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Um grupo de investigadores da Universidade de Stathclyde, na Escócia, desenvolveu um novo mecanismo, composto por uma máquina e uma bolsa de plástico especial, capaz de reaproveitar o sangue perdido pelos pacientes durante as cirurgias cardíacas.
Embora a recuperação de sangue em operações não seja uma novidade, o processo atual é complicado, demorado e caro. Em comunicado divulgado no início de agosto, a universidade escocesa explicou que o HemoSep exige menos trabalho na reciclagem do sangue dos pacientes.
Esta máquina é composta por uma bolsa de plástico e uma máquina de agitamento que conserva o sangue.
O sistema foi concebido a pensar especialmente nas operações cardíacas em que os níveis de sangue perdido costumam ser elevados, obrigando à transfusão de sangue de outra pessoa. Com o HemoSep, a autotransfusão passa a ser um procedimento mais rápido e fácil do que os usados habitualmente, reduzindo os riscos associados às transfusões de sangue.
Terry Gourlay, investigador responsável pela criação, refere que a introdução do HomoSep no sistema de saúde pode “reduzir em grande escala os riscos e os custos das transfusões de sangue”. A tecnologia, refere, tem várias vantagens quando comparada às técnicas tradicionais que, além de caras, envolvem complexos procedimentos de centrifugação que exigem a presença de especialistas.
Os testes clínicos envolveram mais de cem cirurgias cardíacas. Durante estas operações, ficou demonstrado que o HomoSep consegue preservar o sangue em bom estado, prevenindo, assim, reações inflamatórias comuns no pós-operatório.
O HomoSep já recebeu o selo da Comunidade Europeia e a aprovação nacional do Canadá. Os investigadores acreditam que a nova tecnologia será um dos componentes essenciais não só em cirurgias cardíacas, mas também na preservação sanguínea durante transplantes ortopédicos e neurocirurgias.
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