Avançam cinco projetos-piloto de apoio domiciliário

Foi publicada a portaria que estabelece as condições para a criação e implementação de cinco projetos-piloto, em cinco regiões do país, de serviço de apoio domiciliário (SAD+Saúde)

O SAD+Saúde é uma resposta social diferenciada, de proximidade e base comunitária, que consiste na prestação articulada de um conjunto de serviços e de cuidados individualizados e personalizados de apoio social, em complementaridade, sempre que necessário, com cuidados de saúde prestados no domicílio. Destina-se a pessoas que, por dependência ou incapacidade, não estejam capazes de assegurar as suas necessidades básicas.

O conjunto de serviços a prestar inclui cuidados de higiene, confeção de alimentos no domicílio, apoio à toma da medicação, apoio psicossocial e higiene habitacional, entre outros.

Os projetos-piloto pressupõem o desenvolvimento de um mecanismo de acompanhamento e avaliação pelo ISS, I. P., e pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde que contemple os termos da operacionalização dos projetos nos territórios.

O processo envolve a elaboração de um Plano Individual de Cuidados pelo técnico de referência designado, com a participação do utente ou representante legal e em articulação com a equipa dos serviços locais de saúde. Esse plano deve conter o diagnóstico e relatório sociais sobre o acompanhamento e avaliação do impacto dos serviços e das atividades no desenvolvimento pessoal, familiar e social e das medidas de conforto e segurança a implantar no domicílio.

FOTO DOMINIK LANGE/ UNSPLASH

DGS publica livro azul sobre vacinação

No ano em que se assinalam os 60 anos do Programa Nacional de Vacinação, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica o Livro Azul de Vacinas: Programa Nacional de Vacinação e Outras Estratégias de Imunização

O Livro Azul de Vacinas tem como propósito dinamizar a informação sobre vacinas e imunoglobulinas, acompanhando o seu rápido desenvolvimento científico e tecnológico, bem como as mudanças da epidemiologia, em Portugal e no mundo. Trata-se de um documento colaborativo e em constante atualização, que permitirá ajustar em tempo real as recomendações de vacinação e imunização, integrando todas as estratégias nacionais de vacinação e imunização ao longo de todo o ciclo de vida.

O livro vai colher inspiração a exemplos como o “Green Book” do Reino Unido, resultando do trabalho interdisciplinar de peritos e parceiros institucionais.

Com capítulos em fase de produção, é possível enviar sugestões e comentários para [email protected].

O livro está disponível em https://www.dgs.pt/publicacoes/livro-azul-de-vacinas-programa-nacional-de-vacinacao-e-outras-estrategias-de-imunizacao.aspx

Doenças cérebro e cardiovasculares estarão em debate a 21 de novembro em Lisboa

Para assinalar o balanço dos últimos dez anos de transformação nos cuidados às doenças cérebro e cardiovasculares, a Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, organiza o evento “Doenças cérebro e cardiovasculares em Portugal – Progresso clínico e organizacional na última década: o que mudou”, a 21 de novembro de 2025, na Fundação Cidade de Lisboa

A sessão principal contará com um painel sobre as mudanças ocorridas na última década – na epidemiologia, na cardiologia, no diagnóstico e prevenção das doenças cerebrovasculares e na cardiologia pediátrica. Depois, será debatido o futuro da gestão em saúde cardiovascular, com temas como a transição digital na saúde cardiovascular e os registos clínicos e dados em saúde. Será também debatida a inovação em cirurgia cardíaca.

Para além da sessão principal, destacam-se os workshops. O primeiro será dedicado aos centros de responsabilidade integrada, com a abordagem das suas bases legais, o exemplo da cirurgia cardíaca em Coimbra e uma mesa-redonda sobre centros de referência e CRI. O segundo workshop será sobre dados em saúde e a forma de melhorar registos nacionais, abordando-se o caso da oncologia, do AVC e do papel da ciência de dados. O terceiro workshop será sobre a reabilitação, pretendendo-se discutir os modelos assistenciais para a próxima década.

 

Mais informação e inscrições em https://cerebrocardiovasculares.pt/programa/

Há mais de 220 mil euros para projetos de investigação em oncologia

Concurso lançado pelo National Cancer Hub-PT duplica o investimento em projetos de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (IC&IB) na área do cancro, num total de 221 978 euros

O concurso promovido pelo National Cancer Hub-PT (NCH-PT), entidade coordenada pela DGS através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), e pela Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB) recolheu 26 propostas, enquadradas em várias áreas temáticas, destacando-se a investigação e desenvolvimento (25%), assim como o diagnóstico e tratamento (21%) e a deteção precoce (21%).

Para a DGS, que divulgou em comunicado este resultado, a diversidade de candidaturas apresentadas reflete a importância de investir em projetos multidisciplinares, aliando a componente científica à capacitação e literacia, e a uma maior ligação à comunidade para reforçar a luta contra o cancro em Portugal.

São estes os três projetos aprovados para financiamento:

  • Identificação precoce da presença de doença cardiovascular em sobreviventes de cancro do pulmão – Universidade de Coimbra (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Henrique Girão (Coordenador do consórcio)
  • Exploração do modulador epigenético KDM4C para o tratamento do cancro da mama triplo negativo (TNBC) – Universidade do Minho (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Maria de Fátima Monginho Baltazar (Coordenador do consórcio)
  • Explorar a IA para descobrir biomarcadores de estilo de vida e de microbioma no Cancro Colorretal em idade jovem – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Ana Santos Almeida (Coordenador do consórcio)

Está previsto o lançamento de uma terceira edição do concurso NCH-PT no próximo ano, prevendo-se a publicação do anúncio oficial no decorrer do primeiro trimestre de 2026.

 

Foto: LUVQS/ PIXABAY

ULS Braga integra Infraestrutura Compreensiva de Cancro do Norte de Portugal

A Unidade Local de Saúde de Braga é uma das instituições fundadoras da Infraestrutura Compreensiva de Cancro do Norte de Portugal (Comprehensive Cancer Infrastructure of North of Portugal – CCINP), projeto piloto que visa garantir o acesso equitativo a cuidados oncológicos de excelência

De acordo com um comunicado daquela unidade de saúde, a Infraestrutura Compreensiva de Cancro do Norte de Portugal pretende ser uma rede colaborativa entre instituições para promover uma jornada do doente oncológico mais coordenada, garantir o acesso a cuidados de excelência, potenciar a investigação clínica e a inovação terapêutica, reduzir custos em saúde e contribuir para o desenvolvimento social e económico da região.

A criação desta rede colaborativa foi formalizada no Instituto Português de Oncologia do Porto, através da assinatura de um protocolo entre as entidades integrantes: IPO do Porto, ULS do Alto Ave, ULS de Braga, ULS de Gaia/Espinho, Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S).

O evento contou com a presença de representantes da Direção-Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), do Programa Nacional das Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Infarmed e da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB).

A ULS Braga esteve representada na cerimónia pelo Presidente do Conselho de Administração, Américo Afonso, e pela Diretora Clínica para os Cuidados de Saúde Hospitalares, Paula Felgueiras.

Mestrado europeu em Neurociências da UC integra neurocomputação e IA

O programa Neurasmus, um mestrado europeu em Neurociência lecionado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), lançou a sua mais recente edição, Neurasmus 4.0. Este curso é financiado pela União Europeia em 3,8 milhões de euros, montante que permitirá a atribuição de bolsas de estudo. Candidaturas até 1 de dezembro

Criado em 2010, o Neurasmus tem procurado responder às exigências do ensino superior em neurociência, oferecendo uma formação interdisciplinar em várias universidades de topo a nível europeu.

A nova edição do programa inclui neurocomputação, inteligência artificial (IA) e ética em investigação científica, preparando os estudantes para os desafios complexos da neurociência moderna. Ao promover a ligação entre investigação académica e necessidades sociais, o Neurasmus tem como missão desenvolver profissionais altamente qualificados e conscientes do seu impacto na sociedade.

Conforme frisa a Universidade de Coimbra em comunicado, este programa resulta da colaboração entre seis universidades com programas de investigação pioneira em neurociências, nomeadamente a Universidade de Bordéus (França), Universidade de Coimbra, Universidade de Galway (Irlanda), Universidade Georg-August de Göttingen (Alemanha), Universidade Humboldt de Berlim (Alemanha) e Universidade Laval (Canadá).

A estrutura interdisciplinar do Neurasmus permite a aquisição de competências em áreas como neurofarmacologia, neurofisiologia e neurociência computacional, complementadas com formação em empreendedorismo, liderança e competências transferíveis. Os estudantes participam em períodos de mobilidade académica entre, pelo menos, duas universidades parceiras, beneficiando ainda de experiência prática em investigação, workshops especializados e graus conjuntos.

O programa destaca-se ainda pela estreita colaboração com líderes da indústria, laboratórios de investigação e instituições académicas de renome, assegurando acesso privilegiado a projetos de ponta e experiências no mundo real. A adoção de princípios de ciência aberta e ética científica reforça o compromisso do Neurasmus com uma formação responsável e globalmente relevante.

A equipa que colaborou na candidatura Neurasmus 4.0 inclui João Peça e Carlos Duarte, professores do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC.

As candidaturas da primeira edição do programa estão abertas até dia 1 de dezembro e podem ser efetuadas aqui.

Webinar sobre vigilância e recolha de dados dia 15 de outubro

O Infarmed organiza, no dia 15 de outubro, o webinar “Deep Dive: Surveillance and data collection” no âmbito da rede RAGNA – Regulatory Agencies Global Network against AMR

O objetivo do encontro é reforçar a colaboração internacional e promover a troca de experiências no domínio da vigilância e recolha de dados, contribuindo, desta forma, para a resposta global à Resistência aos Antimicrobianos (RAM).

Com convidados internacionais e abordagens da medicina veterinária, o programa contará com uma intervenção de José Artur Paiva, que será uma reflexão sobre se é necessário alterar a vigilância e recolha de dados para melhorar intervenções e resultados.

A Rede Global de Agências Reguladoras contra a RAM é uma coligação internacional que reúne agências dos setores humano e veterinário, com o objetivo de partilhar boas práticas, promover ações concretas e unir esforços no combate à RAM.

As inscrições estão abertas até 13 de outubro.

FOTOGRAFIA StockSnap/ PIXABAY

Europa ainda não tem soluções robustas para combater falta de medicamentos

O alerta é do Tribunal de Contas Europeu (TCE), que concluiu, em auditoria, que apesar das medidas úteis que Bruxelas tem vindo a tomar, os problemas de fundo na raiz da escassez mantêm-se e o seu combate pode demorar a dar frutos

O risco de escassez afeta antibióticos de uso comum e outros tratamentos essenciais, segundo o Tribunal, e também medicamentos inovadores protegidos por patente e até vacinas. Entre janeiro de 2022 e outubro de 2024, estas falhas foram críticas para 136 medicamentos.

Para o TCE, é preciso melhorar o sistema usado para atenuar falhas, porque não dá informações atempadas. Se durante a pandemia de covid-19, a Agência Europeia do Medicamento coordenou os esforços para reduzir a falta de medicamentos, fora do contexto de crise sanitária esta entidade não tem poderes legais para ajudar os países da UE, e as informações que recebe sobre falta de medicamentos não são suficientes para poder evitá-la. A auditoria também mostra que a EMA não dispõe de dados para atenuar falhas em permanência, já que as farmacêuticas disponibilizam informações atrasadas e incompletas.

O TCE reconhece que as propostas legislativas apresentadas pela Comissão em 2023 podem melhorar significativamente o quadro de gestão destas situações, mas ainda há falhas. Não está previsto, por exemplo, um mecanismo para assegurar o cumprimento da obrigação de comunicar as situações de escassez em tempo útil e também não ficou suprida a falta de instrumentos juridicamente vinculativos para que a EMA e o Grupo Diretor sobre Ruturas de Medicamentos influenciem a ação da indústria durante uma situação crítica de escassez.

As fragilidades da cadeia de abastecimento são uma das causas para a ocorrência de situações de escassez, já que uma boa parte da produção, sobretudo de antibióticos e analgésicos, tem origem na Ásia. O aumento da incidência de falhas tem levado alguns países a recorrer ao armazenamento, mas se não houver coordenação a situação pode piorar para os outros.

A UE tem um mercado único para os medicamentos, mas isso não equivale a uma circulação livre e disponibilidade permanente, desde logo porque a maioria é autorizada para cada país, outros são autorizados para toda a União mas não são vendidos em todos os países. Além disso, segundo o TCE, a Comissão não atuou de forma a eliminar barreiras ao comércio entre países por isso se houver falhas num, é difícil resolver a situação com medicamentos vindos de outro.

 

FOTOGRAFIA KATICAJ/ PIXABAY

Pedro Ferraz Gameiro é o novo coordenador nacional da Hospitalização Domiciliária

O governo nomeou, em despacho publicado a 3 de setembro, Pedro Ferraz Gameiro, assistente hospitalar de medicina física e de reabilitação na Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, para o cargo de coordenador nacional da Hospitalização Domiciliária.

O clínico será coadjuvado por uma equipa que conta com mais seis profissionais, oriundos da medicina, enfermagem e administração hospitalar.

A criação da coordenação nacional já estava estipulada por despacho de abril deste ano, e visa o incremento da atividade, o desenvolvimento de unidades no contexto dos Centros de Responsabilidade Integrada e o alargamento desta modalidade a todos os hospitais do SNS.

Inicialmente, tinha sido Delfim Rodrigues a assumir esta função, mas o seu falecimento, em maio, tornou necessário proceder à substituição.

O gabinete da ministra Ana Paula Martins irá acompanhar os trabalhos desenvolvidos pelo novo coordenador nacional.

Leiria: Hub de Inovação em Saúde vai ser requalificado

O Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) consignou uma empreitada de requalificação energética do Hub de Inovação em Saúde, situado no Campus 5, num investimento de 400 mil euros, financiado pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). A ideia é melhorar a eficiência e proporcionar melhores condições à comunidade académica

Com esta intervenção, o edifício passará de uma classificação energética de Classe C para uma classificação energética de Classe A, prevendo-se uma redução na ordem dos 50 % em termos de energia primária.

A empreitada, que deverá ficar concluída até final de 2025, compreende diversas vertentes de intervenção, nomeadamente a substituição de caldeiras, termoacumuladores e iluminação, contemplando ainda a produção de energia renovável através da instalação de painéis fotovoltaicos, com o objetivo de contribuir para soluções energéticas mais sustentáveis, detalha a unidade de ensino em comunicado.

Já no último ano letivo o Hub de Inovação em Saúde foi alvo de uma intervenção que compreendeu uma reabilitação geral do edifício, com vista à melhoria do conforto e à readaptação de espaços, permitindo uma otimização do seu funcionamento, nomeadamente a nível científico e pedagógico para a área da saúde.

Com cerca de 30 anos, o edifício do Campus 5 do Politécnico de Leiria acolheu a antiga Escola Superior de Enfermagem, que está na génese da ESSLei, tendo sido transformado, nos últimos anos, num Hub de Inovação em Saúde com múltiplas valências. Funcionam neste edifício o ciTechCare – Centro de Investigação em Tecnologias e Cuidados de Saúde, o aTOPLab – Laboratório Avançado de Produtos de Apoio e Saúde Ocupacional, o Centro de Simulação em Saúde (C2S), bem como os laboratórios de Biossinais, de Nutrição e Tecnologia Alimentar, e de Reabilitação Funcional e Atividade Física.

O edifício acolhe ainda os Serviços Médicos do Politécnico de Leiria que, através dos Serviços de Ação Social, disponibilizam à comunidade académica consultas em diversas especialidades com valores mais acessíveis.