Lançada consulta pública sobre avaliação de dispositivos médicos

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública, disponível até 25 de junho, sobre avaliações clínicas conjuntas de dispositivos médicos e dispositivos para diagnóstico in vitro

A consulta pública está focada no último ato para adoção ao abrigo do Regulamento relativo à avaliação das tecnologias de saúde, que irá completar o quadro legislativo necessário á sua aplicação. Entretanto, foi também aberto, até 30 de junho, o segundo período de submissão para consultas científicas conjuntas ao abrigo do mesmo regulamento.

Estas consultas irão permitir aos fabricantes de tecnologia médica a consulta do planeamento dos seus estudos e investigações sobre uma tecnologia de saúde, tendo em conta a informação e evidência necessária para uma avaliação clínica conjunta subsequente.

Já foram também publicadas as orientações para as consultas científicas conjuntas de dispositivos médicos e dispositivos médicos para diagnóstico in vitro, disponíveis aqui.

 

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Aveiro vai ter novo laboratório de Engenharia Biomédica

Chama-se BIOMEDIC Lab e é um novo laboratório de ensino, experimentação e criatividade dedicado ao ensino e à prática inovadora da Engenharia Biomédica na Universidade de Aveiro (UA)

Localizado no Departamento de Física (DFis), o laboratório vai contribuir para o reforço da formação em engenharia biomédica na UA, tendo sido patrocinado pela Sword Health, empresa de terapias digitais na área da saúde. Com este novo espaço, pretende-se também dar um passo na consolidação da UA como referência internacional na área da Engenharia Biomédica, sendo que já está no top 100 mundial em produtividade e qualidade de investigação (ShanghaiRanking’s Global Ranking of Academic Subjects (Shanghai GRAS) na sua edição de 2024, que envolveu 1900 universidades de 96 países). A nível nacional, lidera nesta área disciplinar.

Conforme explica a UA em comunicado, o BIOMEDIC Lab surge como uma plataforma transversal aos três ciclos de formação em Engenharia Biomédica — licenciatura, mestrado e doutoramento — promovendo uma ligação dinâmica entre ensino, investigação e aplicação tecnológica. O espaço promete um ensino inovador capaz de responder aos atuais desafios pedagógicos, bem como o desenvolvimento de projetos e protótipos que respondam a desafios reais dos cuidados de saúde, colocando o conhecimento científico ao serviço da sociedade.

Segundo João Miguel Dias, diretor do Departamento de Física, citado no comunicado, “este laboratório será um catalisador para o desenvolvimento de competências, inovação e colaboração multidisciplinar, reforçando o nosso compromisso com um ensino de excelência e com a missão de transformar conhecimento em bem-estar”.

Associação apela a solução para resíduos cortoperfurantes

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) aproveitou o Dia Mundial do Ambiente, que se assinalou a 5 de junho, para reforçar a necessidade de colocar em prática o regime de responsabilidade alargada do produtor de resíduos com agulhas e descartáveis não recicláveis e pede respostas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), à Direção Geral da Saúde (DGS) e à Apifarma.

Em Portugal, calcula-se que existam mais de um milhão de pessoas com diabetes, que diariamente utilizam produtos perfurantes. Em causa estão agulhas, lancetas, tiras reativas, cateteres e sensores, usados para monitorizar e tratar a diabetes mellitus que diariamente acabam no lixo doméstico devido à falta de uma rede de recolha e gestão deste tipo de resíduos.

“Diariamente, uma franja considerável da população recorre a dispositivos que, se não forem corretamente descartados, representam um enorme risco para a saúde pública. Mais uma vez, são aprovados decretos, mas a sua concretização fica adiada. É urgente colocar em prática um sistema que garanta a recolha e destruição destes resíduos não recicláveis”, alerta José Manuel Boavida, presidente da APDP, citado em comunicado da associação.

“Os sensores da diabetes mudam-se a cada 15 dias, os cateteres das bombas de insulina a cada três, já para não falar na quantidade de agulhas e lancetas que uma pessoa com diabetes usa – isto é uma quantidade de lixo enorme. No entanto, estamos no final do primeiro semestre do ano e nada foi feito!”, remata José Manuel Boavida, lamentando a inação da APA, da DGS e da Apifarma: “Como isto não é para reciclar, é para incinerar, há um custo, e a solução que propomos é que a indústria farmacêutica seja a responsável por este pagamento e que a Apifarma seja a interlocutora, através do grupo de trabalho já existente.”

A iniciativa “Seringas só no agulhão” foi criada em 2019 pela Associação Farmácias de Portugal (AFP) tem consistido em oferecer contentores de 30 litros, os “agulhões”, às farmácias associadas. Isto é possível mediante a celebração de um protocolo que prevê o pagamento direto à Ambimed, empresa especializada neste tipo de resíduos, dos custos de recolha e tratamento dos materiais cortantes e perfurantes com resíduos biológicos.

“No entanto, este é um projeto que chega a apenas 204 farmácias aderentes, num universo de mais de três mil farmácias e sem garantia da sua continuidade. Neste momento, e apesar dos esforços de farmácias como a da APDP, a resposta continua a ficar muito aquém do necessário. Um contentor de 30 litros por mês, no nosso caso, é claramente insuficiente”, lamenta Filipa Cabral, diretora técnica da farmácia da APDP.

“Neste momento, o mais próximo de uma solução que conseguimos dar às pessoas é meterem as agulhas, seringas e lancetas em garrafas de plástico antes de as colocarem no lixo geral, porque não têm alternativa. Mas isto está longe de poder ser uma solução, pois não é ecológica nem garante a segurança das pessoas”, acrescenta.

A APDP saúda ainda o apoio da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, que tem acompanhado a situação e manifestado disponibilidade para colaborar na implementação de um sistema de recolha de resíduos de autocuidados. “Sabemos que a ZERO tem trabalhado para que a legislação seja publicada e esta situação seja resolvida. E esperamos que esta colaboração possa acelerar a criação de uma solução eficaz e abrangente”, remata Filipa Cabral.

O Decreto-Lei n.º 24/2024, de 26 de Março, prevê a criação de um novo regime de responsabilidade alargada ao produtor (RAP) para os resíduos de autocuidados de saúde, como agulhas e lancetas e equipamentos de autodiagnóstico, monitorização ou de administração de medicamento. Esta legislação estabelece que, até 31 de dezembro de 2030, a recolha deverá abranger, pelo menos, 75% dos resíduos de autocuidados de saúde colocados anualmente no mercado.

 

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Como a Inteligência Artificial pode ajudar no controlo do cancro do pulmão

No âmbito do projeto SPIRABENE, o Instituto Fraunhofer para a Medicina Digital desenvolveu um software baseado em deep learning que possibilita a deteção, nos exames de TAC, de alterações nos tumores do pulmão relacionadas com a doença e o tratamento, com maior velocidade e rigor.

A comparação entre exames de TAC pode ser uma tarefa complexa e demorada. Por isso, estabelecer correspondências anatómicas automáticas é importante.

De forma a otimizar diagnósticos e facilitar a prática clínica, o projeto, desenvolvido com a colaboração do Centro Médico Universitário de Mainz e financiado pelo governo alemão, está centrado na Inteligência Artificial: “Desenvolvemos um programa de software baseado em deep-learning que torna possível localizar e medir lesões no pulmão com maior precisão num espaço de tempo muito curto, além de potenciar a deteção de potenciais novas lesões”, segundo explicou o investigador Jan Moltz, do Instituto Fraunhofer, em comunicado daquela instituição.

Com o recurso à Inteligência Artificial, é possível detetar 11 % mais tumores em comparação com o método tradicional, de acordo com o comunicado.

A tecnologia de processamento de imagem foi concebida para ser integrada e usada diretamente na infraestrutura clínica. O software já foi avaliado e testado em contexto clínico e poderá, segundo os investigadores, ser usado brevemente e contexto real.

Há um novo portal para profissionais de saúde

Chama-se SCUBO é a porta de entrada para o ecossistema dos produtos e aplicações da SPMS. Está disponível desde 27 de maio

O objetivo no novo serviço é garantir um acesso rápido e eficiente à informação necessária para a sua atividade e tomada de decisão, conforme detalha a SPMS no seu website.

O portal agrega informação e centraliza o acesso, rápido e simples, aos produtos e aplicações desenvolvidas pela SPMS e que os profissionais necessitam no dia a dia.

Com o SCUBO, disponibiliza-se num único local a visibilidade sobre várias aplicações, com acesso rápido a produtos favoritos, release notes, guias e manuais, destaques e, ainda, uma área para gestão pessoal.

Com esta primeira versão, a SPMS procura reforçar o caminho para uma experiência individualizada e centrada no profissional da saúde, que pode ser adaptada a cada contexto da sua atividade.

O portal SCUBO continuará a evoluir com base nas sugestões dos utilizadores, no sentido da melhoria da experiência do profissional e da possibilidade de personalização.

OMS recomenda vacina contra vírus sincicial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, a 30 de maio, a sua primeira tomada de posição sobre imunização contra o vírus sincicial respiratório, e recomenda uma vacina para grávidas e um anticorpo monoclonal

Publicada na Weekly Epidemiological Record (WER), esta tomada de posição é uma recomendação de dois produtos: uma vacina materna que pode ser administrada às grávidas durante o terceiro trimestre para proteger a criança e um anticorpo monoclonal de atuação prolongada que pode ser administrado às crianças logo a partir do nascimento, imediatamente antes ou durante a época do vírus.

A vacina pode ser administrada a partir da 28ª semana de gravidez, para otimizar a adequada transferência de anticorpos para o feto. Pode ser dada numa consulta de rotina pré-natal.

O anticorpo para crianças, nirsevimab, pode ser administrado como uma única injeção de anticorpos monoclonais que começa a proteger os bebés uma semana após a administração e tem uma duração de pelo menos cinco meses, suficiente para cobrir a época do vírus sincicial nos países onde existe sazonalidade.

A OMS recomenda que as crianças recebam uma dose única logo após o nascimento ou após a alta. Se não for administrado aquando do nascimento, o anticorpo pode ser dado durante o primeiro controlo de saúde da criança. Se um país decide administrar o produto só durante a época do vírus, e não ao longo do ano, pode ser dada uma dose única a crianças mais velhas antes da entrada na sua primeira época do vírus.

O maior impacto contra formas graves da doença será alcançado com a administração antes dos seis meses de idade, mas há um benefício potencial para crianças até um ano.

“O vírus sincicial respiratório é um vírus extremamente infecioso que infeta pessoas de todas as idades, mas é especialmente perigoso para crianças, em particular para as que nascem prematuramente, quando estão mais vulneráveis à doença severa”, frisou, citada em comunicado da OMS, Kate O’Brien, diretora de Imunização, Vacinas e Biológicas da OMS. “Os produtos recomendados podem transformar a luta contra a doença severa, reduzindo dramaticamente as hospitalizações, mortes, e em última análise salvando muitas vidas infantis a nível global”, alertou a especialista.

 

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ATEHP e AEIH assinam protocolo

Foi assinado no dia 22 de Maio de 2025 um protocolo de colaboração entre a ATEHP e a sua congénere espanhola, a AEIH- Asociación Espanola de Ingeniería Hospitalaria. Este protocolo visa uma partilha de conhecimento, de experiências e informação, bem como, a realização de eventos em conjunto visando a partilha da realidade portuguesa e espanhola.

Açores: DGS vai alinhar programas nacionais e regionais

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Direção Regional da Saúde dos Açores vão assinar um Acordo Geral de Colaboração que visa alinhar Programas Nacionais e Regionais de Saúde. Destaque para redução da mortalidade infantil, prevenção da obesidade e redução do consumo de tabaco

 

Este acordo é assinado por ocasião de mais uma iniciativa do “Plano Nacional de Saúde (PNS) 2030 em Movimento”, que faz a sua primeira paragem fora do território continental, na Região Autónoma dos Açores, a 29 de maio de 2025 em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira.

Este evento assinala a integração plena das Regiões Autónomas no roteiro nacional por uma saúde sustentável, ao encontro das Pessoas, naquela que é também a primeira visita oficial da Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, à Região Autónoma dos Açores, lembra a DGS em comunicado.

Sob o tema geral do PNS 2030 e da construção de uma Saúde Sustentável, o evento evidencia a importância de estratégias e ações em prioridades partilhadas com o Plano Regional de Saúde dos Açores 2030, como:

•             a redução da mortalidade infantil, com intervenções dirigidas à melhoria de cuidados de saúde materno-infantis, com foco nos primeiros 1000 dias de vida;

•             a prevenção da obesidade, através da promoção da alimentação saudável e do acesso à prática de atividade física regular;

•             a redução do consumo de tabaco, com políticas promotoras de ambientes livre de fumo e o apoio à cessação tabágica.

O PNS 2030 é um projeto estratégico para a década, com a ambição de gerar mais vida e melhor saúde, alinhado com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

 

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Abertas candidaturas para laboratórios de referência de saúde pública

Regulamento europeu de 2022 sobre ameaças à saúde pública previa a criação de laboratórios europeus de referência de saúde pública. Esta é a terceira ronda de candidaturas, e refere-se a vírus respiratórios

 

Estes laboratórios na área da saúde pública proporcionam apoio aos laboratórios de referência na promoção de boas práticas e alinhamento dos estados-membros numa base voluntária de diagnóstico, métodos de testagem e recurso a certos testes para uma vigilância, notificação e reporte de doenças uniformizada.

Os vírus a priorizar serão o Influenza, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório, sem prejuízo de poder ser solicitado aos laboratórios algum trabalho em função de outros vírus com potencial epidémico ou pandémico.

As candidaturas estão abertas até 17 de setembro e devem ser submetidas através de formulário próprio.

No dia 11 de junho, terá lugar um webinar para laboratórios com interesse na candidatura.

 

Mais informação em https://health.ec.europa.eu/consultations/eu-reference-laboratories-public-health-2025-calls-applications_en

 

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PAMDAS 2025 – Submissão de resumos até 7 de junho – International Congress on Physical Asset Management and Data Science

 

O prazo para submissão de resumos do PAMDAS 2025 foi estendido até 7 de junho de 2025.

Mais informações e submissão de resumos/artigos: https://pamdas.rcm2.pt/event/1/

O Dr. Diego Galar,  Full Professor of Condition Monitoring na Luleå Technical University (LTU), na Suécia, será keynote speaker.

O PAMDAS 2025 é um fórum para investigadores e outros profissionais se encontrarem, partilharem os seus trabalhos e se ligarem a colegas interessados ​​nos desafios e oportunidades na área da Gestão de Ativos Físicos, Ciência de Dados e áreas afins.

As atas serão publicadas em formato digital, num documento com ISSN. Os artigos selecionados serão também convidados a submeter versões alargadas para a Edição Especial da revista Algorithms sobre Algoritmos de Aprendizagem Automática e Otimização na Transição Digital https://www.mdpi.com/journal/algorithms/special_issues/D5RSIVP8W2

Vão ser atribuídos também prémios de Best Paper, Best Student Paper e Certificate of Merit.

O âmbito dos artigos do PAMDAS 2025 inclui, entre outras, as seguintes áreas:

* Aplicações da Inteligência Artificial
* Gestão de Ativos
* Manutenção Industrial e Hospitalar
* Sistemas de Informação para a Manutenção
* Fiabilidade
* Deteção e Previsão de Avarias
* Sistemas Difusos
* Sistemas Periciais
* Análise de Dados
* Recolha de Dados
* Engenharia de Dados
* Filtragem de Dados
* Governação de Dados
* Gestão de Dados
* Mineração de Dados
* Processamento de Dados
* Ciência de Dados
* Visualização de Dados
* Aprendizagem Profunda
* Transição Digital
* Gémeos Digitais
* Ciência de Dados
* Extração de Conhecimento
* Aprendizagem Computacional
* Manutenção Preditiva
* Otimização de Processos
* Controlo de Qualidade
* Sensores
* Simulação

Mais informações e submissão: https://pamdas.rcm2.pt/event/1/