Solução de gestão da alimentação hospitalar

A Glintt Life, empresa de tecnologia de saúde, anunciou que o Hospital Regional Universitario de Málaga concluiu a entrada em funcionamento do DietTools, uma solução integrada para a gestão da alimentação hospitalar, após finalizar a sua implementação

Com a substituição do sistema anterior, o centro consolida um modelo de gestão alimentar mais integrado, com especial enfoque na segurança do doente, rastreabilidade, segurança e eficiência na coordenação entre serviços.

O Hospital Regional Universitario de Málaga gere a alimentação dos seus doentes a partir de uma cozinha central situada junto ao Hospital Materno Infantil. A partir desta instalação são preparados mais de mil menus diários em cada refeição, distribuídos pelos diferentes centros do complexo: o próprio Hospital Materno Infantil, o Hospital General Carlos Haya e o Hospital Civil. Com a incorporação do DietTools, todo o planeamento dietético, a produção e a logística de distribuição ficam unificados numa única plataforma, melhorando o controlo, a coordenação entre serviços e a precisão dos processos, explica a Glintt Life em comunicado.

O projeto permite a integração completa com o Diraya, o sistema corporativo de informação hospitalar do Serviço Andaluz de Saúde. Esta ligação garante que a prescrição dietética fica incluída no circuito assistencial e registada no historial clínico do doente. A equipa de enfermagem prescreve a dieta a partir do ambiente web do DietTools, enviando automaticamente a informação para os serviços de Dietética e Cozinha. Este circuito reduz intervenções manuais, limita o risco de erros e contribui para que a dieta servida esteja permanentemente alinhada com a situação clínica e as indicações terapêuticas.

O DietTools incorpora também ferramentas para gerir substituições de pratos motivadas por preferências pessoais ou crenças religiosas, respeitando a prescrição médica, reforçando a coordenação entre profissionais e garantindo a segurança alimentar. A solução inclui funcionalidades para qualidade e rastreabilidade, como definição de menus, fichas técnicas com ingredientes, valores nutricionais, alergénios e intolerâncias, bem como a gestão de pedidos das enfermarias e a etiquetagem detalhada de cada tabuleiro servido.

O projeto exigiu a coordenação das equipas de enfermagem, dietética, cozinha, informática e gestão para adaptar o sistema à realidade operacional dos diferentes centros envolvidos, bem como para garantir a continuidade do serviço durante a mudança de plataforma.

Iniciativa europeia para reforçar preparação para ameaças sanitárias

A Comissão Europeia adotou a Iniciativa Global de Resiliência em Saúde, uma estratégia que procura posicionar a UE como um ator fiável e de primeira linha na saúde global, reforçando a prevenção, a preparação e a resposta globais a futuras ameaças sanitárias, além de abordar lacunas de resiliência nos sistemas de saúde

 

A iniciativa estabelece o quadro estratégico para a futura ação da UE, permitindo que a Europa responda mais rapidamente a ameaças e crises sanitárias num mundo interligado, com base num sistema multilateral sólido e na cooperação com parceiros.

A Iniciativa Global de Resiliência em Saúde apresenta cinco áreas prioritárias:

– Promover uma arquitetura global de saúde mais eficaz e menos fragmentada, enfrentando desafios como as lacunas de financiamento. Um maior nível de coordenação dentro da UE em matéria de saúde global será um foco central, e a UE promete, em comunicado, continuar “a honrar o seu compromisso de longa data com a agenda global de saúde, contribuindo para esforços conjuntos”.

– Apoiar sistemas de saúde resilientes e liderados pelos próprios países, tendo em conta que países capazes de financiar, gerir e prestar os seus próprios serviços essenciais de saúde estão preparados para responder a crises, proteger as suas populações e manter a continuidade dos cuidados durante situações de choque. A UE apoiará, por isso, a transição dos países parceiros para a soberania em saúde através de investimentos concretos e da partilha de conhecimentos especializados, com especial enfoque nos cuidados de saúde primários.

– Reforçar a prevenção, preparação e resposta a ameaças e crises sanitárias globais ao nível internacional. A UE reforçará as redes globais para melhorar a deteção, preparação e resposta a ameaças epidémicas, e procurará fortalecer a sua capacidade de resposta a crises, garantindo uma maior disponibilidade de contramedidas médicas — incluindo terapêuticas, vacinas e diagnósticos. A UE apoiará igualmente um mecanismo global de monitorização da saúde e da resiliência para mapear os gastos globais em saúde.

– Diversificar as cadeias globais de abastecimento e a produção de produtos de saúde essenciais. A UE apoiará a diversificação das cadeias globais de abastecimento, o desenvolvimento de produtos de saúde essenciais e a cooperação internacional na troca de conhecimentos relacionados com contramedidas médicas e capacidades de resposta rápida. A UE acelerará igualmente a implementação dos seus instrumentos de investimento (como a Iniciativa Team Europe para a produção e acesso a vacinas, medicamentos e tecnologias da saúde — MAV+) e procurará cooperar com o setor privado para apoiar investimentos em países parceiros.

– Reforçar a resiliência social através da promoção da confiança na ciência e do combate à desinformação e informação enganosa em saúde, garantindo que a formulação de políticas globais de saúde continue ancorada em evidência científica e cooperação. Concretamente, a iniciativa ajudará a melhorar o acesso a dados científicos fiáveis, reforçar a cooperação com países parceiros na comunicação em saúde pública e apoiar esforços para combater informações falsas e enganosas sobre saúde.

Para transformar estas prioridades em ações concretas, a Iniciativa Global de Resiliência em Saúde inclui nove medidas emblemáticas aos níveis nacional, regional e global, com o objetivo de reforçar a preparação, melhorar a coordenação e construir sistemas resilientes em todo o mundo. A sua implementação terá início entre 2026 e 2027.

Esta iniciativa baseia-se na União Europeia da Saúde, na Estratégia da União para a Preparação, na Estratégia Global de Saúde da UE e nos investimentos da Global Gateway em países parceiros.

Através da Global Gateway e da abordagem Team Europe, complementadas pela Estratégia da União para a Preparação, a UE mobiliza instrumentos de financiamento inovadores e reúne recursos públicos e privados para ajudar os parceiros a colmatar lacunas de investimento em áreas de interesse mútuo, reforçando a capacidade de antecipar, prevenir, detetar e responder a ameaças sanitárias transfronteiriças.

FOTO FERNANDOZHIMINAICELA/ PIXABAY

Inscrições abertas para o Health Parliament Portugal

Estão abertas as candidaturas para a 3ª edição do Health Parliament Portugal. Jovens entre os 21 e 40 anos, que pretendam fazer parte da próxima geração da saúde, poderão candidatar-se até 15 de junho, e fazer parte deste parlamento dedicado à saúde

Durante seis meses, 60 parlamentares vão debater temas como Acesso e Integração de Cuidados; Dados e Inteligência Artificial em Saúde; Inovação e Valor da Saúde; Oncologia; Prevenção e Diagnóstico e Saúde Mental.

Esta terceira edição tem como mote: A Próxima Geração da Saúde. Procuram-se jovens que tenham a motivação para trazer novas ideias e a vontade de contribuir ativamente para a construção de um setor da saúde mais próspero, colaborativo e preparado para o futuro — capaz de responder aos desafios atuais com inovação, visão e impacto real nas pessoas.

O Health Parliament conta já com duas edições, onde um total de 120 jovens diagnosticaram e propuseram mais de 100 recomendações para o futuro da saúde em Portugal.

As candidaturas devem ser feitas online.

Ensino: criada ferramenta para avaliar doentes simulados

Seis professores, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP) desenvolveram uma escala para avaliar o desempenho de doentes simulados no ensino médico

O estudo, recentemente publicado na Medical Teacher, introduz a escala Lisbon Assessment of Simulated Patients (LASP), uma ferramenta que avalia a qualidade da representação dos doentes simulados durante os encontros clínicos e do feedback fornecido aos estudantes de medicina. Em Portugal, a Faculdade de Medicina da Universidade Católica é a única a empregar esta metodologia de forma sistematizada no currículo.

“A nova escala LASP vem reforçar um dos pilares da formação médica: a comunicação com os doentes. O resultado será um treino ainda mais eficaz de competências como a empatia, a escuta ativa e a clareza na comunicação – as chamadas soft skills -, contribuindo para a formação de uma nova geração de médicos mais preparada para uma prática centrada no doente”, afirma Paulo Oom, coordenador do Skillslab, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, citado em comunicado. “Sendo uma ferramenta validada, a LASP apresenta forte potencial de aplicação noutras faculdades, dentro e fora de Portugal, contribuindo para elevar os padrões de ensino médico a nível global. Inclusive, foi-nos já solicitada autorização para a tradução em mandarim, para aplicação na Universidade de Guangzhou, na China”, conclui.

Com início logo nas primeiras semanas do curso de Medicina da Universidade Católica, e por meio da realização de entrevistas com doentes simulados, os alunos treinam e desenvolvem a sua capacidade de comunicar-se com os doentes e de estabelecer uma boa relação médico-doente. O ensino está focado não apenas no que dizer, mas principalmente em como dizer (ou perguntar). Ao mesmo tempo, os alunos podem treinar a observação de doentes com instrumentos como estetoscópio, oftalmoscópio, otoscópio e martelo de reflexos, entre outros.

A nova escala LASP permite identificar, com 10 itens organizados em dois domínios – Role Play e Feedback -, pontos fortes e áreas de melhoria no desempenho dos doentes simulados. A ferramenta demonstrou elevada validade e fiabilidade, com base em 629 avaliações realizadas por 180 estudantes de medicina e 15 tutores, que avaliaram 25 doentes simulados. O estudo foi desenvolvido pelos docentes Paulo Oom, Sandra Oliveira, Leonor Bacelar-Nicolau, João Pereira, Rita Oom e Rodrigo Sousa.

Sistema de Atendimento e Resposta Ágil implementado no Algarve

O Sistema de Atendimento e Resposta Ágil (SARA) acaba de ser implementado nas primeiras unidades de saúde da região do Algarve, reforçando o acesso aos cuidados de saúde primários

A Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve) implementou, em abril, o SARA, naquela que foi a mais recente implementação deste software. O projeto de modernização e melhoria de acesso ao SNS foi implementado em seis Unidades de Saúde Familiar (USF), nomeadamente Farol, Ossónoba, Golfinho, Al-Gharb, Balsa e Gilão e na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Faro.

Entre as principais funcionalidades do SARA, destacam-se o agendamento de consultas, a renovação de receitas e o mecanismo de callback, que permite registar chamadas não atendidas e assegurar o retorno da chamada ao utente sem necessidade de espera em linha, conforme explica a SPMS em comunicado.

A expansão no Algarve irá continuar até dia 12 de maio, com a implementação do SARA em mais 13 unidades de saúde, das quais nove USF, designadamente 7 Mares, Atlântico Sul, Portas do Arade, Manuel Teixeira Gomes, Mirante, Âncora, Lendas d´Olhão, Lacóbriga e Descobrimentos, e três UCSP: Portimão, Olhão e Lagos.

O sistema, desenvolvido pela SPMS, para otimizar a organização do trabalho das equipas de saúde, permitindo gerir o fluxo de chamadas por prioridade administrativa, contribuindo para o aumento da produtividade e eficiência das unidades e permitindo libertar recursos.

Além do impacto operacional, o SARA disponibiliza ferramentas de monitorização e análise de dados para apoiar a governação clínica e a gestão das unidades de saúde.

NOVA FCT lidera Centro de Excelência da Europa para redução do impacte ambiental de fármacos

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT, em parceria com a Leiden University e o Leiden University Medical Center (Países Baixos), vai liderar a criação do NOVA INSTITUTE FOR A SUSTAINABLE FUTURE (NOVA_i4SF), um Centro de Excelência (CoE) em Saúde Humana e Ambiental para um Futuro Sustentável

O projeto representa um investimento global de cerca de 30 milhões de euros, por parte da Comissão Europeia e do Estado Português.

O NOVA_i4SF surge como uma resposta direta ao desafio do impacte ambiental dos medicamentos. Substâncias farmacêuticas são hoje detetadas de forma generalizada na água, nos solos e nos sistemas alimentares, com efeitos crescentes nos ecossistemas e na saúde pública. Apesar do reconhecimento político deste problema ao nível europeu, continua a existir uma lacuna estrutural: a ausência de abordagens integradas que incorporem a sustentabilidade desde as fases iniciais de desenvolvimento dos fármacos.

“O NOVA_i4SF representa um passo estrutural na forma como abordamos o desenvolvimento de medicamentos. Ao integrar critérios de sustentabilidade desde as fases iniciais de investigação, este Centro de Excelência permitirá reduzir o impacto ambiental dos fármacos sem comprometer a sua eficácia. Este projeto posiciona Portugal de forma clara no contexto europeu, contribuindo para uma abordagem mais integrada e responsável no setor farmacêutico.” afirma Eurico Cabrita, Subdiretor para a Inovação e Investigação da NOVA FCT, citado em comunicado da faculdade.

“O projeto contribuirá ainda para a transformação estrutural do sistema científico e de inovação nacional, promovendo uma maior integração entre ciência, indústria e políticas públicas”, reforça José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT.

O NOVA_i4SF pretende introduzir uma abordagem inovadora baseada no conceito de “sustainability-by-design”, em que a sustentabilidade deixa de ser um requisito regulatório tardio para passar a ser um princípio orientador desde a origem.

Esta abordagem permitirá desenvolver ingredientes farmacêuticos ativos mais ecológicos, criar processos de produção mais eficientes e menos intensivos em recursos, integrar critérios ambientais no design molecular e na validação terapêutica e antecipar impactos ambientais através de modelos avançados e inteligência artificial.

O NOVA_i4SF será o primeiro Centro de Excelência na Europa a integrar, de forma sistemática, as dimensões da saúde humana e ambiental ao longo de todo o ciclo de vida dos medicamentos, assumindo uma abordagem alinhada com o conceito One Health. Assim, combinará competências avançadas em química verde, biotecnologia, ciências ambientais, medicina de precisão e ciência de dados e inteligência artificial. Esta integração permitirá desenvolver soluções farmacêuticas de nova geração, simultaneamente mais eficazes, seguras e sustentáveis.

 

Formação de uma nova geração de cientistas

Um dos pilares do NOVA_i4SF será a formação avançada de recursos humanos, com o objetivo de preparar uma nova geração de investigadores capazes de atuar na interface entre saúde, ambiente e inovação. O centro irá, assim, desenvolver programas de formação interdisciplinar que combinam ciências farmacêuticas, sustentabilidade ambiental, ciência de dados e regulação e políticas públicas. Esta abordagem contribuirá para aumentar a atratividade internacional de Portugal e reforçar a retenção de talento qualificado.

 

FOTO SITE FCT. UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

 

ULS Braga assegura acompanhamento a cidadãos invisuais

A Unidade Local de Saúde de Braga e a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga (AADVDB) assinaram um protocolo de cooperação que estabelece um conjunto de procedimentos internos destinados a garantir um acompanhamento personalizado e inclusivo dos cidadãos com deficiência visual que acedam aos serviços do Hospital de Braga e das Unidades de Saúde

A cerimónia decorreu nas instalações da AADVDB e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Entre os principais compromissos assumidos pela ULS Braga, destaca-se o direito ao acompanhamento durante toda a permanência no hospital e numa unidade de saúde. “Quando o utente chega ao Hospital ou a um centro de saúde sem acompanhante, os serviços de segurança e a equipa de voluntariado da instituição asseguram a sua orientação e apoio até à saída”, refere Américo Afonso, Presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, citado em comunicado.

O protocolo prevê igualmente que os profissionais, voluntários e agentes de segurança sejam identificados através de cartões em braille, permitindo ao utente reconhecer autonomamente quem o apoia, e que toda a informação clínica e terapêutica seja prestada em formatos acessíveis, incluindo braille ou texto aumentado.

No âmbito dos compromissos assumidos pela AADVDB, a Associação disponibilizará formação gratuita em técnicas de orientação e mobilidade aos profissionais da ULS Braga, bem apoio psicológico na adaptação à perda de visão. Os utentes sem suporte familiar que recebam alta hospitalar poderão ainda beneficiar de um assistente pessoal durante o período de recuperação em casa.

O protocolo contempla também uma disposição específica sobre parentalidade, garantindo que mães e pais com deficiência visual recebam informação adequada e acessível durante a gravidez e o período pós-parto, no reconhecimento de que a deficiência visual não constitui impedimento ao exercício pleno e responsável da parentalidade.

Mestrado em Regeneração e Viabilidade Tecidular na Católica

A Universidade Católica Portuguesa lança o Mestrado em Regeneração e Viabilidade Tecidular, uma formação que procura responder a desafios emergentes na área da saúde, com particular enfoque na prevenção, tratamento e inovação no cuidado de feridas e tecidos, ostomias, incontinência, estética e dermocosmética

 

A área da viabilidade tecidular assume hoje um papel central na qualidade e segurança dos cuidados, sendo determinante na prevenção de complicações, na gestão de feridas complexas, na regeneração de tecidos e na melhoria dos resultados em saúde. A sua abordagem exige uma visão interdisciplinar, atualização científica contínua e capacidade para integrar novas tecnologias, dispositivos médicos e estratégias terapêuticas avançada.

O mestrado visa capacitar profissionais para intervir de forma avançada na avaliação, na regeneração e reabilitação tecidular, na abordagem integrada nas alterações da integridade cutânea e cicatrizes, bem como na promoção da saúde estética e da dermocosmética, articulando evidência científica, tecnologias emergentes, dispositivos médicos e pensamento clínico avançado. O programa procura preparar os profissionais para liderar a transformação dos cuidados, desenvolver soluções diferenciadoras e gerar impacto na qualidade, segurança, funcionalidade e bem-estar das pessoas.

O plano de estudos combina formação teórica, prática clínica, simulação avançada e investigação, promovendo o desenvolvimento de competências críticas, analíticas e de liderança em contextos assistenciais de elevada complexidade. O ciclo de estudos inclui ainda a realização de dissertação, projeto ou estágio, reforçando a articulação entre academia, investigação e prática profissional.

A componente científica do mestrado será desenvolvida em articulação com o Wounds Research Lab, integrado no Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), reforçando a investigação aplicada nas áreas da cicatrização, regeneração tecidular, educação em saúde, simulação avançada, dispositivos médicos e inovação clínica com impacto nos resultados em saúde.

O mestrado beneficia de uma rede de parcerias clínicas e científicas, articulada com sociedades e redes de referência na área (APTFeridas, EWMA, EPUAP e WUWHS) e com colaboração de centros e grupos europeus dedicados à investigação clínica, estética e biomateriais, reforçando a dimensão internacional e a transferência para a prática.

Lisboa vai ter novo campus de saúde e investigação

A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e a Glintt Global estão a  desenvolver o Medicina ULisboa – Campus Torres Vedras, um projeto inovador que integra cuidados de saúde, ensino e investigação

O novo campus pretende afirmar-se como um polo de referência na prestação de cuidados de saúde, ensino, formação e investigação em Medicina e outras ciências biomédicas, esclareceram as entidades em comunicado. Assente num modelo inovador, irá integrar prática clínica, aprendizagem académica e desenvolvimento tecnológico, com o propósito de promover uma abordagem articulada e multidisciplinar.

A Glintt Global terá um papel ativo na dinamização deste Campus, que resultará da requalificação do antigo Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, encerrado desde 2015.

Concebida para responder aos desafios atuais e emergentes do setor da saúde, a estrutura vai incluir várias unidades dedicadas, nomeadamente nas áreas dos cuidados de saúde primários, saúde pública, investigação clínica, tecnologias da saúde e medicina humanitária, de emergência e catástrofe. O objetivo é fomentar o desenvolvimento de novos modelos de cuidados, impulsionar a investigação aplicada e reforçar a formação especializada.

A colaboração entre a Glintt Global e a FMUL irá concretizar-se em várias áreas, incluindo o desenvolvimento conjunto de soluções clínicas, a utilização de tecnologias de simulação para fins pedagógicos, a promoção de formação especializada e iniciativas académicas, a identificação de oportunidades de financiamento para projetos de inovação e a validação científica de soluções.

Boas Práticas em Saúde: candidaturas até 30 de abril

Estão abertas as candidaturas à 19ª edição do prémio de Boas Práticas em Saúde. Objetivo é dar a conhecer boas práticas em saúde a nível nacional, no âmbito da qualidade e inovação, com vista a replicar as mais-valias para o bom desempenho do sistema de Saúde

  • Esta edição centra-se no tema “Sistema de Saúde Sustentável, Humanizado e Inovador”, com foco nos seguintes subtemas:
  • Experiência do Cidadão e Segurança do Doente
  • Liderança, Capital Humano e Bem-Estar dos Profissionais, enquanto fatores críticos de sucesso de um processo de mudança sustentável
  • Transformação Digital e Inteligência Artificial em Saúde
  • Criação de valor em saúde e Integração de Cuidados
  • Sustentabilidade Ambiental e Organizacional, Resiliência e Saúde Planetária
  • Promoção da saúde e Prevenção da doença

O PBPS é promovido desde 2006 pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH) e, posteriormente por protocolo conjunto, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS), Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) e a Direção Regional da Saúde da Região Autónoma dos Açores (DRSRAA) e a Direção Regional da Saúde da Região Autónoma da Madeira (DRSRAM).

Podem candidatar-se instituições de saúde dos setores público, privado ou social, de âmbito regional ou local, que prestem diretamente cuidados de saúde, bem como pessoas singulares, colaboradores dessas instituições, desde que devidamente mandatadas e autorizadas para tal. Podem também candidatar-se outras instituições, de âmbito regional ou local, desde que o projeto se enquadre em atividades relacionadas com a prestação de cuidados de saúde.

FOTO NATIONAL CANCER INSTITUTE/ UNSPLASH