O trabalho de vários anos desta investigadora, da área da Engenharia Eletrónica, culminou na criação de um aparelho portátil que, em cinco minutos, determina Rh e ABO. O dispositivo foi concebido a pensar em situações de emergência, sendo capaz de detetar o grupo sanguíneo em menos de metade do tempo necessário para os dispositivos do género.
Como o processo é completamente automatizado, sem necessidade de intervenção de técnicos, permite eliminar erros humanos e evita deslocações ao laboratório, baixando o risco de incompatibilidade.
O sangue é recolhido com uma seringa, sendo depois introduzido em cada uma das cavidades do aparelho. Em seguida é adicionado um reagente e em pouco tempo é feita a identificação.
Além desta função, o dispositivo também pode, segundo o portal Ciência Hoje, ser utilizado para detetar várias doenças, como pneumonia, sífilis e malária. Por via de uma aplicação informática, "os dados podem ser enviados diretamente para o hospital para, por exemplo, se começar a preparar a transfusão" antes de o doente chegar.
Até à final do concurso, ainda serão feitas algumas afinações no dispositivo e será desenvolvida aparte de gestão de projeto. Ana Ferraz deseja que o dispositivo esteja disponível no mercado a médio prazo.
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