e de Consulta Externa de Psiquiatria num espaço totalmente renovado.

O novo espaço, que contou com um investimento de 250 mil euros, encontra-se dividido em duas áreas assistenciais. A Consulta Externa de Psiquiatria conta com quatro gabinetes de consulta (Médico e Psicologia) e dois gabinetes de enfermagem. O Hospital de Dia de Pedopsiquiatria tem quatro gabinetes (multidisciplinares), uma sala de atividades, uma copa e um refeitório.

As consultas externas de Psiquiatria destinam-se aos utentes dos concelhos do Montijo e de Alcochete. O Hospital de Dia de Pedopsiquiatria terá como público-alvo os utentes dos quatro concelhos da área de influência do Centro Hospitalar Barreiro Montijo e, inicialmente, será dedicado aos adolescentes, entre os 13 e os 18 anos, começando a atividade no próximo dia 5 de agosto.

“A Psiquiatria da Infância e Adolescência tem como objetivo a promoção da autonomia e individuação, a capacitação para resolução de conflitos e problemas do quotidiano, o treino de competências sociais e a facilitação de reintegração nos diferentes sistemas de vida do jovem, trabalhando em conjunto com as famílias”, informou o Hospital do Montijo em comunicado.

Esta nova especialidade será sustentada por uma equipa multidisciplinar vocacionada para a Saúde Mental Infantojuvenil, composta por pedopsiquiatra, enfermeiro, psicólogos e assistente social, que irão contribuir para melhorar a prestação de cuidados numa população com grandes vulnerabilidades e risco de descompensação psiquiátrica.

Além disso, o hospital pretende que esta valência esteja mais próxima da comunidade, promovendo-se uma articulação com outras infraestruturas como a Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo, o Agrupamento de Centros de Saúde Arco Ribeirinho, Instituições Particulares de Solidariedade Social, escolas, entre outros.

O Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental pretende ainda abrir este ano outra valência, no mesmo espaço, destinada à população adulta num conceito de Hospital de Dia / Área de Dia, aproveitando algumas sinergias com o Hospital de Dia de Pedopsiquiatria, dando resposta a adultos com perturbações psiquiátricas graves e que requeiram uma continuação de cuidados na comunidade, com vista à manutenção da sua estabilidade clínica e prevenção de recaídas.

CHL reformula funcionamento do Serviço de Urgência Geral

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) implementou um novo modelo de organização e de gestão do Serviço de Urgência Geral (SUG), através da constituição de uma equipa interna fixa de dez médicos generalistas para esse serviço, das 8 às 22 horas, de segunda a sexta-feira.

Este modelo visa melhorar a prestação de cuidados aos utentes, existindo a possibilidade de alargamento no futuro, caso a solução obtenha os resultados desejados.

Até ao momento, as equipas médicas generalistas do SUG eram asseguradas diariamente, durante 24 horas, por prestadores de serviços médicos generalistas nas três unidades hospitalares (Leiria, Pombal e Alcobaça).

Com a alteração desta parte da equipa de médicos inicia-se também a implementação de um conjunto de procedimentos que visam uma redução do tempo até ao diagnóstico e orientação clínica do utente, pretendendo-se ainda reduzir o tempo até à identificação de quadros clínicos de maior gravidade.

Para o diretor do SUG e promotor desta solução, Cláudio Quintaneiro, “a contratação de médicos pelo CHL e sua alocação ao SUG confere estabilidade às equipas”, permitindo “uma adaptação e envolvimento com a instituição” e melhorando a “articulação com os pares”.

De acordo com o responsável, esta mudança promove também “uma maior disponibilidade para as equipas de especialidade se dedicarem aos doentes mais graves”.

A equipa interna fixa de médicos generalistas conta com um coordenador geral e um coordenador de turno, sendo que os prestadores de serviços médicos generalistas continuarão a dar apoio ao SUG entre as 22 e as 8 horas, de segunda a sexta-feira, e durante 24 horas aos sábados e domingos.

CHTV prevê centro ambulatório de radioterapia pronto até 2023

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) disse que, “tudo correndo bem”, o Centro Ambulatório de Radioterapia estará pronto no final de 2023, um investimento superior a 24 milhões de euros.

“A nossa estimativa é que consigamos iniciar as obras no final do primeiro trimestre de 2022” e, “sendo uma obra que vai sempre demorar cerca de um ano e meio, nós contamos que, se tudo correr bem, podemos ter (…) em dezembro de 2023” “a obra concluída e apetrechada com os equipamentos respetivos”, disse o presidente do conselho de administração do CHTV Nuno Duarte.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração explicou que o projeto, “já enviado aos superiores” para que se possa submeter a uma candidatura a fundos europeus, sofreu alterações e “é um complemento, ao projeto anterior que apontava para ser centro oncológico”.

“Neste incluímos para além dessa área oncológica, uma área dedicada aos hospitais de dia de especialidades médicas e também incluímos uma ampliação das consultas externas, uma vez que a ligação entre os edifícios vai ter de ser feita através de uma ponte e, no local onde desemboca, no edifício principal, vamos fazer uma ampliação das consultas externas”, explicitou.

Nuno Duarte referiu ainda que esta ampliação “permitirá deslocalizar para essa zona as consultas de pediatria, o que liberta a área no piso inferior onde estas consultas estão atualmente localizadas e que vai dar oportunidade de ter mais espaço”.

As alterações ao projeto inicial, que o presidente do conselho de administração se tinha comprometido em dezembro de 2020 de concluir no prazo de meio ano, também já contemplam a nova realidade pandémica.

“Há necessidade de criar mais espaços e entendemos que assim esta questão das consultas externas também fica resolvida, porque não podemos voltar a ter aquela concentração de pessoas que era habitual, assim teremos circuitos diferenciados que permitem outra segurança aos nossos doentes e profissionais”, justificou.

Por isso, continuou, o projeto passa a ter uma nova designação, não de centro oncológico, mas de centro ambulatório, “porque todas estas áreas que vão ser intervencionadas e criadas são áreas que funcionam só durante uma parte do dia”, sendo que “a maior parte delas funciona entre as 08:00 e as 20:00”.

O projeto prevê um investimento superior a 24 milhões de euros e, para o financiar, explicou, tem havido reuniões com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, “de modo a garantir o financiamento comunitário” através de programas operacionais.

“Em princípio, ainda de remanescentes do [Portugal] 2020 e, eventualmente, também já do 2030 para servirem para financiar grande parte do investimento, porque como sabemos, este tipo de programa operacional financia, no caso de hospitais, cerca de 85 por cento do investimento, sendo os outros 15 por cento assegurados ou por programas próprios do hospital ou por outras fontes de financiamento”, acrescentou.

Neste projeto salienta-se também uma “parceria com o Instituto Português de Oncologia de Coimbra e o Agrupamento de Centros de Saúde Dão-Lafões, que envolve a partilha conjunta do planeamento e instalação da Unidade de Radioterapia, a formação dos recursos humanos necessários, a uniformização de práticas clínicas e a utilização em moldes de complementaridade dos tratamentos e meios de diagnóstico que se revelem necessários”.

Maternidade do CHVNG/E estará a funcionar no início de 2022

A nova maternidade do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) deverá estar concluída no final do ano e pronta a receber “o primeiro bebé a 1 de janeiro de 2022”, referiu o presidente do Conselho de Administração, Rui Guimarães, no decorrer da visita de ontem do Primeiro-Ministro e Ministra da Saúde.

Com um investimento de 12 milhões de euros, a nova área materno-infantil terá um serviço de urgência obstétrica e ginecológica, um bloco de partos com nove salas individuais, um bloco operatório contíguo a esta sala e uma unidade de neonatologia com cuidados intensivos neonatais equipada com 14 boxes e dois quartos de isolamento com pressão negativa.

Terá ainda 16 incubadoras, das quais dez para cuidados intermédios e seis para intensivos, internamento de ginecologia/obstetrícia e berçário com 34 quartos e internamento de pediatria e cirurgia pediátrica com 14 quartos.

De acordo com o CHVNG/E, esta infraestrutura tem um “incomensurável impacto”, dado que a ginecologia responde a mais de 161 mil mulheres e a obstetrícia a mais de 75 mil em idade fértil, residentes na área de abrangência.

Já o serviço de cirurgia pediátrica serve cerca de 120 mil crianças e jovens.

Sintra avança com a construção do Centro de Saúde de Belas

A Câmara de Sintra assinou o contrato de empreitada do novo Centro de Saúde de Belas, obra que terá um custo superior a um milhão de euros, com um prazo de execução de 420 dias.

A obra, que já foi formalmente adjudicada na semana passada, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, integra o programa da autarquia na área da saúde.

A Câmara Municipal de Sintra já investiu nove milhões de euros na construção de cinco novos centros de saúde – em Queluz, Agualva, Sintra, Almargem do Bispo e Algueirão-Mem Martins – o que o presidente do município, Basílio Horta, considera ser “uma verdadeira revolução na prestação de cuidados de saúde no concelho”.

“Este é o sexto centro de saúde que a Câmara Municipal de Sintra vai construir nos últimos anos e que demonstra a prioridade que tem sido dada à saúde no concelho de Sintra. É uma verdadeira revolução na prestação de cuidados de saúde no concelho. São cerca de nove milhões de euros de investimento em novos centros de saúde que abrangem mais de 150 mil pessoas”, afirmou Basílio Horta.

Por isso, acrescentou, “agora é exigível ao poder central que organize e assegure que estes equipamentos de saúde tenham todas as condições para prestar um serviço de qualidade à população”.

Segundo a autarquia, Rio de Mouro será a próxima freguesia a ter um novo equipamento.

Concurso do Centro de Saúde dos Carvalhos lançado em julho

O concurso público do Centro de Saúde dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, uma obra no valor de 3,6 milhões de euros, deverá ser lançado em julho, disse o presidente da câmara.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou que está previsto que a empreitada arranque em 2022.

O autarca explicou que a câmara cedeu gratuitamente o terreno à Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e assumiu a construção do centro de saúde.

À ARS Norte coube a elaboração do programa funcional e projeto de execução, vincou.

“Este investimento é, para já, assumido por protocolo integralmente pela câmara, mas temos a expectativa de sermos ressarcidos em parte”, adiantou.

No contrato-programa lê-se que as atuais instalações não “satisfazem adequadamente as necessidades assistenciais à população respetiva”.

HFF investe 100 mil euros na renovação do bloco operatório

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) avançou na renovação tecnológica do seu bloco operatório e passou a dispor de duas “salas inteligentes”, num investimento estimado de 100 mil euros.

De acordo com o médico e diretor do bloco operatório Carlos Marques, estas denominadas “salas inteligentes” vêm permitir melhores resultados nas intervenções cirúrgicas num conjunto alargado de especialidades médicas.

“Estas duas salas representam um salto tecnológico muito importante, inserido num projeto mais vasto de renovação das 11 salas cirúrgicas do HFF”, explicou Carlos Marques. Com estas duas salas, é possível “toda uma dinâmica e partilha de informação que traz mais-valias muito importantes relativamente a uma sala convencional”, referiu.

Através da integração é possível aceder em tempo real aos dados atualizados do doente, como por exemplo os exames imagiológicos, o que permite uma melhor tomada de decisão no decurso das cirurgias.

“Tudo isto através de softwares e aplicativos específicos que controlam a gestão da informação e também através de um conjunto de monitores de alta-definição que permitem uma adequada visualização de toda essa informação”, lê-se no comunicado divulgado pelo hospital.

Este tipo de salas possibilitam um aumento da precisão e procedimentos menos invasivos, o que se traduz em maior conforto e segurança para os doentes.

A componente tecnológica destas salas permite também um aumento da eficiência da utilização dos tempos cirúrgicos, uma vez que é possível guardar as especificações de equipamento para os cirurgiões ou para equipas cirúrgicas, evitando assim perdas de tempo na configuração da sala a cada nova intervenção.

O diretor do bloco destacou ainda a tecnologia presente nestas salas que permite ainda “a transmissão em tempo real das cirurgias, podendo ser visualizadas em qualquer local desde que com acesso à internet”.

“Assim, as ‘salas inteligentes’ são também um recurso importante para a área da formação, possibilitando difundir o conhecimento na área cirúrgica por outros profissionais de saúde, sejam da própria instituição ou de outros hospitais, bem como abrem a possibilidade do envolvimento remoto de outros especialistas no processo intraoperatório”, realçou ainda Carlos Marques.

Urologia, cirurgia-geral, ortopedia e ginecologia são algumas das especialidades em que estas novas salas vão possibilitar a entrada num novo patamar técnico. Poderão ser utilizadas para qualquer outra especialidade, sobretudo “sempre que a utilização destes recursos tecnológicos possa contribuir para alcançar os melhores resultados nas cirurgias que proporcionamos aos utentes do HFF”, concluiu o diretor do bloco operatório.

Hospital da Figueira da Foz tem unidade de ecocardiografia avançada

Com o objetivo de melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos utentes, o Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) dispõe de uma nova unidade de ecocardiografia avançada.

Em comunicado, o HDFF explicou que a nova unidade, equipada com ecocardiógrafo premium Acuson SC2000, com tecnologia diferenciadora 4D, capacita o HDFF para a realização de exames, tais como ecocardiografia transtorácica e transesofágica tridimensional.

Esta unidade permite assim a realização de análises avançadas de função ventricular e das válvulas cardíacas, assim como exames de sobrecarga farmacológica, possibilitando a avaliação das artérias coronárias, em condições de esforço.

Esta tecnologia vem acrescentar capacidade de diagnóstico e prognóstico na doença cardíaca e possibilitar a realização de exames cardiológicos de proximidade no HDFF que até ao momento eram realizados noutras unidades hospitalares, implicando a deslocação dos utentes.

CHBM investe dois milhões na ampliação da UCI

As instalações da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) vão ser ampliadas, tendo as obras tido início na passada semana.

O investimento, na ordem dos dois milhões de euros, prevê a beneficiação do espaço existente, expansão do serviço e capacitação tecnológica da UCI, permitindo o isolamento de até seis doentes em simultâneo, dois dos quais em quartos com pressão negativa.

Atualmente a unidade dispõe de cinco camas de cuidados intensivos, em área de open space, servindo diretamente na sua área de influência a população dos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo, num total de mais de 216 mil habitantes.

Esta intervenção permitirá aumentar a lotação da unidade para 11 camas (nível II e nível III), apetrechando o centro hospitalar de uma infraestrutura “mais adequada à intensidade dos cuidados prestados aos doentes em situação crítica e permitindo, adicionalmente, que a UCI passe a dispor de idoneidade formativa em medicina intensiva, para médicos em formação noutras especialidades”, lê-se em comunicado divulgado.

Segundo o CHBM, com a implementação do presente projeto, criam-se condições físicas para que a UCI venha a aumentar gradualmente a sua atividade, quer no número de internamentos, quer na complexidade dos doentes internados.

“É ainda expetável que seja possível reduzir os tempos médios para cirurgias mais complexas e em doentes com níveis de severidade superiores, atendendo ao aumento potencial da disponibilidade de cama em UCI para o pós-operatório imediato”, acrescentou o CHBM.

Para o responsável da UCI, Paulo André, esta intervenção significa “o início de um processo de melhoria que deverá conduzir a uma maior diferenciação da UCI, essencial para aumentar a qualidade da assistência aos doentes em estado crítico que acorrem ao CHBM”.

Hospital de Ovar obtém financiamento para reabilitar bloco operatório

A obra de reabilitação e ampliação do Bloco Operatório do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar acaba de obter condições de financiamento, estando “mais perto” a materialização de um antigo anseio da instituição.

“Não podíamos estar mais felizes com a notícia que abre caminho à concretização de um sonho, cada vez mais próximo da realidade”, afirmou em comunicado o presidente do Conselho Diretivo do Hospital de Ovar, Luís Miguel Ferreira.

O aviso de candidatura ao Portugal 2020 que enquadra a ambicionada empreitada, envolvendo um montante global de cerca de três milhões de euros, foi publicado a 13 de abril passado.

“Este é o passo decisivo, onde nós finalmente encontrámos a solução para o financiamento, resultado de um enorme esforço e luta de muita gente em torno de um tema da maior importância para o nosso hospital e para toda a comunidade vareira”, salientou Luís Miguel Ferreira.

Esta unidade hospitalar, que conta atualmente apenas com uma sala de cirurgias, aumentou em 2019 em 28 por cento as cirurgias, em comparação com período homólogo de 2018, registando neste indicador o melhor desempenho desde 2013.

“Com a obra de reabilitação e ampliação do Bloco Operatório teremos naturalmente melhores condições para desempenhar a nossa atividade assistencial e para prestar um melhor serviço à população que servimos”, acrescentou o responsável.