CHTV recebe 900 mil euros para digitalizar serviços

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) recebeu a aprovação de uma candidatura para modernizar e digitalizar os seus serviços, no valor de mais de 900 mil euros.

De acordo com o CHTV, a aprovação da nova candidatura do Sistema de Apoio à Modernização Administrativa (SAMA) – o projeto [email protected] Desmaterializar, Integrar e Robotizar – é determinante para o seu esforço de modernização do atendimento e transformação digital.
 
Segundo o documento, “trata-se de um financiamento, através de fundos comunitários, que comparticipa um investimento elegível de 993.134,14 euros”, sendo este “o quarto projeto do SAMA aprovado, desde 2018, perfazendo, assim, um total de três milhões de euros de investimento cofinanciado até ao final de 2022”.
 
O presidente do Conselho de Administração do CHTV, Nuno Duarte, afirmou que “os quatro projetos têm em comum medidas de simplificação e de desmaterialização e viabilizam a eliminação do papel em diversos circuitos administrativos e clínicos”.
 
“São expectáveis múltiplos ganhos de eficiência e a nível da comunicação, por exemplo, com a reorganização do agendamento de consultas e de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) e do atendimento nesses serviços de ambulatório”, referiu o responsável.
 
“Poderemos minimizar as deslocações dos utentes e acompanhantes no hospital e o seu tempo de permanência nas nossas instalações, em consequência, entre outros fatores, da criação de um Balcão Único de Atendimento, bem como da disponibilização de quiosques eletrónicos e de sistemas eletrónicos de chamada”, exemplificou.
 
Um dos projetos em fase de execução, ‘Utente 4.0- Transformação Digital dos processos de interação com o Utente’, “integra investimentos associados à comunicação dos profissionais com os utentes/doentes que se tornaram imperativos no contexto epidemiológico atual”, destacou Nuno Duarte.

CHL tem novo espaço para doentes respiratórios

A nova Área Dedicada a Doentes com suspeita de Infeção Respiratória nos Serviços de Urgência (ADR-SU) no Hospital de Santo André já se encontra em funcionamento desde dia 3 de janeiro.

 
A nova estrutura do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) permite garantir a resposta adequada ao expectável agravamento da afluência devido ao crescimento epidémico da Covid-19 e ao aumento previsível da incidência de outras infeções respiratórias agudas. Durante o primeiro turno de 24 horas da nova ADR-SU foram admitidos 85 utentes.
 
“A unidade que agora disponibilizamos é uma urgência para doentes respiratórios, que substitui a área que existia na Urgência Geral para o efeito. Desta forma é possível segregar circuitos, com mais condições para fazer um atendimento com maior segurança, quer para os utentes, quer para os nossos profissionais”, destacou o presidente do Conselho de Administração do CHL Licínio de Carvalho.
 
A ADR-SU ocupa parte da área afeta ao Serviço de Medicina Física e Reabilitação, e conta com três gabinetes de consulta, uma sala de tratamento, um gabinete de triagem, uma sala de emergência com capacidade para assistir dois doentes em simultâneo, uma sala de observação com capacidade para dez macas (que pode aumentar, se necessário) e sete cadeirões, uma área de observação com 20 camas e três quartos de isolamento, uma sala de raio-x, e ainda um conjunto de áreas de apoio como armazéns, zonas de espera, secretariado, vestiários, adufas, instalações sanitárias e antecâmara.
 
Esta nova área tem um acesso externo próprio, o que permite a separação dos circuitos dos doentes com suspeita de infeção respiratória aguda face aos restantes.
 

O investimento estimado da nova ADR-SU e do novo internamento Covid é de 570 mil euros, sendo que 470 mil euros são referentes à empreitada de execução e cerca de cem mil euros a equipamentos.

CHUSJ inicia atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos

Teve início, em dezembro passado, a atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos (BTME) do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), num novo espaço com condições logísticas e de sistemas de informação que, segundo a unidade hospitalar, cumpre com os requisitos de qualidade e segurança desta área de atividade.

De acordo com o diretor do Serviço de Ortopedia do CHUSJ, António Sousa, o BTME está dotado de “equipamento diferenciado em termos de armazenamento, gestão e segurança do processo”, contando com uma nova arca de ultracongelação com características técnicas mais avançadas e com maior capacidade de armazenamento e preservação de tecidos.
 
Com capacidade de armazenamento suficiente para satisfazer e alargar a utilização atual, destacam-se ainda como mais-valias a disponibilidade imediata de enxertos heterólogos, a possibilidade de recurso a técnicas de reconstrução inovadoras, a menor despesa com a aquisição externa e a possibilidade de sustentabilidade financeira com a sua disponibilização a outras instituições.
 
De acordo com António Sousa, e no que concerne à especialidade de Ortopedia, este novo equipamento será extremamente importante na medida em que abre espaço a novas opções terapêuticas na reconstrução em ortopedia e de grandes reconstruções associadas à patologia tumoral, assim como da cirurgia de revisão das artroplastias da anca e joelho.
 
O BTME possui também uma relevância clínica importante no âmbito da neurocirurgia, respondendo aos desafios técnicos e éticos nesta dimensão.
 

António Mateus, responsável do BTME, afirma que “esta mudança vai permitir ao São João cumprir os requisitos mais avançados de qualidade, segurança e proteção de dados, bem como disponibilizar tecidos para utilização em mais diferenciadas áreas médicas”.

 
Para o vogal da Unidade Autónoma de Gestão de Cirurgia, João Logarinho, “este investimento irá permitir, a curto-prazo, poder avançar na colheita de maior diversificação de tecidos, para utilização interna e disponibilização para outras instituições hospitalares”, o que resultará em melhores cuidados prestados aos doentes.
 

Este é o segundo BTME a nível nacional em atividade, sendo que o outro já existente encontra-se no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.