Trata-se de um instrumento organizacional estratégico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assente na reorganização e otimização de recursos já existentes, orientado para reduzir a variabilidade de cuidados, reforçar a segurança clínica, melhorar os resultados em saúde e otimizar a utilização de recursos de elevada diferenciação. O objetivo é a identificação precoce dos doentes com choque cardiogénico e a sua transferência atempada para centros com capacidade especializada.
O piloto decorre desde o início de maio no Hospital de São João, no Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e no Hospital de São José, em Lisboa.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibilizou o referencial para a implementação do piloto, com o objetivo de harmonizar critérios de identificação, estratificação, ativação, referenciação e monitorização dos doentes com choque cardiogénico no contexto do SNS.
De acordo com esse documento, a resposta deve ser organizada em torno de uma rede assistencial estruturada, integrando diferentes níveis de cuidados e identificando centros de referência responsáveis pela concentração de casos complexos e pelo tratamento especializado por equipas multidisciplinares. O processo abrange todo o percurso assistencial, desde os serviços de emergência pré-hospitalar, com envolvimento do INEM na triagem, orientação e ativação da via assistencial, até aos hospitais terciários com capacidade avançada de suporte circulatório e transplante cardíaco.
O choque cardiogénico é uma síndrome clínica grave, caracterizada por hipoperfusão tecidular de origem cardíaca, resultante de incapacidade do coração em garantir um débito cardíaco adequado às necessidades metabólicas do organismo.





