Assembleia Geral Eleitoral da ATEHP

Decorreu no dia 30 de setembro p.p. a Assembleia Geral Eleitoral da ATEHP, composta por duas partes distintas que, dada a situação atual da pandemia da Covid-19, teve a sua realização tanto em formato presencial como virtual.

Na primeira metade procedeu-se à apresentação e discussão do Relatório e Contas do ano de 2020 apresentados pela Direção cessante, os quais foram aprovados por maioria absoluta.

Procedeu-se, numa segunda fase, à eleição dos Corpos Sociais da nossa Associação para o biénio 2021-2022, com a introdução em urna dos votos chegados por correspondência e da votação dos associados presentes. Terminada a votação, procedeu-se à contagem dos votos, tendo sido eleita a Lista A (proposta pela anterior Direção), com a maioria absoluta dos votos a favor e com dois votos em branco.

Uma vez escrutinados os votos procedeu-se à tomada de posse dos novos Corpos Sociais eleitos passando-se, de seguida, à apresentação do Plano de Ação e Orçamento para o ano de 2021, que foram igualmente aprovados por maioria absoluta.

 

ORGÃOS SOCIAIS ELEITOS (biénio 2021-2022)

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Eng. João Durão Carvalho – ex CHU Lisboa Norte

1º Secretário: Eng. José Batista – ex CH Porto

2º Secretário: Engª. Bárbara Rodrigues – CHU Lisboa Norte

Vogal: Eng. Carlos Pinto – SUCH Centro

 

DIREÇÃO

Presidente: Eng. António de Oliveira Ribeiro – CHU Cova da Beira

Vice-Presidente: Eng. Abraão Ribeiro – NeoValor, Ambiente e Saúde

Secretario: Eng. Paulo Lopes – SUCH Centro

Tesoureiro: Eng. Luís Duarte – SUCH Centro

Vogal: Eng. Francisco Brito – SUCH Norte

Vogal Suplente: Eng. José Torres Farinha – Inst. Sup. de Engenharia de Coimbra

Vogal Suplente: Eng. Luís Marques – CHU Lisboa Norte

 

CONSELHO FISCAL E DE DISCIPLINA

Presidente: Eng. José Graça Rocha – ex ARS Norte

Relator: Eng. João Barranca – ULS Guarda

Vogal: Eng. João Infante – ARS Lisboa e Vale do Tejo

Vogal Suplente: Eng. João Ricardo Teixeira – SUCH Sul

Webinar Soluções de desinfeção UV-C

NOTICIA Webinar Soluções de desinfeção UV-C

Dando cumprimento ao Plano de Atividades da ATEHP, e tendo em conta o contexto pandémico que atravessamos, a Direção da Associação – com o intuito de transmitir conhecimento – decidiu dar continuidade ao Ciclo de Webinars ATEHP dando a conhecer novas metodologias, inovação tecnológica e/ou novos produtos.

Neste contexto, teve lugar a 18 de fevereiro de 2021, pelas 17h30, a primeira ação de formação online, no formato Webinar, subordinada ao tema “Soluções de desinfeção UV-C”, em colaboração com a Associada Signify que e é líder na expansão do setor para sistemas de iluminação nos mercados profissional e de consumo, e nas inovações de vanguarda – desde o desenvolvimento da lâmpada com a maior eficiência energética do mundo, “receitas de luz” que aumentam a qualidade e produção de diferentes vegetais, até luzes que proporcionam uma conectividade rápida à internet através de Li-Fi ( Tecnologia transformadora fornece uma ligação de banda larga estável e rápida através de ondas de luz )

 

Programa:

Abertura e apresentação do Ciclo de Webinars ATEHP

Abraão Ribeiro, Presidente da Direção da ATEHP

Moderação

Francisco Brito, Vice-Presidente da Direção da ATEHP

Coordenação

Luís Duarte, membro do CR da Tecnohospital

Apresentação

Telmo Rocha, Key Account Manager, Office, Industry and Healthcare  Signify Portugal

  1. Apresentação corporativa Signify (former Philips Lighting).
  2. O que deve saber sobre UV-C: conceitos básicos explicados.
  3. Como pode a tecnologia UV-C contribuir para uma desinfeção eficaz?
  4. Soluções UV-C da Signify para o canal Profissional.
  5. Cálculos e medições: porquê, como calcular e o que medir?
  6. Os diferentes intervenientes num projeto UV-C: papéis e responsabilidades.
  7. Exemplos de aplicação.
  8. O que pode correr mal: uso e/ou dimensionamento
  9. inadequados, avarias e falhas.
  10. Mais informação Signify sobre UV-C: portal “Desinfeção com o poder da luz” e portal de formação/certificação.

Resumidamente, foram abordadas diferentes soluções de tecnologia UV-C para essencialmente dois tipos de desinfecção:

  • Desinfeção de superfícies ( Régua de desinfeção por UV-C Philips )
  • Desinfeção de objectos ( Câmara de desinfeção por UV-C Philips )

Dentro das soluções de desinfeção de superfícies UV-C, é de realçar a apresentação do sistema UV-C Upper Air que visa uma desinfeção segura, prevenindo a contaminação via aerossóis víricos, mesmo com a presença humana.

Além disso, também foram apresentadas as soluções de proteções de contenção adequadas para garantir que os produtos UV-C possam ser operados de acordo com as normas de segurança relevantes.

Após a apresentação seguiu-se um período de debate bastante participado, de cerca de 20 min.

O webinar contou com a presença de cerca de 80 participantes em simultâneo, tendo terminado pelas 19h20.

Os investimentos no SNS e o OE 2021

A ATEHP enquanto associação profissional de engenheiros e arquitetos de saúde não pode alhear-se da política de investimento em instalações e em equipamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Apesar de ser nosso entendimento que o planeamento deve ser uma atividade desenvolvida pelo Ministério da Saúde de forma permanente e continuada, com recursos próprios a tempo inteiro e a nível central, considerámos muito positiva a publicação do despacho 7128/2020, em 14 de julho, pela Secretaria de Estado Adjunta e da Saúde, que determina a criação de um grupo de trabalho para elaboração de uma proposta de Plano Plurianual de Investimentos do MS e que deverá também avaliar e propor medidas com vista à gestão eficiente de equipamentos e instalações do SNS. Projetar o Plano Plurianual de Investimentos do MS para um horizonte alargado de 10 anos, conforme determinado no despacho, significa que os anunciados fundos europeus devem ser nele considerados.  Quanto ao prazo de 15 de setembro determinado no despacho, se por um lado constituiria forte condicionante á sua realização, por outro lado permitiria á proposta de Orçamento de Estado 2021 (OE 2021) beneficiar dos seus resultados.

Na verdade, esta expetativa foi gorada já que a proposta de OE 2021 no fundamental repete os investimentos propostos em orçamentos anteriores. Em construção hospitalar, apesar de nos últimos 14 anos apenas terem sido construídos quatro hospitais em regime de Parceria Público Privada e desde 2013 nada ter sido construído, esta proposta volta a referir os investimentos dos OE 2019 e 2020, Hospitais de Lisboa Oriental, Central do Alentejo, Sintra, Seixal, Madeira e Ala Pediátrica de São João, não executados com excepção desta última ainda em curso. Na área dos equipamentos, das remodelações de instalações e de energia, é dada continuidade ao Plano de Melhoria de Respostas do SNS – RCM 198/2019, ao Plano de Estabilização Económica e Social – RCM 41/2020 e POSEUR. Esta proposta de OE refere ainda o Plano Plurianual de Investimentos e o Plano de Recuperação e Resiliência, sem nada concretizar. Podemos concluir que o Grupo de Trabalho nomeado não produziu qualquer proposta ou, se o fez, foi politicamente vetada. Também concluímos que nada está previsto quanto á utilização de fundos europeus para investimento no SNS.

Muito se tem falado na comunicação social sobre a eventual corrupção na utilização dos futuros fundos europeus e na necessidade de promover medidas visando o seu combate. É nosso entendimento que a primeira linha de combate á corrupção são as decisões tomadas atempadamente, devidamente participadas e tecnicamente estruturadas. Conhecemos o passado das decisões tomadas com base em opiniões, em pressões politicas e tardiamente, com tempos de execução reduzidos e exigência de gastar os fundos atribuídos. Estão na nossa memória os designados projetos “chave na mão”, com adjudicação da concepção e da construção, condicionando fortemente e até impedindo a avaliação técnica e financeira das propostas e, obviamente, a qualidade final da obra.  Esta é uma fonte de corrupção da qual é possível fugir desde que adoptada a metodologia de obra com projeto público. Em qualquer processo de compra os interesses do comprador só ficam salvaguardados desde que definidas as caraterísticas do bem a adquirir, neste caso o projeto, o que não acontece se essas características forem definidas pelo fornecedor. Sabendo-se que os procedimentos administrativos inerentes ao código dos contratos públicos são inultrapassáveis e demorados e que a elaboração de projetos exige prazos elevados, a agilização dos procedimentos só é possível com a elaboração antecipada de projetos de execução de obra. É o que esperamos do OE 2021, com o financiamento dos projetos que permitam a transparência das adjudicações de construção de instalações hospitalares e de cuidados primários. Sendo conhecidas as limitações do Ministério da Saúde na definição de uma estratégia de investimento e monitorização da sua execução, em consequência da extinção dos organismos que promoviam o estudo e planeamento dos investimentos, Gabinete de Estudos e Planeamento da Saúde e Direção Geral de Instalações e Equipamentos de Saúde, a ATEHP manifesta a disponibilidade de, através de profissionais associados, participar no Grupo de Trabalho acima referido.