ULS do Nordeste com nova técnica em cirurgia de Ginecologia

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste realizou pela primeira vez, no Bloco Operatório da Unidade Hospitalar de Bragança, uma histerectomia total com anexectomia bilateral por via laparoscópica.

Trata-se de uma cirurgia da especialidade clínica de Ginecologia, a qual passa, a partir de agora, a ser realizada nesta ULS com uma técnica minimamente invasiva, com várias mais-valias para as doentes.

De acordo com a ULS do Nordeste, a histerectomia total com anexectomia bilateral laparoscópica resulta em menos incisões, redução das perdas hemáticas (sanguíneas), diminuição do tempo cirúrgico e permite uma deambulação (caminhar) precoce, reduzindo assim o risco de complicações tromboembólicas.

“As doentes também beneficiam de menos dor no pós-operatório, melhores resultados estéticos, alta hospitalar mais precoce e um retorno mais rápido à atividade laboral e social, resultando numa maior satisfação geral”, acrescentou a ULS do Nordeste em comunicado.

Saúde e Coesão Territorial assinam contratos para 193 centros de saúde

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida, assinaram, a 7 de junho, os contratos para construção de novos centros de saúde e para a requalificação de unidades já existentes, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nas regiões Norte e Centro do país.

Em causa estão 193 projetos – 141 no Norte e 52 no Centro –, que envolvem 89 municípios e duas entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – ULS Nordeste e ARS Centro –, num total de 196,7 milhões de euros de investimento.

No passado dia 4 de junho foram firmados os contratos relativos a 68 projetos localizados em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, somando 33 municípios e três entidades do SNS – Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, ULS do Litoral Alentejano e ULS da Lezíria –, com um financiamento de 74,8 milhões de euros.

O PRR visa o financiamento de um conjunto de reformas e investimentos, na área da sustentabilidade do sistema da saúde, do reforço dos cuidados de saúde primários, cuidados continuados integrados e cuidados paliativos, a saúde mental e a transição digital, cujo prazo de execução termina a 30 de junho de 2026.

As metas definidas são de 124 novos centros de saúde familiares e a requalificação de 347 unidades já existentes, com investimentos de 272,8 milhões de euros e de 274,9 milhões de euros, respetivamente. No total, o investimento supera os 547 milhões de euros.

Os contratos assinados a semana passada respeitam a uma segunda fase do PRR para projetos de construção e de requalificação de infraestruturas de cuidados de saúde primários, num total de 261 projetos e de 271,5 milhões de euros de investimento.

Garcia de Orta realiza nova técnica de acesso para hemodiálise

A equipa de nefrologia de intervenção do Hospital Garcia de Orta, da ULS Almada-Seixal, realizou, recentemente, um procedimento inédito em Portugal, que permite criar mais uma opção de acesso vascular para hemodiálise, poupando território vascular aos doentes, de uma forma menos invasiva.

“Além da inovação tecnológica, este processo tem a mais-valia de poder ser o segundo acesso do doente na escala de acessos vasculares. Com esta técnica cria-se uma nova opção e menos invasiva. Estamos a poupar vasos ao doente, o que é muito positivo”, sublinhou o membro da equipa de nefrologia de intervenção da ULSAS, Carlos Oliveira, citado em comunicado.

“Ser minimamente invasivo é a primeira vantagem deste procedimento”, referiu o nefrologista, destacando, mais à frente, “a vantagem estética de não deixar cicatriz”.

Em causa está um procedimento endovascular realizado sem cirurgia, em que é introduzido um cateter numa artéria e outro numa veia do antebraço do doente e, através de um dispositivo de radiofrequência, que funciona como um bisturi elétrico, é feita uma fístula, juntando uma artéria e uma veia, através dos dois cateteres.

Nos acessos vasculares para hemodiálise, a cirurgia mais simples e mais recomendada é a do punho, que é o primeiro acesso do doente, como sublinhou o nefrologista Pedro Bravo, que realizou este primeiro procedimento. Quando este acesso falha avança-se para uma localização superior, mais proximal.

“É mais uma opção e mais uma alternativa ao que já tínhamos. Nem todos vão precisar porque a opção do punho continua a ser a primeira e melhor opção. Aqueles que já fizeram tentativa e não resultou ou que não têm vasos que permitam a construção de um aceso no punho, e que até agora passavam para o braço, agora têm esta opção. Mas isto implica um mapeamento e um estudo prévios da vasculatura do braço para perceber se são elegíveis anatomicamente”, explicou Pedro Bravo.

Os doentes que fazem hemodiálise são doentes crónicos, pelo que se começa pela opção mais longe do coração possível. “Além de ser um método minimamente invasivo, passamos a ter opção de usar uma zona que cirurgicamente não está tão acessível”, complementou o nefrologista.

A técnica é realizada nos EUA e no Canadá desde 2019, e, de acordo com o nefrologista Carlos Oliveira, há 1 300 casos na Europa, sendo este o primeiro a nível nacional com este dispositivo.

Esteve presente no procedimento realizado em Portugal a equipa de nefrologia de intervenção da ULS Almada-Seixal, com o nefrologista Pedro Bravo, em conjunto com o radiologista de intervenção espanhol Iñigo Insausti (Universidade Navarra e Pamplona). Marcaram presença, também, enfermeiros, um técnico de radiologia, e um anestesista, bem como um elemento da cirurgia vascular.

Os cirurgiões vasculares são os primeiros a ver os doentes e a fazer o estudo para o acesso, pelo que “é de todo o interesse que haja uma colaboração próxima entre nefrologia e cirurgia vascular”, sublinhou Pedro Bravo. De Espanha veio ainda um técnico dedicado a este tipo de acessos (com experiência no estudo e seleção dos doentes e do local para fazer a fístula) que deu apoio na seleção do doente.

“Quando um doente tem uma doença renal crónica, as guidelines estabelecem um plano de vida do doente que integra o início da terapêutica dialítica (hemodiálise, diálise peritoneal, transplantação renal). No doente que comece por fazer hemodiálise, podemos fazer um plano de vida do acesso vascular. O passo agora é integrar este acesso neste plano de vida. É mais uma etapa que temos no plano de vida do acesso”, rematou Carlos Oliveira.

ULS Amadora/Sintra utiliza fluoroscopia na Medicina Física

O Serviço de Medicina Física e de Reabilitação da ULS Amadora/Sintra iniciou, no mês de maio, um novo período semanal dedicado a procedimentos guiados por fluoroscopia no âmbito da Medicina Regenerativa e no tratamento da Dor Músculo-esquelética.

“Este período, realizado na sala de hemodinâmica, permitirá melhorar a segurança e eficácia das técnicas já empregues em patologia degenerativa articular, essencialmente no que diz respeito a procedimentos regenerativos intraósseos, nos quais esta unidade é pioneira em Portugal”, referiu a ULS Amadora/Sintra em comunicado divulgado.

Por outro lado, permitirá também dar resposta ao número crescente de doentes com lombalgia crónica, refratários ao tratamento conservador e sem indicação cirúrgica, acrescentou a ULS.

“Para este passo em frente na melhoria dos cuidados aos doentes foi importante a colaboração estrita com o Serviço de Sangue, responsável pela preparação de produtos ortobiológicos, assim como os Serviço de Cardiologia, Radiologia e Neuroradiologia pela cedência do espaço”, concluiu a ULS Amadora/Sintra.

ULSAS implementa sistema de atendimento telefónico mais ágil

O Sistema de Atendimento e Resposta Ágil (SARA) já está a funcionar em todas as Unidades Funcionais dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS).

Este sistema torna mais fácil e rápido o contacto telefónico, através de um sistema que regista o número de telefone do utente e permite o retorno da chamada, de forma personalizada, num curto espaço de tempo.

A ULSAS é a primeira Unidade Local de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a ter o SARA implementado em pleno nos CSP.

A implementação deste sistema de atendimento decorreu de forma faseada e ficou agora concluída, estando a funcionar em pleno nas 22 Unidades de Saúde Familiares e nas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados de Almada e do Seixal.

O SARA oferece ao utente a possibilidade de agendar consultas agudas (para o dia) ou programadas, pedir renovação de receitas, entre outros assuntos. Aquando do retorno, a resposta já vai ao encontro da necessidade do utente, sendo, por isso, personalizada.

“É com enorme satisfação que damos por terminada a implementação do SARA em todas as nossas unidades funcionais dos cuidados de saúde primários, dando resposta a uma necessidade sentida há muito pelos nossos utentes, que se prendia com a dificuldade em contactar estas unidades”, afirmou a presidente do Conselho de Administração da ULSAS, Teresa Machado Luciano, citada em comunicado.

“Com este sistema, facilitamos a vida aos nossos utentes e aos nossos profissionais. Os primeiros porque ficam com a garantia de um contacto célere, evitando esperas e deslocações, os segundos porque conseguem prestar melhor atendimento, sem duplicação simultânea de tarefas, e de forma mais organizada”, rematou.

São João realiza procedimento inovador para o tratamento de miomas uterinos

O Serviço de Ginecologia da Unidade Local de Saúde São João realizou os primeiros procedimentos de radiofrequência para tratamento de miomas uterinos, na Unidade de Cirurgia de Ambulatório.

O procedimento contou com a colaboração externa da ginecologista italiana Ida Ferrara, presidente da Associação Italiana de Medicina Funcional e médica assistente de Ginecologia e Obstetrícia Clínica Victoria Rey em Sevilha.

De acordo com a ULS São João, este procedimento funciona através da indução de calor controlado diretamente nas células dos miomas uterinos, sem danificar os tecidos uterinos saudáveis circundantes, promovendo a redução do seu tamanho e favorecendo a eliminação natural do tecido degenerado pelo organismo.

A médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia Rita Polónia Valente destacou que este procedimento minimamente invasivo é realizado em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento e com preservação do útero, sendo que a técnica permite que a paciente retome no dia seguinte as suas atividades diárias.

“O procedimento é indicado para o tratamento de miomas sintomáticos em mulheres que desejem preservar a fertilidade, evitando técnicas cirúrgicas invasivas como a miomectomia e histerectomia”, acrescentou Rita Polónia Valente.