A Ordem dos Enfermeiros apresentou 15 propostas com vista a potenciar poupanças diretas e indiretas estimadas em 18,6 milhões de euros. As propostas foram feitas no âmbito de uma visita do ministro Paulo Macedo à sede nacional da Ordem dos Enfermeiros.
Os enfermeiros propõem, assim, transferir recursos hospitalares para a comunidade e cuidados de proximidade, como os Cuidados de Saúde Primários, Cuidados Continuados e cuidados domiciliários, o que passa por medidas na área da Saúde Mental, Saúde Materna, doença crónica e reabilitação precoce. Na área da Saúde Materna propõe-se a redução em 20 por cento, até 2015, do número de cesarianas através da promoção do parto normal. Também se advoga que dentro de dois anos metade das puérperas com parto normal tenham alta precoce no parto normal e a redução, em 50 por cento, dos internamentos por falso trabalho de parto. Juntas, estas medidas permitiriam uma redução de 47.156 dias de internamento e cerca de 4,13 milhões de euros anuais, estimam os enfermeiros.
No domínio da gestão da doença crónica, a Ordem propõe novas formas de incentivar e apoiar a transferência de cuidados para a comunidade, e sugere também a introdução de modelos de gestão de doentes crónicos com risco elevado de internamento. Pretende-se também promover a melhoria das respostas ao nível dos Cuidados Continuados.
Os enfermeiros pedem também a definição de uma política nacional para a qualidade na Saúde, propondo também uma abordagem sistemática e obrigatória da eficiência energética nas instituições do SNS.
Por seu turno, paulo Macedo afirmou que há condições para avançar brevemente com a criação da figura do Enfermeiro de Família, partindo da experiência vivida nas Unidades de saúde Familiar.
Paulo Macedo assegurou que a Saúde Materna também é uma prioridade da tutela, uma vez que há hospitais públicos a praticar «o dobro das cesarianas recomendadas internacionalmente».
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