CHTMAD tem novo equipamento para diagnóstico do cancro da mama

Os Serviços de Cirurgia e Imagiologia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) têm um novo equipamento para marcação do gânglio sentinela, um exame que possibilita a avaliação e definição do diagnóstico clínico em doentes com cancro da mama.

Em comunicado, o CHTMAD explicou que este equipamento “aumenta o conforto e acessibilidade aos cuidados de saúde, uma vez que deixa de ser necessária a deslocação ao Porto, no dia da cirurgia, para realizar este exame”, numa estimativa de cerca de 150 doentes por ano.

Entre as vantagens estão também uma maior flexibilização e rentabilização do agendamento semanal destas intervenções, diminuindo os tempos de espera para a cirurgia.

A aposta neste equipamento constitui, também, um contributo importante para a atividade de outras especialidades, proporcionando uma contínua prestação de cuidados de saúde de qualidade à população e o reforço da política de proximidade, refere a nota.

Unidade de Saúde do Corvo tem novo equipamento de raio-X

A Unidade de Saúde do Corvo, na ilha do Corco, nos Açores, vai dispor de um novo digitalizador do equipamento de raio-X, anunciou o gabinete de imprensa do Governo Regional.

De acordo com uma nota de imprensa, o secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, e o Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo, assinaram um contrato de investimento destinado a financiar a aquisição do digitalizador do equipamento de raio-X, uma vez que “o equipamento existente sofreu uma avaria e está descontinuado”.

Citado na nota, Clélio Meneses salientou que “este é mais um ato que visa assegurar meios adequados para promover a saúde dos açorianos”, sendo que “ora através de equipamentos, ora de instalações e, sempre com os meios humanos, pretende-se dotar o Serviço Regional de Saúde da capacidade necessária e adequada para fazer face às necessidades do setor”.

O governante considera ainda que “em ilhas sem hospital, como é o caso do Corvo, estes equipamentos são essenciais e os meios digitais decisivos para a leitura e transmissão da informação determinante para o correto diagnóstico”.

Além disso, Clélio Meneses reiterou o “compromisso de realização de obras de intervenção estrutural” no Centro de Saúde do Corvo, cujo projeto “já se encontra em andamento”.

CHVNG/E duplica capacidade de resposta em RM com novo equipamento

O Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) duplicou a sua capacidade de resposta em ressonâncias magnéticas (RM) com a entrada em funcionamento de um novo equipamento que vai permitir poupar 675 mil euros através da internalização de exames.

“A aquisição do segundo equipamento e a realização de produção adicional aos fins de semana e feriados possibilitará a realização de aproximadamente 15 mil estudos por ano internamente, que corresponderá a uma redução da atual necessidade de externalização de 64 por cento para nove por cento”, afirmou o diretor do serviço de Imagiologia do CHVNG/E, Pedro Sousa, num comunicado divulgado.

Atualmente, realizam-se no CHVNGE aproximadamente 16.500 estudos de RM por ano, dos quais 10.500 em prestadores externos.

De acordo com Pedro Sousa, o novo equipamento vem dar “uma resposta integral aos estudos da oncologia, assim como a realização de estudos mais diferenciados, nomeadamente nas áreas de neurorradiologia e cardiologia, com qualidade de imagem superior e tempos de execução menores”.

CHUP instala tecnologia de ablação tumoral por laser

O Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) é o primeiro hospital público em Portugal a instalar a tecnologia de ablação tumoral por laser no Serviço de Neurocirurgia para indicações oncológicas e tratamento de epilepsia e o único hospital público no Norte do país a utilizar um sistema de 2D/3D mais integrado com todo o equipamento operatório.

Este equipamento permite “trazer a melhor experiência e prática cirúrgica à equipa de neurocirurgia permitindo operar a coluna e o crânio ao comando de um GPS”, lê-se em comunicado divulgado.

Esta é uma tecnologia de navegação que dá mais segurança e reduz complicações e exposição à radiação, permitindo obter imagens 3D em tempo real e em vários planos, no bloco operatório, e eliminando a necessidade de um controlo de raio X antes da cirurgia.

Permite também a utilização de imagem durante os procedimentos cirúrgicos de crânio e coluna, para confirmação da melhor prática cirúrgica e segurança dos procedimentos. Tal possibilita a realização de uma cirurgia minimamente invasiva e, consequentemente, mais segura e rápida, trazendo benefícios para os doentes, os médicos e o hospital.

“Com este sistema, a energia do laser é aplicada na área alvo através de uma cânula de fibra ótica colocada no alvo esterotaxicamente, uma forma minimamente invasiva de intervenção cirúrgica que usa um sistema de coordenadas tridimensional para localizar pequenos alvos no interior do corpo e para executar neles alguma atividade”, lê-se no mesmo comunicado.

Ao fornecer a luz através da cânula, a temperatura na área alvo começa a subir e o tecido mole indesejado é destruído.

Este é um procedimento guiado por ressonância magnética (RM), o que permite a realização de uma ablação em tempo real precisa e controlada e de uma forma minimamente invasiva. Tal permite que os doentes possam regressar a casa no dia seguinte, sendo que “as cicatrizes são mínimas face a um procedimento aberto”.

“Somos o único hospital público do país que oferece uma solução integrada aos doentes, com tecnologia e software específicos para cada necessidade cirúrgica”, disse o neurocirurgião e diretor do Serviço de Neurocirurgia do CHUP, Alfredo Calheiros, acrescentando que desta forma garantem o acesso de todos os doentes a “tecnologia que permite a realização de procedimentos mais eficientes, seguros e com menos tempo de recuperação”.

Hospital Santa Maria inaugurou dois novos aceleradores lineares

O Hospital Santa Maria, em Lisboa, inaugurou ontem dois novos aceleradores lineares e uma tomografia computorizada de planeamento que permitirão realizar cerca de 40 mil tratamentos de radioterapia por ano, um investimento de cerca de sete milhões de euros.

O novo equipamento pretende dar resposta à totalidade das necessidades internas do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) e ainda apoio a outras unidades de Lisboa e Vale do Tejo e da região Sul do país.

Presente na cerimónia de inauguração da nova ala do Serviço de Radioterapia do Santa Maria, a ministra da Saúde salientou que estes equipamentos são uma “mais-valia” para os doentes e uma “mais-valia muito grande” para o Serviço Nacional de Saúde.

“São mais 40 mil tratamentos [por ano] dos quais 10 mil suscetíveis de serem disponibilizados a outras instituições que trabalham em rede com o Centro Hospitalar de Lisboa Norte”, disse Marta Temido.

O presidente do Conselho de Administração do CHULN, Daniel Ferro, afirmou, por seu turno, que a nova ala do Serviço de Radioterapia significa que o serviço “não só dispõe de mais capacidade, mas sobretudo de mais diferenciação”.

“O facto de retomarmos a radiocirurgia, de termos uma unidade de braquiterapia renovada e as técnicas todas que agora são permitidas”, permite, além de tratar mais doentes, tratá-los melhor.

Mas, para Daniel Ferro, este não é um ponto de chegada, mas sim de partida, porque o Serviço de Radioterapia, que tem 30 anos, está num “processo de grande necessidade de renovação”, referindo que um dos aceleradores de que o hospital dispõe “já parou e os dois que estão em funcionamento, para que não parem têm de ser renovados num curto espaço de tempo”.

Daniel Ferro disse, contudo, que o CHULN já está em articulação com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo e com o Ministério da Saúde para “dar já um primeiro passo” relativamente ao acelerador que está parado e “se possível tentar renová-lo de forma qualitativa e de forma a trazer inovação”, permitindo que se possa ter ao mesmo tempo a radioterapia acompanhada da ressonância magnética nuclear”.

Hospital de Braga tem novo equipamento de TAC no Serviço de Urgência

O Hospital de Braga adquiriu, recentemente, um novo equipamento de Tomografia Axial Computadorizada (TAC), num investimento que rondou cerca de 307 mil euros.

Este novo equipamento, a ser instalado no Serviço de Urgência (SU), possuiu características de maior precisão, permitindo agilizar a realização de TAC’s, nomeadamente de doentes politraumatizados que se encontrem neste serviço.

De acordo com o Hospital de Braga, “este novo aparelho dispõe de um sistema moderno e de fácil utilização, permitindo ganhos em tempo e produtividade”. Assim, a oferta diferenciada de meios técnicos de diagnóstico deste hospital é reforçada com a melhoria da resposta de cuidados prestados nesta área.

Para o manuseamento deste novo equipamento, será iniciado um processo de formação dos profissionais que trabalhem diretamente com o mesmo para que adquiram a experiência necessária, informou ainda o hospital.

CHUC participa em projeto europeu para desenvolver dispositivos médicos

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) é parte integrante de um consórcio constituído por cinco parceiros europeus que recebeu, do European Innovation Council, três milhões de euros de financiamento para o projeto SAFE-infusion Swirl.

Trata-se de um projeto a dois anos que visa desenvolver dispositivos médicos (DM) para reduzir as questões de desconexão intravenosa (IV). Os resultados esperados para este projeto irão determinar se a tecnologia desenvolvida vai contribuir para melhorar a entrega de medicamentos intravenosos em ambientes hospitalares e de cuidados domiciliários.

Este estudo colaborativo vai testar as tecnologias desenvolvidas em dois hospitais europeus, o CHUC, em Portugal e o Parc Sanitari Sant Joan de Déu, em Espanha, antes do lançamento a nível europeu.

A infusão intravenosa é o procedimento invasivo mais comum nos cuidados de saúde modernos, com mais de 80 por cento dos doentes em hospitais a receberem uma IV como parte do seu tratamento. A IV fornece medicação diretamente na veia utilizando tubos que estão ligados a um saco de líquidos.

Complicações da IV são frequentes, com interrupções da dose prescrita, levando a uma redução da qualidade dos cuidados aos doentes, especialmente nos casos em que são necessários fármacos críticos em termos de tempo.

Novo regulamento de dispositivos médicos da UE entrou em vigor

O novo regulamento de dispositivos médicos da União Europeia (UE), que visa tornar os medicamentos e os dispositivos médicos mais disponíveis, acessíveis e baratos, é aplicado desde o dia 26 de maio.

De acordo com o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, o novo regulamento representa uma atualização das diretivas existentes sobre dispositivos médicos, que estão em vigor há 30 anos e tem como objetivo fortalecer e melhorar o sistema regulamentar, de forma a garantir que sejam seguros e funcionem conforme planeado ao longo do seu tempo de vida.

A nova regulamentação visa igualmente assegurar que a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias sejam promovidos a nível europeu, para proporcionarem aos doentes e aos sistemas de saúde novas opções terapêuticas e de diagnóstico.

Com a aplicação do novo Regulamento dos Dispositivos Médicos, entram em vigor novas regras com vista a uma melhoria da avaliação da conformidade, da vigilância e fiscalização do mercado e da rastreabilidade, bem como garantir que estes produtos reflitam o conhecimento científico e tecnológico mais recente.

O Infarmed indicou ainda que esta legislação também proporciona mais transparência e segurança jurídica aos fabricantes e pretende fortalecer a competitividade internacional e a inovação no setor.

Ao contrário das diretivas, os regulamentos não precisam de ser transpostos para o direito nacional. O referido regulamento irá, portanto, limitar as discrepâncias de interpretação nos países que representam o mercado de dispositivos médicos da UE, sublinhou ainda o Infarmed.

IPO Coimbra investe 5,8 ME em aceleradores lineares

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPO Coimbra) recebeu o primeiro de dois aceleradores lineares, que visam substituir outros dois equipamentos de megavoltagem, com mais de uma década de atividade.

Com um investimento que ultrapassa os 5,8 milhões de euros, estes novos equipamentos permitem aumentar a capacidade de resposta particularmente no que diz respeito à complexidade das técnicas de tratamento, com tradução quer na precisão, quer na segurança da radioterapia prescrita.

De acordo com o IPO Coimbra, trata-se de um acelerador linear Sistema Halcyon/Varian, que é a primeira unidade deste tipo a ser instalada em Portugal e que traduz um novo conceito de tratamento, permitindo a realização de técnicas complexas de tratamento, guiadas por imagem, mais precisas, seguras e, portanto, mais eficazes.

“Com este novo equipamento, o IPO Coimbra vê reforçado o seu posicionamento de instituição de referência na Região Centro, no que concerne aos tratamentos de radioterapia, fortalecendo e consubstanciando a rede assistencial em radioncologia”, lê-se em comunicado divulgado.