Webinar ATEHP / Garantia de cadeia de frio e Manutenção – Parte I

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A ATEHP – Associação de Técnicos de Engenharia Hospitalar Portugueses irá retomar a realização de webinares e tem o prazer de convidá-lo(a) para o primeiro evento desta nova série, que terá lugar no próximo dia 24 de setembro.

O tema desta sessão será: Garantia de cadeia de frio e Manutenção – Parte I.

Este evento será uma excelente oportunidade para aprofundar conhecimentos, partilhar experiências e debater temas atuais e relevantes no âmbito da engenharia hospitalar e da gestão de infraestruturas de saúde.

🗓️ Data: 24 de setembro
📍 Local: Plataforma online (o link será enviado após a inscrição)

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia (brevemente disponível).

Contamos com a sua presença!
Organização: ATEHP

Mais doentes a aguardar cirurgia vão poder ser transferidos para o setor social e privado

Regime excecional de incentivos que permitia a transferência de doentes do público para unidades do setor social e privado vigorava até 31 de agosto. Passa agora a vigorar “até que se verifique a integral implementação do Sistema Nacional de Acesso à Consulta e Cirurgia (SINACC)”

A Portaria publicada a 18 de julho retira a data-limite para a aplicação do regime de incentivos que permite a transferência de doentes dos hospitais públicos para o setor social e privado, passando a determinar que vigore até à plena implementação do SINACC. É a única alteração ao regime criado em novembro do ano passado, que determinava que as entidades dos setores social e privado identificassem os utentes que pretendem integrar nos seus programas cirúrgicos. O plano não permite a elegibilidade de utentes classificados como intransferíveis no Hospital de Origem na data de criação da lista inicial e não há lugar à emissão de vales cirúrgicos para os utentes que integrarem esta lista. As entidades que integrarem o plano, designados como Hospitais de Destino selecionam os utentes a intervencionar dando prioridade aos utentes com maior tempo de espera para cirurgia.

O governo justifica o alargamento com o facto de o SINACC ainda não se encontrar preparado e estabilizado para entrar em produção, devido à “complexidade associada à conceção e desenvolvimento do programa”.

FOTO BOHANG LEE/ UNSPLASH

Plataforma para reduzir sobreutilização das urgências

HUMAI – High Users Management with AI visa a criação de uma plataforma digital inteligente e preditiva que permita identificar atempadamente os utentes que mais recorrem às urgências e que têm maior risco de se tornarem utilizadores frequentes

 

A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT e o Value for Health CoLAB estão a desenvolver um projeto de investigação que vai combinar Inteligência Artificial (IA) e dados reais numa plataforma. HUMAI é um projeto nacional que integra tecnologia e saúde, gerando impacto social ao enfrentar um dos maiores desafios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – a sobreutilização dos serviços de urgência por parte de utilizadores frequentes.

Através de soluções personalizadas pretende-se promover uma gestão da prestação de cuidados de saúde mais eficiente e centrada no doente.

Em comunicado, as entidades envolvidas informam que o projeto dá continuidade ao trabalho já iniciado pelo Grupo de Resolução de Utilizadores Muito Frequentes (GRHU), uma parceria que nasceu em 2016, entre o Hospital Garcia de Orta e o Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal e que obteve resultados significativos: menos 51 % de episódios de urgência e internamentos de utentes frequentes e uma redução de 44 % nos custos associados ao acompanhamento destes utentes, segundo balanço realizado em 2021.

A partir deste conhecimento acumulado, o HUMAI pretende agora escalar a solução a nível nacional, através de algoritmos preditivos e ciência de dados, criando um modelo replicável noutras unidades do SNS. A plataforma contará com o apoio de equipas multidisciplinares e vai integrar dados clínicos, com o objetivo de tornar o SNS mais eficiente, sustentável e focado nas necessidades reais das pessoas.

“O GRHU tem apresentado um impacto muito positivo ao longo destes anos e com este novo projeto poderá ver aumentada a sua eficácia. Estamos convictos que o HUMAI, atuando de forma preventiva, permitirá melhorar ainda mais os cuidados prestados aos nossos utentes e otimizar a resposta do Serviço de Urgência Geral do Hospital Garcia de Orta, promovendo ganhos em saúde”, sublinha Pedro Correia Azevedo, Presidente do Conselho de Administração da ULSAS, citado no comunicado.

O HUMAI é financiado no âmbito do programa da União Europeia – NextGenerationEU através do investimento RE-C05-i08 – “Ciência Mais Digital” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Call Artificial Intelligence, Data Science and Cybersecurity of relevance to Public Administration, promovida pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

FOTO ERIEL EZEQUIEL REYES SAVIÑON/ UNSPLASH

Investigadores do INESC TEC propõem método de diagnóstico de cancro mais rápido

Em causa está o recurso à inteligência artificial para tornar os diagnósticos moleculares mais precisos e rápidos, facilitando o início de tratamentos personalizados

Uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Netherlands Cancer Institute (NKI) e do IMP Diagnostics acabam de publicar na npj Digital Medicine (uma publicação do grupo Nature) um estudo relevante para o futuro do diagnóstico em cancro da mama. Em causa está a análise de vários trabalhos de coloração virtual, que recorrem a técnicas avançadas de inteligência artificial (IA) e poderão permitir aos profissionais de saúde tornar os diagnósticos moleculares mais precisos e rápidos, facilitando o início de tratamentos personalizados, o que traz benefícios evidentes para doentes oncológicos com cancro da mama.

Segundo os dados da Liga Portuguesa contra o Cancro, citados no comunicado do INESC TEC, são diagnosticados, anualmente, cerca de 9 mil novos casos de cancro da mama em Portugal. O diagnóstico envolve várias etapas que pretendem, tanto quanto possível, detetar a doença precocemente, confirmar a presença de tumores malignos e adequar o tratamento. É neste processo que é feita, desde logo, a análise do tecido, utilizando a denominada coloração Hematoxilina e Eosina (H&E), que é o passo inicial para se perceber a morfologia do tecido, mas não os biomarcadores moleculares.

Uma das formas mais usadas para identificar esses biomarcadores em cancro da mama é através da técnica imunohistoquímica (IHQ) que permite verificar se certos recetores ou proteínas estão presentes em células tumorais. Isto ajuda a determinar o tipo de cancro e a orientar o tratamento, mas exige vários cortes de tecidos consecutivos e requer várias horas de preparação e análise.

A equipa de investigadores do INESC TEC, do NKI e do IMP Diagnostics decidiu explorar esta nova abordagem – a coloração virtual – que recorre a técnicas avançadas de inteligência artificial como forma de usar apenas uma amostra de tecido com coloração H&E para transformar virtualmente essa imagem em IHQ, sem ser necessário o processo físico de coloração.

“Este novo estudo apresenta uma revisão abrangente das técnicas mais atuais para gerar estas colorações virtuais. Além de explicar as principais abordagens utilizadas, também realizámos um estudo comparativo inédito, avaliando o desempenho dos diferentes modelos de IA em dois conjuntos de dados públicos utilizados em investigação sobre cancro da mama”, explica Jaime Cardoso, investigador do INESC TEC, citado no comunicado.

O artigo “H&E to IHC virtual staining methods in breast cancer: an overview and benchmarking” pode ser consultado em  https://www.nature.com/articles/s41746-025-01741-9.

 

FOTO MARIJANA1/ PIXABAY

Investigadores desenvolvem bioplástico com propriedades antibacterianas para uso hospitalar

O projeto Natural-based antibacterial bioplastics: a synergic and sustainable approach for surface photo-decontamination (PhotoBioSyn) combina ácido polilático (PLA) – um bioplástico biodegradável obtido a partir de biomassa – com curcumina, um composto natural extraído da raiz da curcuma (açafrão-da-índia), resultando num material com ação antibacteriana quando ativado pela luz

 

Um grupo de investigadores do Centro de Química de Coimbra (CQC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, está a desenvolver uma solução que alia sustentabilidade ambiental ao combate de infeções hospitalares, resultantes de bactérias multirresistentes.

“Estamos a criar uma alternativa sustentável aos plásticos hospitalares tradicionais, que representam cerca de 70 % dos resíduos e são um dos principais vetores de contaminação por bactérias multirresistentes. Os resultados preliminares são promissores, uma vez que estes bioplásticos fotossensíveis foram capazes de inativar bactérias multirresistentes, após um tempo curto de exposição à luz”, revela Rafael Aroso, investigador do Laboratório de Catálise e Química Fina (C&FC) e coordenador do projeto, citado em comunicado.

Atualmente, uma equipa liderada por Mariette Pereira, coordenadora do laboratório C&FC, está a trabalhar na escalabilidade do processo para produção industrial em colaboração com as empresas Bio4Plas e Periplast, bem como o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), com financiamento no âmbito do PRR. O objetivo final é oferecer ao mercado hospitalar um produto biodegradável, funcional e economicamente viável.

“Além do impacto ambiental, esta solução poderá ter um impacto significativo na saúde pública, contribuindo para a redução de infeções hospitalares, que afetam milhões de pessoas por ano na Europa», conclui o especialista.

A equipa do projeto PhotoBioSyn contou com os investigadores Rui Carrilho, Fábio Rodrigues, Madalena Silva e João Baptista, do CQC, e Gabriela Silva, professora da Faculdade de Farmácia da UC e investigadora do CNC.

DGS e Ordem dos Médicos iniciam curso de Auditorias Clínicas

A Direção-Geral da Saúde (DGS), em colaboração com a Ordem dos Médicos, deu início ao Curso de Auditorias Clínicas, no âmbito do Protocolo de Cooperação entre ambas as instituições

O objetivo, esclarece a DGS em comunicado, é fortalecer a cultura de auditoria clínica, promovendo a melhoria contínua da qualidade e segurança na utilização de radiações ionizantes nas práticas médicas nas unidades de saúde que utilizam radiações ionizantes, de acordo com a Recomendação da Comissão Europeia de 18 de abril de 2024 e a Diretiva Europeia 2013/59/Euratom.

Dirigido a médicos das especialidades que utilizam aplicações médicas de radiação ionizante, nomeadamente radiologia, medicina nuclear e radioncologia, as primeiras ações decorreram no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e Porto, respetivamente, desde maio de 2025.

A próxima sessão será no IPO de Coimbra em outubro de 2025, seguindo-se as Unidades Locais de Saúde dos Hospitais Universitários de Santa Maria, Coimbra, Santo António e São João, estando previsto a realização das mesmas até março de 2026.

O curso enquadra-se nas competências atribuídas ao Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), nos termos do Despacho n.º 7275/2022, de 7 de junho, que prevê, entre outras atribuições, a promoção da qualidade e da equidade no acesso aos cuidados oncológicos, bem como o reforço da articulação da rede oncológica nacional e implementação de iniciativas europeias.

FOTO STOCKSNAP/ PIXABAY

ECDC sugere medidas individuais e comunitárias de proteção contra mosquitos

Usar roupas que cubram todo o corpo durante o pico de atividade dos mosquitos ou aplicar larvicidas em massas de água são algumas das medidas que o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) sugere para reduzir riscos associados a vetores, no âmbito de um programa de atualizações semanais sobre vigilância.

Com a Europa a entrar na época do mosquito, o ECDC lança hoje uma série de atualizações semanais de vigilância para ajudar as autoridades de saúde pública a monitorizar doenças transmitidas por mosquitos de forma atempada. Os relatórios vão abranger chikungunya, dengue, Zika e vírus do Nilo Ocidental.

O objetivo destas atualizações é potenciar uma resposta mais rápida e também reforçar a coordenação entre países. Ao proporcionar dados epidemiológicos consistentes e praticamente em tempo real, as atualizações podem servir de base informativa para estratégias de controlo nacionais e regionais, especialmente agora que a Europa enfrenta épocas do mosquito mais intensas por causa das alterações climáticas.

Os vetores mais preocupantes atualmente na Europa são o Aedes albopictus, que pode transmitir dengue, chikungunya e Zika, Aedes aegypti, potencial vetor para a febre amarela, e Culex pipiens, que transmite vírus do Nilo Ocidental. O Aedes aegypti, por exemplo, já esteve eliminado da Europa, mas ressurgiu em Chipre. O ano passado, foram reportados 304 casos de dengue adquirida localmente na Europa, o que revela uma tendência de crescimento face aos 130 casos de 2023 e 71 de 2022. Já em 2025, França reportou seis surtos de vírus de chikungunya adquiridos localmente, com sintomas a despontar em maio e junho, uma altura muito precoce.

As medidas de segurança individuais indicadas pelo ECDC incluem a aplicação de repelente na pele exposta, usar manga comprida e calças especialmente ao entardecer e de madrugada, quando os mosquitos estão mais ativos, ou usar redes mosquiteiras sobre a cama. Quem regressar de zonas onde estas doenças circulam deve manter as precauções durante pelo menos mais três semanas para evitar introduzir vírus em zonas onde há vetores presentes. No que respeita ao ambiente e à comunidade, recomenda-se remover a água estagnada de canteiros, baldes e caleiras para limitar condições favoráveis à reprodução. Em massas de água maiores, podem ser usados larvicidas, e também adulticidas quando há surtos ativos, considerando sempre o impacte ambiental.

 

FOTO: NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES/ UNSPLASH

Aliança para as Vacinas quer chegar a 500 milhões de crianças vacinadas até 2030

A União Europeia reuniu a 25 de junho com a Aliança para as Vacinas (GAVI) para assumir novos compromissos e objetivos de vacinação.

O encontro juntou doadores, responsáveis governamentais, organizações parceiras, fabricantes de vacinas e representantes da sociedade civil.

O objetivo é chegar a um orçamento de 10,2 mil milhões de euros para o período de 2026-2030, pelo que os doadores de 7,7 mil milhões. No caso da EU e dos estados-membros, o investimento será de 2 mil milhões.

Para além do financiamento, foram assumidos objetivos estratégicos para o período 2026-2030, nomeadamente expandir o programa de vacinas e investir em stocks de emergência para prevenir falhas em caso de surto, assegurar acesso a vacinas para os países mais pobres numa futura crise de saúde e apoiar a produção local de vacinas através de parcerias regionais.

A União Europeia firmou a primeira parceria com a GAVI em 2003 para reforçar os sistemas globais de saúde e a colaboração manteve-se desde então.

FOTO HEUNGSOON/ PIXABAY

Candidaturas ao Prémio Inovação em Saúde até 30 de junho

Encerram a 30 de junho as candidaturas ao Prémio Inovação em Saúde, uma iniciativa destinada a entidades e pessoas singulares que desenvolvam projetos dedicados à Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Económica, Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade na Transformação Digital. Este ano, a iniciativa versa sobre Inteligência Artificial e abre-se também a estudantes do ensino superior.

“Inovação em Saúde: Todos pela Sustentabilidade” é o tema da iniciativa que visa distinguir projetos inovadores na área da Saúde dedicados à Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Económica, Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade na Transformação Digital.

O Prémio tem como objetivo fomentar a inovação em saúde sustentável, promover a introdução de tecnologias e processos inovadores na investigação e prática clínicas, reforçar a aproximação à academia e divulgar boas práticas.

A novidade desta edição é o convite dirigido aos estudantes do ensino superior para participarem em qualquer uma das quatro categorias do prémio. Para isso, será criado um painel de avaliação exclusivo para estas candidaturas, com o objetivo de incentivar os jovens a desenvolverem soluções inovadoras e sustentáveis que contribuam de forma sustentável para o futuro da saúde.

A edição deste ano é dedicada à “Inteligência Artificial aplicada à Saúde”.

Em 2024, na primeira edição, foram distinguidos quatro vencedores e três menções honrosas.

O regulamento está disponível em https://premioinovacaosaude.pt/

 

FOTO JARMOLUK/ PIXABAY

Projeto sobre endometriose distinguido com bolsa de investigação

Médicas da ULS de Braga receberam financiamento para investigar fisiopatologia da endometriose

O projeto de investigação “Decoding Endometriosis Metabolism: would Glycolytic pathway be the solution for an ancestral enigma?”, desenvolvido por Cristina Nogueira Silva, Médica de Ginecologia e Obstetrícia da ULS Braga, em colaboração com Catarina Sobral, Médica Interna de Ginecologia e Obstetrícia da mesma unidade, foi distinguido com a Bolsa de Investigação da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG).

Este projeto inovador e de natureza translacional pretende lançar nova luz sobre a endometriose, uma doença ginecológica crónica que afeta pelo menos 10% das mulheres em idade reprodutiva – embora os especialistas considerem que o número real será muito superior devido ao subdiagnóstico. Estima-se que 190 milhões de mulheres em todo o mundo vivam com esta condição, cujos sintomas têm um impacto profundo na saúde física e mental, bem como na vida social, profissional e na fertilidade.

“Apesar da sua prevalência e impacto, a fisiopatologia da endometriose continua a não estar totalmente esclarecida, o que tem dificultado o desenvolvimento de tratamentos verdadeiramente direcionados”, explica Cristina Nogueira Silva, citada em comunicado da unidade de saúde.

A investigação agora premiada procura justamente preencher essa lacuna, explorando as alterações no metabolismo da glicose associadas à endometriose – alterações essas que, de forma intrigante, se assemelham ao chamado “efeito Warburg” descrito em certos tipos de cancro.

O estudo, que envolve também investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, e conta com a colaboração de profissionais do Hospital da Luz Lisboa e Hospital da Luz Arrábida, propõe-se a identificar as principais vias metabólicas alteradas no tecido endometriótico; comparar amostras de tecido endometriótico e endométrio saudável, colhidas em contexto clínico, de modo a identificar diferenças específicas, estudar a expressão de proteínas envolvidas no metabolismo da glicose e correlacionar esses dados com os perfis clínicos das doentes e avaliar o potencial terapêutico de medicamentos que atuem sobre estas vias metabólicas, à semelhança do que já acontece em algumas abordagens oncológicas.

Com esta investigação, Cristina Nogueira da Silva espera que seja possível “encontrar novos biomarcadores para diagnóstico precoce” e também “abrir caminho a tratamentos mais eficazes e personalizados”.