Nova sala de exames especiais inaugurada no hospital de Faro

O Serviço de Gastroenterologia da Unidade Local de Saúde do Algarve (ULSALG) realizou, a 16 de maio, o primeiro procedimento, com apoio de fluoroscopia, na nova sala de exames especiais na Unidade Hospitalar de Faro.

“Este avanço marca a adaptação de uma das salas de endoscopia da unidade de técnicas que permite a realização de procedimentos que carecem de apoio de fluoroscopia e anestesiologia, nomeadamente as CPREs (técnica endoscópica avançada do pâncreas e das vias biliares) e a colocação de próteses no tubo digestivo”, lê-se em comunicado divulgado.

De acordo com a ULSALG, esta melhoria permitirá a autonomia do serviço de gastrenterologia na realização destas técnicas, dispensando a deslocação da equipa clínica e do equipamento à sala de angiografia do serviço de radiologia ou ao bloco operatório.

“O facto de não termos de deslocar a equipa e todos os equipamentos e acessórios para o serviço de radiologia ou para o bloco central faz com que otimizemos os períodos de exames, aumentando a oferta. Assim, os pacientes beneficiam com a rapidez no acesso aos procedimentos, com a mesma qualidade assistencial”, afirmou o diretor do serviço, Bruno Peixe.

A nova sala está equipada com um Arco em C e todo o equipamento endoscópico necessário à realização dos procedimentos a que se destina. As obras de adaptação e a aquisição do equipamento de RX inserem-se no plano de recuperação e renovação dos Blocos Operatórios da ULSALG para aumentar tempos cirúrgicos disponíveis e assim proceder à recuperação de lista de espera.

USF Cardilium em Torres Novas vai ter novas instalações por 2ME

A Unidade de Saúde Familiar (USF) Cardilium, que integra a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo), vai ter novas instalações, num investimento previsto de cerca de dois milhões de euros, financiados a cem por cento por fundos comunitários.

O auto de consignação da empreitada de construção foi assinado pela Câmara Municipal de Torres Novas, com as obras a terem início este mês e um prazo de execução de 550 dias.

A nova USF ficará localizada na Avenida Xanana Gusmão, junto ao Hospital Rainha Santa Isabel, com uma capacidade prevista para 14 mil utentes, com o projeto a envolver uma parceria tripartida.

A Câmara de Torres Novas vai ceder o terreno para instalação da Unidade de Saúde Familiar, responsabilizando-se pelas obras, enquanto a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) equipará a unidade, assegurando a ULS Médio Tejo o funcionamento quotidiano da USF.

“É uma USF que vai ficar muito bem localizada, muito perto do hospital de Torres Novas, e que vem reforçar a assistência médica no concelho, dispondo de condições modernas que permitem também melhorar a eficácia” do serviço, disse o presidente da Câmara Municipal, Pedro Ferreira, citado em comunicado.

A autarquia informou que o edifício terá uma ala dupla de gabinetes de observação e consulta e uma ala simples de um corredor que dará acesso a gabinetes e salas de tratamento, estando asseguradas as “exigências de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada” e tem “soluções passivas para responder a condições de conforto térmico, iluminação e eficiência energética”.

Para o presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, “a concretização das novas instalações da USF Cardilium vai possibilitar a melhoria do acesso dos utentes aos cuidados de saúde, bem como melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde”.

Casimiro Ramos destacou ainda que este investimento “vai criar condições para que as equipas possam alargar a equipa de profissionais no futuro, dado que nas atuais instalações funcionam atualmente duas USF e a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Torres Novas”.

A nova USF fica próxima de transportes, comércio e serviços, enquanto irá “contribuir para a revitalização e dinamização da vida urbana de Torres Novas e para a obtenção de ganhos em saúde pela população de Assentis, Brogueira, Chancelaria, Pedrógão, União das Freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira, União das Freguesias de Santa Maria, Salvador e Santiago – cerca de 14 mil pessoas”, indicou o município.

No que diz respeito ao estacionamento, encontra-se prevista uma capacidade de 67 lugares, sendo três afetos a pessoas com mobilidade condicionada e dois estacionamentos reservados exclusivamente a ambulâncias, além de um lugar para paragem nas manobras de carga e descarga de pacientes.

Hospital Amato Lusitano acreditado pela DGS

O Hospital Amato Lusitano (HAL) da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco obteve a certificação de nível “Bom” para todo o hospital, conforme o modelo de Certificação da Agência de Qualidade Sanitária da Andaluzia (ACSA).

Esta certificação, reconhecida pela International Society for Quality in Health Care (ISQua Accredited Organisation) e adotada pela Direção-Geral da Saúde (DGS), é “resultado de um compromisso contínuo na melhoria da prestação dos cuidados de saúde aos utentes”, disse a unidade.

Sendo a certificação um processo de melhoria da prestação dos cuidados de saúde aos utentes, o Conselho de Administração da ULS de Castelo Branco, após sete serviços acreditados pela DGS, comprometeu-se em junho de 2022 a uma candidatura voluntária, com o objetivo de obter a certificação global do hospital, pelo Modelo ACSA aprovado pelo Ministério da Saúde.

A certificação ACSA baseia-se em rigorosos critérios que avaliam a conformidade dos cuidados de saúde com os padrões de qualidade estabelecidos, tanto nacional quanto internacionalmente.

Este baseia-se num processo através do qual se verifica e reconhece de que forma os cuidados de saúde prestados aos cidadãos estão de acordo com os padrões de qualidade nacionais e internacionais, aplicáveis às diversas tipologias de unidades de saúde, e, com os eixos prioritários da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde.

De acordo com a ULS de Castelo Branco, esta acreditação “representa um marco significativo no compromisso e responsabilidade dos profissionais em proporcionar cuidados de saúde num ambiente seguro para os nossos utentes, familiares e profissionais de saúde”, lê-se em comunicado.

Ressonâncias magnéticas a recém-nascidos sem anestesia

O Serviço de Radiologia da ULS São José – Hospital Dona Estefânia realizou, desde março de 2022, 80 exames de Ressonância Magnética sem necessidade de intervenção anestésica a crianças até aos seis meses de idade.

Até ao início do projeto, os exames – que requerem uma alta colaboração por parte do examinado, o que nesta faixa etária pediátrica representa um grande desafio – eram realizados com apoio de uma equipa de anestesia, o que representava custos acrescidos, dificuldade de acesso e riscos para a criança.

“Este projeto tem por base a técnica Feed & Wrap (F&W) em conjugação com colchões de imobilização específicos para pediatria, o que tem demonstrado sucesso muito elevado em crianças até aos seis meses de idade”, refere a ULS São José em comunicado.

A técnica F&W consiste na gestão de duas necessidades básicas dos recém-nascidos por forma a obter a sua colaboração para o exame de Ressonância Magnética: através de uma teleconsulta, os pais são instruídos a fazerem uma privação do sono e da alimentação da criança. Isso permitirá criar uma janela de tempo em que a criança, após ser alimentada e colocada numa posição de conforto dentro no colchão imobilizador, irá dormir tempo suficiente para a realização do exame.

De acordo com a ULS São José, com a realização de 80 exames de Ressonância Magnética, com sucesso e sem recurso a anestesia, foi possível eliminar a lista de espera na faixa etária até aos seis meses de idade.

A utilização dos colchões imobilizadores tem permitido, igualmente, a realização de Ressonâncias Magnéticas a crianças de faixas etárias mais velhas, quando associadas a sedativos ligeiros (como o hidrato cloral), o que tem permitido a redução de tempos de espera, especialmente a doentes internados.

Este projeto assistencial, que já foi transposto para um procedimento setorial (TRC.2004), foi já divulgado pela comunidade científica, tendo sido, inclusivamente, galardoado com um prémio.

SPMS reforça telessaúde do SNS com novos equipamentos

A SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde está a reforçar as Unidades locais de Saúde (ULS) e os Institutos Portugueses de Oncologia com equipamentos de teleconsulta e telemonitorização, de forma a impulsionar a prática da telessaúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, deste modo, melhorar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

Com um investimento inicial de 580 mil euros, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência na sua componente da Transição Digital na Saúde, a SPMS tem vindo a distribuir câmaras e auscultadores, tablets, tensiómetros e glucómetros.

“Estes equipamentos vão garantir as condições técnicas necessárias para a prestação de cuidados de saúde à distância, capacitando as unidades para a utilização das plataformas de telessaúde do SNS, desenvolvidas pela SPMS”, lê-se em comunicado.

De acordo com a SPMS, mais de 12 mil equipamentos já foram distribuídos na ULS Amadora/Sintra, de São José, de Santa Maria, do Médio Tejo e do Oeste, seguindo-se as ULS de Loures-Odivelas, do Litoral Alentejano e do Algarve.

As unidades de saúde contam com o apoio da SPMS para a implementação de serviços, nomeadamente suporte específico para teleconsulta, telemonitorização e telereabilitação, sendo também disponibilizadas sessões de formação online aos profissionais de saúde, através da Academia SPMS.

Segundo a SPMS, o aumento significativo das teleconsultas realizadas pela plataforma “Live”, com um aumento de mais de 240 por cento nos primeiros meses de 2024 em comparação com o ano anterior, demonstra a confiança dos profissionais de saúde e dos utentes nessa modalidade de atendimento.

Até o final do primeiro semestre de 2024, está prevista a conclusão da distribuição dos equipamentos em todo o país, fortalecendo a capacidade tecnológica do SNS e promovendo a utilização de soluções digitais.

“A telessaúde oferece conveniência, eficiência e segurança tanto para os profissionais quanto para os utentes. Além disso, a plataforma Telemonitorização SNS, agora denominada Telecuidados SNS, foi alvo de um upgrade tecnológico significativo, oferecendo mais funcionalidades, como a prescrição de exercícios do Plano Integrado de Telecuidados, o agendamento de sessões remotas de reabilitação e uma melhor interação entre profissionais de saúde e utentes”, acrescenta a SPMS em comunicado.

VMER de Santa Maria vai ter novas instalações

A Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Santa Maria vai ter novas instalações a partir do segundo semestre de 2024, anunciou o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, Carlos das Neves Martins, na abertura de uma sessão da VMER de Santa Maria.

O responsável disse esperar que a inauguração da nova estrutura operacional da VMER aconteça no dia do seu 20° aniversário, a 7 de junho.

“O Conselho de Administração tem analisado desde o início do seu mandato uma nova localização para a nossa VMER”, reconheceu Carlos das Neves Martins na abertura da sessão, para logo adiantar que o local, “com melhores condições de trabalho e de operacionalidade”, já está escolhido.

“O objetivo agora é assinalar os 20 anos da nossa VMER, que presta um trabalho de grande qualidade à população, com a inauguração das novas instalações”.

Carlos das Neves Martins reforçou ainda que é vontade da Unidade Local de Saúde Santa Maria ter uma ambulância de Suporte Imediato de Vida no Serviço de Atendimento Permante de Mafra, um trabalho de articulação com o INEM, e que o heliporto do Hospital de Santa Maria volte a curto prazo a receber helicópteros com operacionalidade 24 horas por dia, “tendo já cumprido todos os requisitos nesse sentido”.

A sessão da VMER de Santa Maria, dedicada ao Acidente Vascular Cerebral, foi a primeira de 2024 e insere-se numa série de eventos de partilha de boas práticas em áreas clínicas de Emergência.

Santa Maria utiliza robot inovador para preparar tratamentos oncológicos

O Hospital de Santa Maria é o primeiro da Península Ibérica a utilizar um robot inovador para preparação de tratamentos na área da Oncologia.

Doentes acompanhados na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria começaram já este mês a ser tratados com fármacos preparados por este novo sistema automatizado instalado no Serviço de Gestão Técnico-Farmacêutica da ULS de Santa Maria, apenas o terceiro do género a entrar em funcionamento a nível mundial.

Segundo a ULS de Santa Maria, com esta inovação a unidade irá, pelo menos, duplicar a capacidade de produção nesta área.

No processo de preparação de um irinotecano – tratamento oncológico mais utilizado em doentes com cancros gastrointestinais – o robot, instalado numa das câmaras com ambiente altamente controlado, coloca o soro de diluição num saco, enquanto um dos seus dois motores vai buscar uma seringa a um carrossel, aspira o conteúdo correto do frasco e insere-o no saco de diluição. Todos estes movimentos são monitorizados por técnicos na sala, que garantem a total segurança do processo.

“A grande vantagem deste sistema automatizado, face à preparação manual, é preparar tratamentos para oito doentes em simultâneo. Isto porque permite-nos fazer preparações de forma paralela, enquanto manualmente tem de ser em sequência e cada uma pode chegar a 15 minutos”, destacou o diretor do serviço, João Paulo Cruz, citado em comunicado.

Até agora as equipas conseguiam realizar entre 80 a cem preparações de tratamentos por dia, maioritariamente para doentes em hospitais de dia, mas também para internados. Com este novo robot será possível mais do que duplicar esse número, conseguindo entre 20 a 60 preparações por hora.

Além de permitir diminuir desperdícios e gerar poupanças de custos, este processo tem também a grande vantagem de prevenir a exaustão dos profissionais que trabalham nesta área e reforçar as equipas de outros setores do serviço.

“Em termos de recursos humanos, uma equipa normal precisa de pelo menos três elementos por câmara. Até agora, tínhamos três câmaras em funcionamento, ou seja, pelo menos nove elementos alocados a estes processos. O robot permite, nesta fase e para melhor monitorização do processo, trabalhar com um técnico e um farmacêutico, e no futuro será mesmo possível a presença de apenas um técnico”, acrescentou João Paulo Cruz.

ULS Almada-Seixal requalifica serviço de Urgência

As obras de expansão e requalificação do Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital Garcia de Orta (HGO), da ULS Almada-Seixal, já começaram e prevê-se que estejam concluídas no final do mês de junho.

Estas obras, que resultam de um investimento de 185 mil euros, permitirão aumentar e modernizar a área de resposta assistencial do SUG.

Segundo a ULS Almada-Seixal, além do investimento em obra, o novo espaço será apetrechado com equipamentos novos (macas, cadeirões, carro de emergência, monitor desfibrilhador, carro de terapêutica, entre outros), num montante superior a cem mil euros.

“Perspetiva-se que o SUG se torne mais funcional, uma vez que o aumento da área e a sua requalificação permitirão redesenhar e aperfeiçoar circuitos existentes. Com 225 metros quadrados, 11 macas e quatro cadeirões, esta área será exclusiva para doentes triados com pulseira “laranja” que, atualmente, permanecem na Área de Observação Clínica conjuntamente com os doentes com pulseira “amarela”. Pela primeira vez na história do HGO, o SUG terá áreas separadas”, refere a ULS Almada-Seixal em comunicado divulgado.

Além do novo espaço, haverá também um reforço do quadro de pessoal. A nova “Sala Laranja” terá uma equipa de internistas dedicada, o que permitirá uma abordagem e um tratamento mais dirigidos, mais adequados e mais rápidos, encurtando os episódios de urgência.

“Trata-se de um investimento estruturante, com vista à melhoria da qualidade assistencial na nossa Urgência Geral, aumento da segurança e do conforto dos nossos utentes, contribuindo, também, para a humanização dos cuidados prestados”, disse a presidente do Conselho de Administração da ULS Almada-Seixal, Teresa Machado Luciano, citada em comunicado.

“Não podemos esquecer, ainda, outra vertente fundamental que se prende com a melhoria das condições de trabalho dos nossos profissionais de saúde, a quem agradecemos o empenho diário, mesmo em condições mais desafiantes”, acrescentou a responsável.

A ULS Almada-Seixal informou ainda que durante as obras o SUG manterá o normal funcionamento.