É por esta razão que o Consórcio de Dispositivos Pediátricos de Filadélfia (PPDC, no original) e a Food & Drug Administration (FDA) apoiam investigadores, médicos e engenheiros nos seus esforços para conseguir fabricantes para novos dispositivos pediátricos.
A revista MEDICA falou com Matthew Maltese, investigador principal do PPDC, sobre as atividades do consórcio e os desafios enfrentados por quem pretende desenvolver estes novos dispositivos.
Apesar de reconhecer que, em muitos casos, um dispositivo para adulto em tamanho mais pequeno é adequado para usar em crianças, o investigador alerta que as doenças pediátricas requerem, muitas vezes, o uso de dispositivos pediátricos, e dá o exemplo dos dispositivos implantáveis, que precisam de ser substituídos quando a criança cresce. Por outro lado, as propriedades materiais dos tecidos pediátricos são diferentes das dos adultos, o que requer cuidados especiais no design. O investigador refere também o exemplo da cirurgia fetal, que requer uma abordagem totalmente diferente em termos de dispositivos utilizados.
Em relação ao mercado, Matthew Maltese crê que, apesar da sua reduzida dimensão, pode ser lucrativo. O investigador explica que a dificuldade é, frequentemente, atrair investimento fora do mercado de dispositivos médicos para adultos, onde o número de pacientes é muito superior. Ainda assim, o investigador acredita haver boas razões para investir primeiro no desenvolvimento de dispositivos pediátricos, porque é frequente estes dispositivos, dimensionados, servirem para tratar problemas dos adultos. É o que acontece na oxigenação por membrana extracorpórea.
A PPDC contribui para esta investigação através de apoio na atividade de regulação, ensaios clínicos, reembolsos e angariação de fundos. Apesar dos seus três meses e meio de existência, o consórcio está já a trabalhar com duas empresas no sentido de desenvolver dispositivos pediátricos.
Mais informação aqui. Créditos imagem: anekoho/freedigitalphotos
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