HDFF consignou novo bloco operatório

O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) consignou a construção do novo bloco operatório, um investimento de 4,1 milhões de euros e que deverá estar concluído dentro de 18 meses.

A consignação decorreu ontem e a empreitada será concretizada pela empresa Construções Corte Recto – Engenharia & Construção Lda.

O futuro bloco vai dar resposta às necessidades de uma população residente ligeiramente superior a cem mil habitantes, “que sofre um acréscimo notável na época balnear, e contribuirá para o reforço dos objetivos do hospital”, destacou o hospital em comunicado.

De acordo com o HDFF, o novo bloco operatório tem como principais objetivos garantir a melhoria da qualidade e eficiência dos cuidados de saúde prestados aos utentes com o “intuito de responder de forma cada vez mais eficiente, humanizada e qualitativa, às necessidades crescentes da população, recentrando o hospital com vista à otimização de recursos e à melhoria das acessibilidades dos utentes”.

O novo bloco, que se vai localizar na área contígua ao atual Serviço de Urgência, piso -1, envolve um investimento total de 4.120.499,91 euros, sendo que 85 por cento são provenientes do Programa de Fundos Comunitários FEDER-Centro 2020.

Este contará com quatro salas de cirurgia, uma sala de indução anestésica, cirurgia de ambulatório, salas de recobro e áreas de apoio, e será dotado com as tecnologias mais recentes.

“Esta consignação assinada é o culminar de um processo com vários anos de evolução e que finalmente hoje passou à prática. Mostra também que, mesmo em tempo de dificuldades, o hospital continua a apostar na melhoria da oferta dos cuidados aos seus doentes”, referiu o presidente do Conselho de Administração do HDFF, Manuel Teixeira Veríssimo, na cerimónia de assinatura da consignação.

Hospital de Évora adapta espaço para a UCI de doentes Covid

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) vai requalificar e a adaptar um novo espaço físico para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Covid, ficando assim com 19 camas. O investimento tem o valor de 300.750 euros, contando com o apoio de fundos comunitários.

Em comunicado, o HESE explicou que a obra arrancou na sexta-feira passada, dia 30 de outubro, e deverá estar concluída antes do final do ano.

“Esta é uma obra essencial até à construção do novo Hospital Central do Alentejo porque permite, no imediato, um aumento da capacidade de resposta nesta área, em que se estima uma procura potencialmente elevada resultante da incidência significativa de doentes com Covid-19 e, posteriormente, um aumento de resposta a doentes com outras patologias que tendem a chegar mais tarde e mais graves ao hospital e, ainda, a recuperação em todas as linhas de atividade assistencial”, afirmou a presidente do Conselho de Administração, Maria Filomena Mendes.

Além disso, esta requalificação permitirá que, num futuro próximo, o HESE expanda a sua Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente com capacidade para 19 camas para doentes críticos, equipadas com a tecnologia exigida para praticar Medicina Intensiva de nível III e II, sendo que atualmente não existem camas de nível II neste hospital.

A empreitada é cofinanciada em 85 por cento pela reprogramação do projeto ReMoTe – Requalificação e Modernização Tecnológica do HESE, no âmbito do programa regional Alentejo 2020, com apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e pela Administração Central do Sistema de Saúde.

A obra autorizada prevê um espaço físico para a UCI Covid, no piso 4 do Edifício do Espírito Santo, que passará a dispor de mais 11 camas com pressão negativa onde podem ser internados doentes Covid.

Ampliação das Urgências do CHTV arranca no próximo mês

As obras de alargamento e remodelação das instalações da Urgência Polivalente do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) vão começar na primeira semana do mês de novembro, concretizando um projeto que teve início em 2016.

“Embora tenha sido um processo moroso, pudemos hoje consignar a obra, cujo arranque ocorrerá no início do próximo mês, estando prevista a sua conclusão no prazo de 400 dias”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do CHTV, Nuno Duarte.

Esta obra representa um investimento de cerca de 6,4 milhões de euros, contando com um apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional de 4,6 milhões de euros.

Segundo Nuno Duarte, o objetivo passa por “criar as condições de infraestrutura e de equipamento” necessárias “para responder de forma adequada às solicitações da população” e ao que está definido pela tutela “em termos de carteira de serviços e níveis de resposta dentro do Serviço Nacional de Saúde”.

Para o responsável, a obra, numa área de mais 1.800 metros quadrados, permitirá diferenciar a urgência polivalente com atendimento diário de mais especialidades, dotar a urgência de uma maior capacidade de atendimento em picos de grande afluência e tratar com “conforto e dignidade” os doentes e os seus acompanhantes.

Este projeto “reduzirá as assimetrias territoriais em matéria de acesso e de qualidade assistencial por via da redução dos tempos de espera e pela disponibilidade de mais serviços médicos diferenciados”, assegurou o presidente do Conselho de Administração do CHTV.

HFF recebeu novo equipamento de TAC

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) tem disponível, desde a semana passada, no seu Serviço de Imagiologia, um novo equipamento de TAC – Tomografia Computadorizada – de “última geração”.

“O investimento num meio de diagnóstico essencial para a população servida pelo HFF e, em especial, para os doentes COVID-19, ascende a 550 mil euros, e foi integralmente suportado pela Câmara Municipal de Sintra”, lê-se em comunicado.

Com a aquisição deste novo equipamento de TAC, a capacidade de resposta da instituição aos seus utentes será maximizada, com menor recurso à externalização, e com consequentes ganhos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde, permitindo ainda “um diagnóstico mais fiável e preciso em situações clínicas complexas”.

“Anualmente são realizados cerca de 52 mil TAC no HFF. A aquisição desta nova TAC, oferecida pela Câmara de Sintra, reforça a resposta do HFF aos utentes, reduzindo os tempos de espera e evitando a externalização destes exames”, explicou o presidente do Conselho de Administração do HFF, Marco Ferreira.

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca dá assistência hospitalar a uma população de cerca de 550 mil habitantes dos concelhos de Amadora e de Sintra.

CHUC tem sala híbrida no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem em funcionamento uma sala híbrida, localizada no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, que possibilita uma maior precisão na intervenção cardíaca.

De acordo com o CHUC, trata-se de uma sala com equipamento que vai fundamentalmente servir para efetuar a realização de procedimentos híbridos cardiovasculares e torácicos, que envolvam as especialidades de cirurgia cardiotorácica, cardiologia e cirurgia vascular.

“Por exemplo, doentes submetidos a cirurgia valvular e que concomitantemente tenham doença coronária ou carotídea, poderão ser tratados às diversas patologias sem que haja necessidade de o doente sair da Sala Híbrida”, explicou a instituição, em comunicado.

De acordo com o mesmo comunicado, a vertente da intervenção estrutural cardíaca é uma área de desenvolvimento enorme, em que se prevê que num futuro próximo seja cada vez mais necessário um trabalho de proximidade entre cirurgiões cardíacos, cirurgiões vasculares e cardiologistas de intervenção. “Exemplos disso serão as técnicas emergentes de intervenção valvular transcatéter que possibilitam uma abordagem cirúrgica minimamente invasiva”.

Outra vertente igualmente importante será a vertente imagiológica, “já que, pela primeira vez em Portugal, haverá uma Sala Operatória Híbrida com AngioTAC incorporado”. Assim,o CHUC tem na mesma sala com ambiente cirúrgico, um angiógrafo e uma angioTAC, para a preparação mais adequada das intervenções vasculares ou cardíacas mais complexas.

A implantação de biopróteses aórticas transcatéter (TAVI), que se efetua no CHUC desde o início deste ano, “será efetuada, a partir de agora, num ambiente mais protegido e com vantagens logísticas inequívocas” assegurou o CHUC, acrescentando que esta nova tecnologia vem possibilitar o planeamento, orientação e avaliação de procedimentos cada vez mais sofisticados e com maior precisão.

Novo dispositivo vai rastrear nível de oxigénio e temperatura

Um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro está a desenvolver um novo dispositivo de rastreamento da COVID-19 pelo nível de oxigénio e de temperatura, através de sensores em postos portáteis. 

O projeto “TO2 – Postos de medição sem contacto de saturação de oxigénio e temperatura” visa desenvolver e integrar sensores em postos portáteis para medição, sem contacto, de dois parâmetros fisiológicos indicadores da COVID-19, em locais onde é maior a probabilidade de aglomeração de pessoas. 

Transportes públicos, aeroportos, escolas, empresas, centros comerciais, conferências, eventos, espetáculos, e mesmo hospitais (triagens), estão entre os locais onde é mais difícil assegurar o cumprimento rigoroso das recomendações sanitárias ou de distanciamento social, sendo apresentados como exemplo de possível utilização. 

Os investigadores estão convencidos de que “será possível identificar precocemente potenciais infetados com COVID-19 e atuar mais cedo, diminuindo o risco de transmissão comunitária do novo coronavírus e melhorando a eficácia dos tratamentos. Além disso, a medição sem contacto, aliada ao cumprimento das normas sanitárias das entidades competentes, previne possíveis contágios indiretos através do próprio dispositivo”, lê-se em comunicado divulgado pela instituição. 

Os dois parâmetros a serem medidos pelo novo dispositivo são o nível de saturação de oxigénio (spo2) diminuído e a temperatura corporal elevada. Os pacientes infetados com o novo vírus têm vindo a revelar “níveis extraordinariamente baixos” de oxigénio no sangue (spo2), mesmo sem terem dificuldades respiratórias. 

O projeto, que é coordenado pelo professor do Departamento de Física e investigador do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N) João Veloso, mereceu parecer positivo do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento, e tem financiamento assegurado pela Agência Nacional de Inovação (ANI). Este tem a duração de 10 meses e é copromovido pelo Centro Hospitalar do Baixo Vouga e as empresas “RI-TE – Radiation Imaging Technologies” e “Exatronic”.