O novo medicamento aparenta ter dois mecanismos distintos de ação anti-microbiana, contra os quais as bactérias provavelmente não podem desenvolver, rapidamente, resistência.
A vancomicina é usada desde 1958 contra um largo espetro de bactérias, sendo utilizada contra a MRSA, um dos grandes causadores de infeção hospitalar. No entanto, desde o final dos anos 1980 que tem sido relatado um número crescente de casos de resistência à vancomicina em classes de bactérias que normalmente sucumbiriam a este antibiótico, incluindo MRSA.
Como a vancomicina continua a ser útil, este laboratório tem-se dedicado a produzir versões melhoradas deste antibiótico, ao invés de compostos inteiramente novos. A vancomicina enfraquece as bactérias e impede-as de se reproduzirem ao ligar-se às suas paredes celulares. A resistência advém da alteração de um aminoácido que impede o antibiótico de se ligar firmemente.
Em 2012, a equipa anunciou ter sintetizado um composto análogo à vancomicina – informalmente denominado de amidina da vancomicina, com uma alteração subtil que permitiu que o composto se ligasse eficazmente às paredes celulares das bactérias resistentes. Para obter a modificação estrutural necessária, era preciso obter a sintetização total deste composto, o que foi agora conseguido.
Ainda assim, os investigadores encontraram margem de melhoria no seu trabalho, pelo que acrescentaram um composto à molécula sintetizada que permite melhorar a potência da vancomicina. Nos testes de laboratório, este composto revelou-se extremamente eficaz contra a MRSA e enterococcus.
Mais informação aqui. Créditos imagem: renjith krishnan/freedigitalphotos
p> |  |
|