Privados da saúde cresceram 45 % em dez anos

Estudo da Randstad Research apresenta uma radiografia ao mercado de trabalho no setor da saúde com base nos dados mais recentes do INE, Eurostat e IEFP. Emprego no setor da saúde humana e apoio social emprega hoje mais 11 % de pessoas do que em 2019

Os dados mostram que o mercado de trabalho na área da saúde vive um dos períodos de maior expansão da última década. O setor da saúde humana e apoio social empregava 524,5 mil pessoas no 2º trimestre de 2025, o que representa mais 51,9 mil postos de trabalho do que em 2019, um crescimento de 11 % em seis anos.

A subcategoria “atividades de saúde humana”, que inclui hospitais, clínicas e consultórios, continua a ser o principal motor do emprego na área da saúde, concentrando 62 % do total.

Entre 2021 e 2024 registou-se um crescimento constante de profissionais em todas as categorias: os médicos e médicos dentistas apresentaram o maior crescimento percentual (+9 %) indicando um investimento na especialização e nas áreas clínicas. Por sua vez, farmacêuticos e enfermeiros registaram crescimentos de 7 %, o que, embora seja percentualmente menor, representa o maior aumento em termos absolutos. Assim, em 2024 existiam 63.965 médicos, 85.499 enfermeiros, 10.786 farmacêuticos e 12.490 médicos dentistas.

O número de profissionais de saúde a trabalhar por conta própria (trabalhadores independentes) tem vindo sempre a aumentar desde 2010, e em particular depois de 2018, ascendendo a 35,2 mil pessoas em 2024. Este facto mostra a predominância deste tipo de vínculo no funcionamento do setor da saúde em Portugal, que depende cada vez mais de profissionais liberais (médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica).

O desemprego na área da saúde é residual e concentrado nos profissionais menos qualificados. Em agosto de 2025, estavam registadas 20.286 pessoas desempregadas na área da saúde, o equivalente a 6,7 % do desemprego nacional.

A saúde é o setor mais feminizado da economia portuguesa: 82 % dos profissionais são mulheres.

Maior parte do emprego no setor é oferecido pelos privados da saúde

O setor privado emprega 63,6 % do total dos profissionais da área da saúde (284,8 mil trabalhadores por conta de outrem). Já o setor público é responsável pelo emprego de 163,3 mil pessoas (36,4 % do emprego total do setor).  Isto evidencia que, embora o setor público seja crucial para a prestação de serviços de saúde em Portugal, a maior parte do emprego (referente apenas a Trabalhadores por Conta de Outrem) é oferecido por entidades privadas.

O número de empresas ligadas à saúde e apoio social continua a crescer e registou uma expansão significativa na última década. Em 2023, existiam 118.558 entidades do setor da saúde, mais 2,2 % do que no ano anterior e 45% acima do nível de 2013. Destas entidades, as que oferecem serviços na área da saúde humana representam 94,6% do total, mas o apoio social é o segmento que mais aumentou a base empresarial, impulsionado por microestruturas de proximidade e serviços domiciliários.

A remuneração média na área da saúde atingiu 1.978 euros em junho de 2025, mais 18,7% do que no ano anterior e 54,8 % acima dos valores registados em 2016.

IMAGEM: Elf-Moondance/ PIXABAY

ATEHP expressa agradecimento pela participação no Webinar ATEHP “Cadeias de Frio em Ambientes Hospitalares” – Parte I e II

A ATEHP, em colaboração com os associados Concessus e Vigie Solutions, realizou, nos passados dias 24 de setembro e 23 de outubro de 2025, os Webinars subordinados ao tema “Cadeias de Frio em Ambientes Hospitalares” – Parte I e II.

Estes eventos, que contaram com cerca de 45 participantes em simultâneo cada um, traduziram-se em mais um êxito de abordagem científica.

A realização deste tipo de seminários, inseridos no Ciclo de Webinars ATEHP – Inovação, tem permitido partilhar conhecimento sobre novas metodologias, inovação tecnológica e novos produtos.

Muito obrigado a todos os participantes!

 

 

Webinar ATEHP “Cadeias de Frio em Ambientes Hospitalares – Parte II”

Dando cumprimento ao Plano da Direção, no campo das Ações Formativas, a ATEHP decidiu organizar um Ciclo de Webinars com o intuito de lhe dar a conhecer novas tecnologias e/ou novos produtos.

Neste contexto, iremos realizar mais uma ação de formação online, em formato Webinar, subordinada ao tema “Cadeias de Frio em Ambientes Hospitalares – Parte II”, em colaboração com a associada Vigie Solutions, o qual terá lugar no próximo dia 23 de outubro pelas 14:30 horas, conforme programa: ( https://atehp.pt/wp-content/uploads/2025/10/Programa-Webinar-CADEIAS-DE-FRIO-23-de-OUT-de-2025-versao-1-.png ).

Neste Webinar serão abordados diversos temas referentes às cadeias de frio, tais como: manutenção, impacte ambiental e monitorização das cadeias de frio.

O Webinar terá uma duração de 90 minutos e contará com a participação do Eng.º Paulo Neto (Vigie Solutions), do Eng.º Alberto Adrego (ULS de Coimbra) e do Eng.º Michael Vaz (Vigie Solutions) enquanto oradores e com a presença do colega Eng.º Luís Marques, enquanto moderador.

Assim, convidamo-lo a assistir a mais esta ação de formação, sendo que a participação é gratuita.

A Organização disponibiliza, desde já, o link de acesso ao Webinar, através da plataforma Teams: ( https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_MTNkMGYyZWEtNWRiMC00ZmUwLWJlZjUtNWVhNjkzMzdkZmNi%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%2247265f69-43f2-438b-baa4-be0f95961999%22%2c%22Oid%22%3a%2243026158-b71f-46cb-bb90-c1bd92e7a52d%22%7d )

 

Organização:

ATEHP – Associação de Técnicos de Engenharia Hospitalar Portugueses

Abertura e apresentação do Ciclo de Webinars ATEHP
João Barranca, Presidente da Direção da ATEHP

Moderação / Coordenação
Luís Marques / Luís Duarte

Oradores/Colaboradores

Eng.º Paulo Neto
Vigie Solutions

Eng.º Alberto Adrego
ULS Coimbra

Eng.º Michael Vaz
Vigie Solutions

 

 

Oncologista portuguesa vai liderar comunicação de iniciativa europeia de combate ao cancro

A oncologista portuguesa Ana Varges Gomes foi nomeada para liderar a comunicação do consórcio EUnetCCC, colaboração europeia lançada na área da saúde no âmbito do Plano Europeu de Luta contra o Cancro

A European Network of Comprehensive Cancer Centres (EUnetCCC) é um consórcio que integra o Plano Europeu de Luta contra o Cancro e conta com mais de 160 organizações parceiras de 31 países, com o objetivo comum de melhorar a prevenção, o diagnóstico precoce, o tratamento e a qualidade de vida de doentes oncológicos e sobreviventes.

Ana Varges Gomes, médica oncologista na Unidade Local de Saúde do Algarve (ULSA), foi nomeada Líder do Work Package 2 – Comunicação. Caberá à especialista coordenar a estratégia europeia de comunicação e disseminação, assegurando o envolvimento, a visibilidade e a partilha eficaz de resultados entre todos os países participantes.

A EUnetCCC, financiada em 112 milhões de euros, incluindo 90 milhões de euros cofinanciados pela União Europeia, será oficialmente apresentada no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a 15 de outubro. A sua primeira Conferência Anual decorrerá em Paris, nos dias 6 e 7 de novembro, reunindo mais de 1.000 delegados de toda a Europa, onde será apresentado o primeiro White Paper do consórcio sobre governação, sustentabilidade e integração na União Europeia da Saúde.

Ana Varges Gomes é oncologista há mais de 15 anos, tendo desempenhado cargos de liderança em diversas organizações nacionais e internacionais ligadas ao cancro. Presidiu ao Conselho de Administração do CHUA e integrou vários comités europeus, incluindo a European Organisation for Research and Treatment of Cancer (EORTC) e a European Head and Neck Society (EHNS).

Publicado módulo inverno da resposta sazonal em saúde

A Direção-Geral da Saúde (DGS), em colaboração com a Direção-Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) publicou, a 30 de setembro, o Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – módulo inverno 2025, que reforça a necessidade de todos os serviços e estabelecimentos do SNS, setor privado e social implementarem planos de contingência 

O Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – módulo inverno é ativado em Portugal Continental entre 1 de outubro e 30 de abril e, eventualmente, noutros períodos, em função da avaliação de risco.

Os objetivos gerais passam pela redução do impacto do frio e das infeções respiratórias agudas sazonais na morbilidade e mortalidade, por assegurar o acesso aos cuidados em contextos de aumento da procura, e aumentar os níveis de literacia, com foco na prevenção da doença, proteção e promoção da saúde.

São também definidos objetivos específicos, como assegurar a vigilância genómica dos vírus respiratórios e acautelar o seu alargamento, se necessário, promover a atualização e implementação dos planos de contingência dos estabelecimentos, atingir níveis elevados de cobertura vacinal para a gripe sazonal, COVID19 e contra o Streptococcus pneumoniae e promover a identificação, a nível local, dos locais de abrigo temporário em articulação institucional (municípios, estruturas sociais, Proteção Civil, forças de segurança).

FOTO MARCELO LEAL/ UNSPLASH

Participação da ATEHP no 42º Congresso Nacional de Engenharia no Setor da Sanidade – Málaga 

A ATEHP marcou presença no prestigiado 42º Congreso Nacional de Ingeniería en el Sector de la Sanidad, realizado em Málaga, através do seu Presidente.

O evento, organizado pela AEIH – Asociación Española de Ingeniería Hospitalaria, proporcionou momentos de grande partilha de conhecimento e experiências no âmbito da engenharia hospitalar, destacando-se as discussões sobre inovação tecnológica e sustentabilidade no setor da saúde.

Continuamos comprometidos com a excelência, inovação e colaboração em prol da engenharia hospitalar!

Avançam cinco projetos-piloto de apoio domiciliário

Foi publicada a portaria que estabelece as condições para a criação e implementação de cinco projetos-piloto, em cinco regiões do país, de serviço de apoio domiciliário (SAD+Saúde)

O SAD+Saúde é uma resposta social diferenciada, de proximidade e base comunitária, que consiste na prestação articulada de um conjunto de serviços e de cuidados individualizados e personalizados de apoio social, em complementaridade, sempre que necessário, com cuidados de saúde prestados no domicílio. Destina-se a pessoas que, por dependência ou incapacidade, não estejam capazes de assegurar as suas necessidades básicas.

O conjunto de serviços a prestar inclui cuidados de higiene, confeção de alimentos no domicílio, apoio à toma da medicação, apoio psicossocial e higiene habitacional, entre outros.

Os projetos-piloto pressupõem o desenvolvimento de um mecanismo de acompanhamento e avaliação pelo ISS, I. P., e pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde que contemple os termos da operacionalização dos projetos nos territórios.

O processo envolve a elaboração de um Plano Individual de Cuidados pelo técnico de referência designado, com a participação do utente ou representante legal e em articulação com a equipa dos serviços locais de saúde. Esse plano deve conter o diagnóstico e relatório sociais sobre o acompanhamento e avaliação do impacto dos serviços e das atividades no desenvolvimento pessoal, familiar e social e das medidas de conforto e segurança a implantar no domicílio.

FOTO DOMINIK LANGE/ UNSPLASH

DGS publica livro azul sobre vacinação

No ano em que se assinalam os 60 anos do Programa Nacional de Vacinação, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica o Livro Azul de Vacinas: Programa Nacional de Vacinação e Outras Estratégias de Imunização

O Livro Azul de Vacinas tem como propósito dinamizar a informação sobre vacinas e imunoglobulinas, acompanhando o seu rápido desenvolvimento científico e tecnológico, bem como as mudanças da epidemiologia, em Portugal e no mundo. Trata-se de um documento colaborativo e em constante atualização, que permitirá ajustar em tempo real as recomendações de vacinação e imunização, integrando todas as estratégias nacionais de vacinação e imunização ao longo de todo o ciclo de vida.

O livro vai colher inspiração a exemplos como o “Green Book” do Reino Unido, resultando do trabalho interdisciplinar de peritos e parceiros institucionais.

Com capítulos em fase de produção, é possível enviar sugestões e comentários para [email protected].

O livro está disponível em https://www.dgs.pt/publicacoes/livro-azul-de-vacinas-programa-nacional-de-vacinacao-e-outras-estrategias-de-imunizacao.aspx

Doenças cérebro e cardiovasculares estarão em debate a 21 de novembro em Lisboa

Para assinalar o balanço dos últimos dez anos de transformação nos cuidados às doenças cérebro e cardiovasculares, a Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, organiza o evento “Doenças cérebro e cardiovasculares em Portugal – Progresso clínico e organizacional na última década: o que mudou”, a 21 de novembro de 2025, na Fundação Cidade de Lisboa

A sessão principal contará com um painel sobre as mudanças ocorridas na última década – na epidemiologia, na cardiologia, no diagnóstico e prevenção das doenças cerebrovasculares e na cardiologia pediátrica. Depois, será debatido o futuro da gestão em saúde cardiovascular, com temas como a transição digital na saúde cardiovascular e os registos clínicos e dados em saúde. Será também debatida a inovação em cirurgia cardíaca.

Para além da sessão principal, destacam-se os workshops. O primeiro será dedicado aos centros de responsabilidade integrada, com a abordagem das suas bases legais, o exemplo da cirurgia cardíaca em Coimbra e uma mesa-redonda sobre centros de referência e CRI. O segundo workshop será sobre dados em saúde e a forma de melhorar registos nacionais, abordando-se o caso da oncologia, do AVC e do papel da ciência de dados. O terceiro workshop será sobre a reabilitação, pretendendo-se discutir os modelos assistenciais para a próxima década.

 

Mais informação e inscrições em https://cerebrocardiovasculares.pt/programa/

Há mais de 220 mil euros para projetos de investigação em oncologia

Concurso lançado pelo National Cancer Hub-PT duplica o investimento em projetos de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (IC&IB) na área do cancro, num total de 221 978 euros

O concurso promovido pelo National Cancer Hub-PT (NCH-PT), entidade coordenada pela DGS através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), e pela Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB) recolheu 26 propostas, enquadradas em várias áreas temáticas, destacando-se a investigação e desenvolvimento (25%), assim como o diagnóstico e tratamento (21%) e a deteção precoce (21%).

Para a DGS, que divulgou em comunicado este resultado, a diversidade de candidaturas apresentadas reflete a importância de investir em projetos multidisciplinares, aliando a componente científica à capacitação e literacia, e a uma maior ligação à comunidade para reforçar a luta contra o cancro em Portugal.

São estes os três projetos aprovados para financiamento:

  • Identificação precoce da presença de doença cardiovascular em sobreviventes de cancro do pulmão – Universidade de Coimbra (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Henrique Girão (Coordenador do consórcio)
  • Exploração do modulador epigenético KDM4C para o tratamento do cancro da mama triplo negativo (TNBC) – Universidade do Minho (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Maria de Fátima Monginho Baltazar (Coordenador do consórcio)
  • Explorar a IA para descobrir biomarcadores de estilo de vida e de microbioma no Cancro Colorretal em idade jovem – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (Instituição Proponente (que lidera o consórcio) – Ana Santos Almeida (Coordenador do consórcio)

Está previsto o lançamento de uma terceira edição do concurso NCH-PT no próximo ano, prevendo-se a publicação do anúncio oficial no decorrer do primeiro trimestre de 2026.

 

Foto: LUVQS/ PIXABAY