EU4Health em consulta até 30 de setembro

A União Europeia quer ouvir os stakeholders da Saúde sobre as futuras prioridades, orientações e necessidades do programa EU4Health até 30 de setembro

 

O programa EU4Health foi adotado em resposta à pandemia de COVID-19 e para reforçar a preparação para crises de saúde no espaço europeu. Tem o objetivo de melhorar a saúde e prevenir a doença, promover o acesso a produtos medicinais e dispositivos médicos e fortalecer os sistemas de saúde.

A Comissão Europeia convida agora as autoridades de saúde dos Estados-Membros a partilhar as suas perspetivas relativamente ao programa de trabalho de 2026.

É possível aceder à consulta em https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/EU4HealthSurveyFor2026

 

SPMS e dentistas debatem transformação digital na saúde oral

A SPMS acolheu a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), para discutir a digitalização da saúde oral, no dia 1 de agosto, em Lisboa

 

A agenda de trabalho, fez saber a SPMS em comunicado, foi marcada pelo projeto do Registo de Saúde Eletrónico (RSEu), na componente do programa de saúde oral.

O Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO) foi um dos pontos centrais do encontro, tendo-se debatido a sua evolução para SISO 2.0, com novas funcionalidades e um desempenho mais eficiente, informou a SPMS em comunicado.

Permitindo imprimir cheques dentista e consultar informação sobre os utentes, por exemplo, o SISO integra o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) desde 2008, um programa que tem como objetivo avaliar e diminuir a incidência e a prevalência das doenças orais.

Acompanhada pelo diretor dos Sistemas dos Cuidados de Saúde, Rui Santos, a presidente da SPMS, Sandra Cavaca, recebeu Miguel Pavão, bastonário da OMD, e Carlos Varajão Borges, membro do Conselho Geral e representante da OMD no grupo de trabalho interdisciplinar para acompanhamento e seguimento da implementação e desenvolvimento do RSEu.

FOTO: jarmoluk / PIXABAY

ULS Braga renova Acreditação Global

A Unidade Local de Saúde de Braga (ULS Braga) recebeu a confirmação da renovação da Acreditação Global e da Certificação de Qualidade ISO 9001 do Hospital de Braga, atribuídas pelo Caspe Healthcare Knowledge System (CHKS)

Este reconhecimento, válido até 30 de novembro de 2027, atesta que os processos e padrões de funcionamento do Hospital de Braga cumprem as melhores práticas internacionais, garantindo elevados níveis de qualidade e segurança na prestação de cuidados de saúde.

Segundo avançou a unidade de saúde em comunicado, o processo de reacreditação e certificação decorreu até ao final de novembro de 2024, tendo abrangido uma avaliação rigorosa de mais de dois mil critérios aplicados a mais de 65 serviços clínicos e não clínicos. Ao longo deste percurso, foram realizados dois momentos de auditoria interna, focados na análise de circuitos e práticas assistenciais, culminando numa auditoria externa de avaliação final.

Com esta renovação, o Hospital de Braga cumpre o seu 8.º ciclo de Acreditação Global desde 2001.

Sistema de chamada para pessoas com limitações motoras

O Centro de Responsabilidade Integrado da Coluna (CRI Coluna) da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José e a 3D Printing Center for Health criaram um sistema de chamada adaptado a pessoas com limitações motoras severas

O projeto chama-se CRIC Call 3D e teve como resultado a criação de um dispositivo que permite a pessoas com tetraplegia ou outras limitações motoras severas acionar um sistema que avisa o profissional de saúde que a sua presença é necessária.

Nas suas redes sociais, a ULS São José explica que o dispositivo foi desenvolvido com recurso a tecnologia de impressão 3D e materiais de baixo custo, podendo ser “ativado com movimentos de baixa amplitude, do queixo, da cabeça ou de qualquer parte do corpo com mobilidade residual, não exigindo destreza manual”.

FOTO SGENET/ PIXABAY

Webinar ATEHP / Garantia de cadeia de frio e Manutenção – Parte I

📢 Participe do nosso Webinar!

A ATEHP – Associação de Técnicos de Engenharia Hospitalar Portugueses irá retomar a realização de webinares e tem o prazer de convidá-lo(a) para o primeiro evento desta nova série, que terá lugar no próximo dia 24 de setembro.

O tema desta sessão será: Garantia de cadeia de frio e Manutenção – Parte I.

Este evento será uma excelente oportunidade para aprofundar conhecimentos, partilhar experiências e debater temas atuais e relevantes no âmbito da engenharia hospitalar e da gestão de infraestruturas de saúde.

🗓️ Data: 24 de setembro
📍 Local: Plataforma online (o link será enviado após a inscrição)

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia (brevemente disponível).

Contamos com a sua presença!
Organização: ATEHP

Mais doentes a aguardar cirurgia vão poder ser transferidos para o setor social e privado

Regime excecional de incentivos que permitia a transferência de doentes do público para unidades do setor social e privado vigorava até 31 de agosto. Passa agora a vigorar “até que se verifique a integral implementação do Sistema Nacional de Acesso à Consulta e Cirurgia (SINACC)”

A Portaria publicada a 18 de julho retira a data-limite para a aplicação do regime de incentivos que permite a transferência de doentes dos hospitais públicos para o setor social e privado, passando a determinar que vigore até à plena implementação do SINACC. É a única alteração ao regime criado em novembro do ano passado, que determinava que as entidades dos setores social e privado identificassem os utentes que pretendem integrar nos seus programas cirúrgicos. O plano não permite a elegibilidade de utentes classificados como intransferíveis no Hospital de Origem na data de criação da lista inicial e não há lugar à emissão de vales cirúrgicos para os utentes que integrarem esta lista. As entidades que integrarem o plano, designados como Hospitais de Destino selecionam os utentes a intervencionar dando prioridade aos utentes com maior tempo de espera para cirurgia.

O governo justifica o alargamento com o facto de o SINACC ainda não se encontrar preparado e estabilizado para entrar em produção, devido à “complexidade associada à conceção e desenvolvimento do programa”.

FOTO BOHANG LEE/ UNSPLASH

Plataforma para reduzir sobreutilização das urgências

HUMAI – High Users Management with AI visa a criação de uma plataforma digital inteligente e preditiva que permita identificar atempadamente os utentes que mais recorrem às urgências e que têm maior risco de se tornarem utilizadores frequentes

 

A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT e o Value for Health CoLAB estão a desenvolver um projeto de investigação que vai combinar Inteligência Artificial (IA) e dados reais numa plataforma. HUMAI é um projeto nacional que integra tecnologia e saúde, gerando impacto social ao enfrentar um dos maiores desafios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – a sobreutilização dos serviços de urgência por parte de utilizadores frequentes.

Através de soluções personalizadas pretende-se promover uma gestão da prestação de cuidados de saúde mais eficiente e centrada no doente.

Em comunicado, as entidades envolvidas informam que o projeto dá continuidade ao trabalho já iniciado pelo Grupo de Resolução de Utilizadores Muito Frequentes (GRHU), uma parceria que nasceu em 2016, entre o Hospital Garcia de Orta e o Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal e que obteve resultados significativos: menos 51 % de episódios de urgência e internamentos de utentes frequentes e uma redução de 44 % nos custos associados ao acompanhamento destes utentes, segundo balanço realizado em 2021.

A partir deste conhecimento acumulado, o HUMAI pretende agora escalar a solução a nível nacional, através de algoritmos preditivos e ciência de dados, criando um modelo replicável noutras unidades do SNS. A plataforma contará com o apoio de equipas multidisciplinares e vai integrar dados clínicos, com o objetivo de tornar o SNS mais eficiente, sustentável e focado nas necessidades reais das pessoas.

“O GRHU tem apresentado um impacto muito positivo ao longo destes anos e com este novo projeto poderá ver aumentada a sua eficácia. Estamos convictos que o HUMAI, atuando de forma preventiva, permitirá melhorar ainda mais os cuidados prestados aos nossos utentes e otimizar a resposta do Serviço de Urgência Geral do Hospital Garcia de Orta, promovendo ganhos em saúde”, sublinha Pedro Correia Azevedo, Presidente do Conselho de Administração da ULSAS, citado no comunicado.

O HUMAI é financiado no âmbito do programa da União Europeia – NextGenerationEU através do investimento RE-C05-i08 – “Ciência Mais Digital” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Call Artificial Intelligence, Data Science and Cybersecurity of relevance to Public Administration, promovida pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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Investigadores do INESC TEC propõem método de diagnóstico de cancro mais rápido

Em causa está o recurso à inteligência artificial para tornar os diagnósticos moleculares mais precisos e rápidos, facilitando o início de tratamentos personalizados

Uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Netherlands Cancer Institute (NKI) e do IMP Diagnostics acabam de publicar na npj Digital Medicine (uma publicação do grupo Nature) um estudo relevante para o futuro do diagnóstico em cancro da mama. Em causa está a análise de vários trabalhos de coloração virtual, que recorrem a técnicas avançadas de inteligência artificial (IA) e poderão permitir aos profissionais de saúde tornar os diagnósticos moleculares mais precisos e rápidos, facilitando o início de tratamentos personalizados, o que traz benefícios evidentes para doentes oncológicos com cancro da mama.

Segundo os dados da Liga Portuguesa contra o Cancro, citados no comunicado do INESC TEC, são diagnosticados, anualmente, cerca de 9 mil novos casos de cancro da mama em Portugal. O diagnóstico envolve várias etapas que pretendem, tanto quanto possível, detetar a doença precocemente, confirmar a presença de tumores malignos e adequar o tratamento. É neste processo que é feita, desde logo, a análise do tecido, utilizando a denominada coloração Hematoxilina e Eosina (H&E), que é o passo inicial para se perceber a morfologia do tecido, mas não os biomarcadores moleculares.

Uma das formas mais usadas para identificar esses biomarcadores em cancro da mama é através da técnica imunohistoquímica (IHQ) que permite verificar se certos recetores ou proteínas estão presentes em células tumorais. Isto ajuda a determinar o tipo de cancro e a orientar o tratamento, mas exige vários cortes de tecidos consecutivos e requer várias horas de preparação e análise.

A equipa de investigadores do INESC TEC, do NKI e do IMP Diagnostics decidiu explorar esta nova abordagem – a coloração virtual – que recorre a técnicas avançadas de inteligência artificial como forma de usar apenas uma amostra de tecido com coloração H&E para transformar virtualmente essa imagem em IHQ, sem ser necessário o processo físico de coloração.

“Este novo estudo apresenta uma revisão abrangente das técnicas mais atuais para gerar estas colorações virtuais. Além de explicar as principais abordagens utilizadas, também realizámos um estudo comparativo inédito, avaliando o desempenho dos diferentes modelos de IA em dois conjuntos de dados públicos utilizados em investigação sobre cancro da mama”, explica Jaime Cardoso, investigador do INESC TEC, citado no comunicado.

O artigo “H&E to IHC virtual staining methods in breast cancer: an overview and benchmarking” pode ser consultado em  https://www.nature.com/articles/s41746-025-01741-9.

 

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Investigadores desenvolvem bioplástico com propriedades antibacterianas para uso hospitalar

O projeto Natural-based antibacterial bioplastics: a synergic and sustainable approach for surface photo-decontamination (PhotoBioSyn) combina ácido polilático (PLA) – um bioplástico biodegradável obtido a partir de biomassa – com curcumina, um composto natural extraído da raiz da curcuma (açafrão-da-índia), resultando num material com ação antibacteriana quando ativado pela luz

 

Um grupo de investigadores do Centro de Química de Coimbra (CQC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, está a desenvolver uma solução que alia sustentabilidade ambiental ao combate de infeções hospitalares, resultantes de bactérias multirresistentes.

“Estamos a criar uma alternativa sustentável aos plásticos hospitalares tradicionais, que representam cerca de 70 % dos resíduos e são um dos principais vetores de contaminação por bactérias multirresistentes. Os resultados preliminares são promissores, uma vez que estes bioplásticos fotossensíveis foram capazes de inativar bactérias multirresistentes, após um tempo curto de exposição à luz”, revela Rafael Aroso, investigador do Laboratório de Catálise e Química Fina (C&FC) e coordenador do projeto, citado em comunicado.

Atualmente, uma equipa liderada por Mariette Pereira, coordenadora do laboratório C&FC, está a trabalhar na escalabilidade do processo para produção industrial em colaboração com as empresas Bio4Plas e Periplast, bem como o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), com financiamento no âmbito do PRR. O objetivo final é oferecer ao mercado hospitalar um produto biodegradável, funcional e economicamente viável.

“Além do impacto ambiental, esta solução poderá ter um impacto significativo na saúde pública, contribuindo para a redução de infeções hospitalares, que afetam milhões de pessoas por ano na Europa», conclui o especialista.

A equipa do projeto PhotoBioSyn contou com os investigadores Rui Carrilho, Fábio Rodrigues, Madalena Silva e João Baptista, do CQC, e Gabriela Silva, professora da Faculdade de Farmácia da UC e investigadora do CNC.

DGS e Ordem dos Médicos iniciam curso de Auditorias Clínicas

A Direção-Geral da Saúde (DGS), em colaboração com a Ordem dos Médicos, deu início ao Curso de Auditorias Clínicas, no âmbito do Protocolo de Cooperação entre ambas as instituições

O objetivo, esclarece a DGS em comunicado, é fortalecer a cultura de auditoria clínica, promovendo a melhoria contínua da qualidade e segurança na utilização de radiações ionizantes nas práticas médicas nas unidades de saúde que utilizam radiações ionizantes, de acordo com a Recomendação da Comissão Europeia de 18 de abril de 2024 e a Diretiva Europeia 2013/59/Euratom.

Dirigido a médicos das especialidades que utilizam aplicações médicas de radiação ionizante, nomeadamente radiologia, medicina nuclear e radioncologia, as primeiras ações decorreram no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e Porto, respetivamente, desde maio de 2025.

A próxima sessão será no IPO de Coimbra em outubro de 2025, seguindo-se as Unidades Locais de Saúde dos Hospitais Universitários de Santa Maria, Coimbra, Santo António e São João, estando previsto a realização das mesmas até março de 2026.

O curso enquadra-se nas competências atribuídas ao Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), nos termos do Despacho n.º 7275/2022, de 7 de junho, que prevê, entre outras atribuições, a promoção da qualidade e da equidade no acesso aos cuidados oncológicos, bem como o reforço da articulação da rede oncológica nacional e implementação de iniciativas europeias.

FOTO STOCKSNAP/ PIXABAY